sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Revelado o “Vinho do Ano” – Lista Top 100 Wine Spectator 2012


Todos os anos, editores da Wine Spectator compilam uma lista dos vinhos mais interessantes que provaram em provas às cegas ao longo dos últimos 12 meses. Com base na qualidade (pontuação), valor (preço de lançamento), a disponibilidade (fácil de achar) e um fator X que chamam de emoção. O resultado dessa analise é a lista Top 100 2012, que começou a ser liberada na quarta com 5 vinhos: 10, 9, 8, 7 e 6º lugar, quinta com os 5, 4, 3 e 2º colocados, e hoje o primeiro colocado! Procurei referencia dele aqui no Brasil e não achei. Parece que não é importador por aqui.

A lista completa com os 100 vinhos estará disponível dia 26 desse mês de novembro e divulgada aqui.

1 Shafer Vinhedos Relentless Napa Valley


Vintage: 2008 Pontuação: 96 pontos, Rls Preço: 60 dólares 3.300 casos fez Napa Valley, na Califórnia

Relentless, a riveting blend of Syrah and Petite Sirah, is a groundbreaking red from a region and a winery better known for producing stellar Cabernet Sauvignons. From his first vintage in 1978, founder John Shafer, joined by his son, Doug, steadily built the family winery into one of Napa’s elite; their signature Hillside Select Cabernet is one of California’s most sought-after reds.

The Shafers credit Elias Fernandez, a migrant worker’s son who has been involved in the winemaking for 28 harvests, with steering the winery to a higher level of quality. To honor Fernandez’s commitment to perfection, they named this wine Relentless. To create the blend, the team planted a parcel on a knoll south of the winery, outside the Stags Leap District boundary, to 14 acres of Syrah and 4 acres of Petite Sirah. The grapes are cofermented, and the wine is aged 30 months in new French oak barrels. From its first vintage, 1999, Relentless has been a model of consistently high quality, closely tracking Hillside Select. The near-perfect growing conditions of 2008 are reflected in the wine’s complex array of flavors and textural nuances.

Relentless marks the second time in three years that a Rhône-inspired red from California has been chosen as Wine of the Year, and it is the seventh Napa wine to earn that honor. Read the Dec. 31 issue of Wine Spectator for the entire fascinating tale behind Relentless

sábado, 20 de outubro de 2012

Como se fazem as rolhas das garrafas de vinho Aprenda como funciona o processo de produção das rolhas de cortiça



Rolhas de cortiça são objetos muito comuns no nosso dia a dia, encontradas normalmente em garrafas de vinho. Mas você já parou para se perguntar como é o processo de produção de um desses itens? Pode-se dizer que tudo começa na floresta, com a seleção e a coleta nas árvores produtoras de cortiça (tradução livre para “Cork oaks”).
Esse tipo de árvore é muito comum em Portugal (com 50% da produção mundial), na Itália, na França e na Espanha e possui uma casca avermelhada grossa, bem característica. Elas podem crescer até 20 metros de altura em ambiente natural, embora não costumem ficar tão altas na prática, e vivem entre 150 a 250 anos.




Uma vez atingida a idade adulta, a árvore produtora de cortiça pode ser “colhida” a cada nove anos, em um processo que retira apenas a casca e não causa qualquer tipo de dano a ela. Cada vez que uma dessas árvores passa pelo processo de colheita, ela é marcada, para evitar que ocorra outro procedimento prematuramente.
As cascas de cortiça retiradas das árvores são estocadas em um chão de concreto ou um material do tipo, para evitar a contaminação. Então, a madeira sofre a primeira etapa da sua transformação: um processo de cozimento, para que as placas sejam amolecidas, além de essa ser uma maneira de limpá-las.



Para evitar qualquer tipo de contaminação, a água utilizada é filtrada e trocada regularmente, além de haver a retirada de detritos. Uma vez passadas por esse processo de fervura, as placas ficam mais planas, facilitando o manuseio. Em seguida, elas são niveladas e cortadas na medida certa para começar o trabalho.

A fase de corte requer muita habilidade para evitar desperdício ou a escolha de material ruim para rolhas de “alta qualidade”, por exemplo. Uma parte do material vira as “rolhas naturais”, que são aquelas retiradas por completo de um pedaço de madeira. Outras viram “rolhas técnicas”, feitas a partir da junção de vários recortes (que sobraram do primeiro processo).

