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terça-feira, 26 de outubro de 2010

PATAGÔNIA,VINHOS LITERALMENTE DO FIM DO MUNDO

POST BY QVINHO

Belas montanhas, lagos, bosques e, é claro, neve são as tipicas imagens  associadas à Patagônia. E não é pra menos, já que badaladas localidades como San Carlos de Bariloche e Villa La Angostura estão localizadas, respectivamente, nas províncias adjacentes de Río Negro e Neuquén. Agora, o que pouca gente sabe é que essas mesmas províncias também reservam boas surpresas para os amantes do vinho. Está certo que o cenário é outro, já que o polo de vitivinícola na Patagônia está localizado cerca de 450km a nordeste de Bariloche, mais precisamente no paralelo 39, numa altitude média de 350 metros, onde os vinhedos encontram condições ideais para uma maturação prolongada das uvas, uma vez que os invernos são frios e os verões quentes e secos. Sem falar na grande amplitude térmica, que pode chegar a 20ºC de diferença entre o dia e a noite. A Malbec, na Patagônia, produz vinhos escuros, com muita riqueza de cor, e um perfil aromático diferente dos primos de Mendoza.
                                
Na viagem que fiz em junho para a Argentina pude visitar pela primeira vez essa região e conhecer as bodegas que estão dando um novo impulso a produção vitivinícola da Patagônia. Ao contrario da paisagem de cartão postal de Mendoza, onde a cordilheira dos Andes é uma moldura natural dos vinhedos, na Patagônia encontramos uma paisagem única, muito árida, que lembra um deserto. Obviamente, o sol é uma marca registrada da região, são mais de 300 dias ensolarados no ano. Durante a nossa viagem, infelizmente, ele não deu as caras; pegamos dias cinzentos com momentos de leve garoa e temperaturas que beiravam 3ºC.
Os vinhedos ocupam uma área de planície de 4.417 Ha que acompanha o leito do rio, num vale estreito e longo cercado por “Bardas”, como são chamados os platôs. Nessa região de clima continental seco onde as chuvas são muito escassas e totalizam cerca de 178mm anuais, a produção vitivinícola só é viável devido a irrigação. E, é graças a preciosa água dos rios Neuquén e Limay, que formam o Río Negro – e dos inúmeros canais que começaram a ser construídos no início de do século XX – que a região de clima desértico se transformou num oásis para o vinho e a fruticultura (veja a área verde na foto de satélite). O lado positivo desse clima extremamente seco, com ventos constantes e fortes, é que as videiras são praticamente livres de problemas fitossanitários, o que torna boa parte dos vinhos orgânicos por natureza.
                                     
A província de Neuquén (de nehuenken que na língua mapuche significa “rio ventoso”) teve suas primeiras videiras plantadas muito recentemente, a ideia inicial do governo provincial foi de incentivar com subsídios a fruticultura – uma vez que a região é muito dependente da exploração de petróleo e possui pouquíssima receita de outras atividades – porém o que se viu foi o nascimento de um novo polo vitivinícola da Argentina. A partir do ano 2000, novos empreendimentos se estabeleceram na região, seguindo os passos da Bodega Del Fin Del Mundo vieram NQNFamília SchroederValle Perdido e Universo Austral.
Ao contrário de Neuquén, Río Negro tem uma longa história relacionada ao vinho e a fruticultura. Pioneiros como Humberto Canale, no final do século XIX, atuaram de forma ativa na colonização de localidades como General Roca, e já em 1915 começou a importar e plantar as primeiras cepas francesas. A região que já chegou a ter 400 vinícolas e 18 mil Ha, hoje representa 2% da produção de vinhos da Argentina, sendo que uma grande parcela desse volume é destinada ao consumo local (garrafões de 5 litros). Porém, o cenário está mudando, bodegas boutique como NoemiaChacra eDel Rio Elorza, e marcas tradicionais como a Humberto Canale, são responsáveis pela renovação dos vinhos de Río Negro. Outra forte geradora de divisas para a região é a fruticultura, principalmente maçãs e peras destinadas à exportação in natura para sucos concentrados. A Expofrut, maior exportadora de maçãs da Argentina, está em Río Negro.