Então, as rolhas são colocadas em esteiras e escolhidas manualmente (a olho nu), em busca dos modelos perfeitos. Uma vez concluído esse processo, elas já estão prontas para a venda e o custo é de aproximadamente 1 euro por unidade.




Degustado,Raventós i Blanc Elisabet Raventós Miléssime 2003

Degustado na ultima sexta este inesquecível Cava da Raventós umas das mais respeitadas e tradicionais Cavas da Cataluña,um 2003 cheio ainda de vida com um frescor e complexibilidade  de dar inveja a alguns grandes Champagnes!


Elisabet Raventós 2003 – Cava DO – Cataluña - Espanha

 Elizabeth é filha de Manuel Raventos "e esta cava é uma homenagem a ela. Cava feito de Xarel.lo e Chardonnay, com um toque de Monastrell que lhe confere um carácter original e elegância. 54 meses-envelhecimento.
A produção limitada: 34.132 garrafas.

Composição: 63% Xarel-lo, 30% Chardonnay, 7% Monastrel. Teor alcoólico de 12 GL. Permanência mínima do 48 meses em garrafa, em contato com as lias, depois da segunda fermentação.
Cor cobre-palha, brilhante. Perlage fino, incansavel. Aromas remetendo a frutas secas (nozes e amendoas), notas minerais, brioche e toques tostados, lembrando bala de coco queimado. Boca com excelente frescor e cremosidade. Intensa.
Ficou muito bem na harmonização com um queijo Asiago,com flor de sal e azeite Rocca de La Macie. 


PRÊMIOS
2006 - Baco Oro
2006 - Madrid Fusión-Mejor Cava
2005 - Madrid Fusion-Mejor Cava

Enfim a queda da Sanvaguarda para vinhos Nacionais


BRASÍLIA - O brasileiro continuará podendo escolher vinhos importados no restaurante e no supermercado. O governo desistiu de impor uma salvaguarda, restringindo a entrada de vinhos produzidos fora do País, segundo fontes envolvidas na discussão. Em contrapartida, produtores nacionais, importadores e supermercados farão esforço para aumentar a exposição do vinho brasileiro nas gôndolas e deixarão de comprar as bebidas estrangeiras que tiverem preços muito baixos.

Não há definição sobre que preço seria esse, mas negociadores disseram ao Estado que se trata de vinhos de mesa, mais populares. Não estão incluídos, por exemplo, os vinhos finos, mais caros e sofisticados, fabricados a partir de uvas reconhecidas, como Carmenére, Syrah e Cabernet Sauvignon.

Ficou acertado que os importadores e supermercados brasileiros deixarão voluntariamente de comprar os vinhos de mesa fabricados fora do Brasil. O mesmo procedimento que já adotam em relação à Argentina.

Já os vinhos finos continuarão entrando no País, mas a diferença é que tendem a enfrentar mais concorrência dos vinhos finos brasileiros.

Consumo

Para conseguir isso, os supermercados lançarão campanhas para divulgar a qualidade do vinho nacional, aumentarão a exposição dos produtos na gôndola e cumprirão uma agenda de feiras, degustações e rodadas de negócio com produtores nacionais para ressaltar a qualidade dos bons vinhos brasileiros.

Por trás do acordo está a ideia de obrigar os vinhos importados a concorrer com os melhores vinhos nacionais. Um grupo de trabalho do setor privado, acompanhado pelo governo, vai monitorar o acordo, fechado na quinta-feira.

Por trás deste esforço, está a ideia de aumentar o consumo de vinho no Brasil, hoje em torno de 1,9 litro da bebida por ano per capita, para cerca de 2,5 litros por ano por pessoa. Na Argentina, essa média é de 40 litros anualmente.

Com o aumento para 2,5 litros, o governo e o setor privado acreditam que haverá espaço para consumir toda a produção nacional e ainda por cima sobraria espaço para importar os vinhos finos de fora, sem prejuízo aos produtores domésticos.

Salvaguarda

Já está confirmado, no entanto, que não haverá salvaguarda para vinhos importados, assunto que poderia render queixas internacionais de protecionismo contra o governo Dilma Rousseff.

Durante a Festa da Uva em Caxias do Sul (RS), Dilma prometeu em fevereiro deste ano proteger os produtores nacionais contra "práticas predatórias" de vinícolas estrangeiras.