Jámon o Tesouro Gourmet da Espanha

                                         
O Jamón Ibérico, também conhecido como Pata Negra, é um tipo de presunto curado, produzido principalmente na Espanha e em algumas regiões de Portugal, e também pode ser chamado presunto ibérico.
De acordo com as regras de Denominación de Origen da Espanha, um presunto só pode ser considerado jamón ibérico se for produzido com a carne de um porco, que tenha pelo menos 75% dos genes de ascendentes ibéricos.
Enquanto o presunto italiano (Prosciutto di Parma) e outros presuntos são comumente conhecidos fora de seus países de origem, o jamón ibérico é uma delicatessen exclusiva e de valor elevado, que até muito recentemente era mantido como um segredo, privilégio apenas dos países ibéricos.
A alta qualidade do jamón ibérico envolve cuidados desde a escolha da raça e da alimentação dos animais, bem como na forma de produzir o produto.
Os porcos negros ibéricos vivem principalmente no sul e no sudoeste da Espanha, incluindo as províncias de Salamanca, Cuidad Real, Cáceres, Badajoz, Sevilha, Córdoba e Huelva. Há também certa população destes animais na região sudeste de Portugal (Barrancos), onde ele é conhecido como ‘porco de raça alentejana’.
Imediatamente após o desmame, os leitões passam por um processo de engorda à base de cevada e milho durante algumas semanas. Os porcos passam, então, a caminhar pelas pastagens e bosques de carvalho, alimentando-se de pasto, ervas, raízes e bolotas – frutos de árvores da família do carvalho, típicos da região ibérica, até o período de abate. Neste ponto, a dieta dos porcos pode ser estritamente limitada às bolotas, para que se obtenha um jamón de melhor qualidade, já que os frutos conferem um sabor muito especial e característico à carne. Para jamones de qualidade inferior, a dieta também conta com uma mistura de bolotas e rações comerciais.
Após o abate, os pernis são separados e envoltos em sal marinho, ficando de repouso por cerca de duas semanas para que comecem a secar. Em seguida, os pernis são lavados para a retirada do excesso de sal e são pendurados para secar por mais 4 a 6 semanas. O processo de maturação leva, então, cerca de 12 meses, sendo que alguns produtores oferecem jamones com até 36 meses de envelhecimento.
Os jamones de melhor qualidade e que possuem o certificado de Denominación de Origen são produzidos, em particular, nas cidades de Guijuelo (na província de Salamanca) e Jabugo (na província de Huelva), sendo que esta última localidade é praticamente 100% dedicada à produção de jamón ibérico.