Agora, o acordo privado livra o governo de criar uma briga com outros produtores, como o Chile e a União Europeia, na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os fabricantes nacionais ficam satisfeitos com o esforço em prol da bebida brasileira e os importadores mantêm a liberdade de comprar vinhos finos do exterior.

sábado, 25 de agosto de 2012

Master of Wine inglês prova e aprova os vinhos brasileiros




Peter Richards destaca o estilo próprio dos rótulos verde-amarelos, qualificados como refrescantes, leves e com álcool moderado

O Master of Wine inglês, Peter Richards, acaba de divulgar suas impressões sobre a degustação de 13 vinhos e espumantes brasileiros realizada no dia 7 de agosto, no restaurante Brasil a Gosto, em São Paulo. A promoção foi do projeto Wines of Brasil, realizado entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Na ocasião, ele provou três vinhos brancos (Lidio Carraro Chardonnay 2011, Basso Moscatel Virtus 2012 e Villa Francioni Sauvignon Blanc), seis vinhos tintos (Boscato Reserva Merlot 2007, Dunamis Cabernet Franc 2011, Miolo Castas Portuguesas 2008, Pizzato DNA99 Merlot 2005, Salton Talento 2007 e Salton Talento 2006) e quatro espumantes (Aurora Moscatel, Cave Geisse Brut Tradicional, Espumante 130 Casa Valduga e Miolo Terra Nova Brut Rosé).

Em termos gerais, Richards menciona o potencial do vinho brasileiro. Ele ficou impressionado com os novos terroirs que nasceram recentemente no Brasil, citando a Campanha Gaúcha e Santa Catarina. “O estilo próprio é nítido, refrescante e leve – a maioria dos tintos tem 12,5% de álcool”, escreve, em tradução livre. O Master of Wine inglês diz que esta é uma peculiaridade brasileira em comparação com outros países produtores de vinhos do Novo Mundo. Richards fala que os espumantes pelo método charmat é um ponto forte do Brasil, sobretudo por serem bem feitos e de preços acessíveis. Sua aposta de sucesso ficou nos Moscatos, com álcool baixo, refrescantes e agradáveis de beber. “Pode ser um verdadeiro vencedor aqui, tanto no mercado interno como externo”, vaticina.

Segundo Ana Paula Kleinowski, do Wines of Brasil, que acompanhou a degustação, Richards acredita que a tendência de consumo de vinhos espumantes Moscatos, iniciada nos Estados Unidos, tende a se espalhar pela Europa nos próximos anos. Em seu site (http://susieandpeter.com/cheers-brazil/), ele destaca seis rótulos – Dunamis Cabernet Franc 2011, Lidio Carraro Dadivas Chardonay 2011, Pizzato Merlot 2005 DNA99, Quinta do Seival Castas Portuguesas, Salton Talento 2006 e Villa Francioni Sauvignon Blanc.

Pelos comentários publicados no site e feitos ao longo da degustação, Richards ficou especialmente surpreso com o Dunamis Cabernet Franc. Além de considerar o vinho muito bem feito, harmonizando muito bem com a carne servida no almoço, ele comenta que nunca imaginou encontrar um Cabernet Franc com características desta variedade na América do Sul. Entre os rótulos Talento, da Salton, safras 2007 e 2006, ele preferiu este último. Para ele, são dois vinhos completamente diferentes. O Pizzato Merlot 2005 DNA99 foi, para ele, o mais maduro, mais completo e moderno representante dos vinhos tintos brasileiros. O Quinta do Seival Castas Portuguesas 2008, da Miolo, foi descrito como “delicioso”. “Este vinho fala eloquentemente do património Português do Brasil. É muito floral, elegante e um pouco agridoce”. Sobre o Villa Francioni Sauvignon Blanc 2010, diz que encontrou um “estilo ousado”.

O espumante Terra Nova Brut Rosé, da Miolo, agradou pela fruta e cor bonita. “É fácil de beber”, aponta. Os espumantes elaborados pelo método tradicional apresentaram boa fruta, mas, para o Master of Wine, faltou maior acidez e complexidade. “Todos são bem feitos e os charmat são um achado”, relata.

Saiba mais
Peter Richards é Master of Wine e apresentador do programa de TV da BBC1 Saturday Kitchen. Escreve também para a revista Decanter e tem dois livros de vinhos publicados (Wineries with Style eThe Wines of Chile). Ainda participa de outros programas de TV: Include ESPN, Taste (Sky One), Saturday Kitchen Best Bites (BBC2), The Alan Titchmarsh Show (ITV1), Market Kitchen (BBC2/UKTV) e Great Food Live and Food Uncut (UKTV Food).