Os jamones são embalados com rótulos que indicam o tipo de dieta dos porcos e podem ser classificados, basicamente, em três tipos:
- Jamón Ibérico de Bellota, o melhor e mais cobiçado jamón ibérico. Extraído de porcos que vivem soltos, vagando por bosques de carvalho (chamados ‘la dehesa’), na região de fronteira entre Portugal e Espanha. Sua dieta é limitada apenas às bolotas no período que antecede seu abate e seu jamón é curado por cerca de 36 meses.
Jamón Ibérico de Recebo, o jamón considerado como um grau inferior ao Bellota. Neste caso, os porcos são pastoreados e sua alimentação inclui, além das bolotas de carvalho, alguns grãos e cereais. O jamón é curado por 24 meses.
Jamón Ibérico de Cebo, o terceiro e mais popular tipo, também conhecido apenas por jamón ibérico. Aqui, os porcos não se alimentam de bolotas; a dieta é feita apenas com cereais e grãos e o jamón é maturado por 24 meses.
Além do tipo de dieta e tempo de maturação, a denominação ‘puro’, se referindo à raça, também pode ser adicionada às qualidades acima expostas e significa dizer que tanto o pai quanto a mãe do animal abatido são de raça pura, 100% ibéricos, devidamente registrados nos livros genealógicos dos criadores oficiais. Isso faz com que a qualidade do jamón e seu valor sejam ainda mais considerados.
O termo ‘Pata Negra’ também pode ser usado ao se referir ao jamón ibérico de uma forma geral, podendo ser aplicado a qualquer um dos tipos de jamón. ‘Pata Negra’ é uma referência à cor das unhas dos porcos, que normalmente são brancas (ou claras) nos porcos tradicionais, mas que são escuras nos porcos negros ibéricos.
Os Jamones de Bellota são muito apreciados por sua textura suave e por seu rico sabor salgado. A peça inteira tem entre 6 e 8 quilos e mostra uma gordura marmorizada com um paladar inigualável. Graças à ingestão de bolotas de carvalho, grande parte da gordura do jamón é ácido oleico, um ácido graxo monossaturado que tem se mostrado benéfico à saúde por reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar as taxas do bom colesterol (HDL).
O corte do jamón é um verdadeiro ritual de arte. Deve ser feito manualmente, com o auxílio de uma faca extremamente afiada e as fatias devem ser as mais finas possíveis. A arte de cortar jamones está para a Espanha, assim como um chef está para a alta gastronomia ou um sommelier de alto nível está para os vinhos. O ‘Maestro Jamonero’ é tido com um artista. Florencio Sanchidrián foi eleito por uma revista gourmet espanhola como o mais extraordinário cortador de jamones da Espanha. Entre as pessoas por ele atendidas estão o falecido Papa João Paulo II, o Rei Juan Carlos, dentre outros chefes de estado e celebridades. Florencio é conhecido por ser o melhormaestro jamonero do mundo, um excelente gourmet e um amante das boas coisas da vida.
O jamón ibérico deve ser servido em um ‘jamonero’, uma base onde a pata possa ser apoiada sobre um balcão. Nas regiões produtoras, quase todas as casas e restaurantes possuem um ‘jamonero’ para o deleite de seus visitantes e clientes.
Preço: cerca de US$ 400, o quilo do Jamón Ibérico de Bellota (sem impostos e frete)
Onde encontrar: Nas províncias de Salamanca, Cuidad Real, Cáceres, Badajoz, Sevilha, Córdoba e Huelva – na Espanha. Ou na região sudeste de Portugal.
O vídeo abaixo demonstra o cuidado e a técnica necessária para o corte do Jamón Ibérico, apresentado por Violant Jimenez, Maestro Jamonero da marca Joselito, cujo jamón mais caro pode chegar a 3.000 Euros, o quilo

video


Pierre Pérignon ou Dom Perignon,afinal quem foi ele ?



O famoso Champagne Dom Pérignon, foi inventado por um monje beneditido, os monjes pelo jeito na época deviam , ser umas boas esponjas, já em Portugal outro monje inventou o licor de Merda, e provávelmente outros monjes inventaram ouras bebidas alcoólicas, talvez, estas descobertas tivessem, a ver com as doçarias conventuais, entre ela a barriga de freira, devida condizer a 100%.


Dom Pérignon foi um monge beneditino (Sainte-Menehould, 1639 - Abadia de Saint-Pierre d'Hautvillers, 24 de Setembro de 1715) que inventou o método para a fabricação do champagne denominado Método Champenoise inspirado nn Método antigo de Limoux.

Quase contemporâneo de Luís XIV, ele não era nem viticultor nem alquimista. Foi numa peregrinação à Abadia de Saint Hillaire que ele descobriu o método de vinificação dos vinhos efervescentes. De volta ao mosteiro de Hautvillers, perto de Épernay, ele importou então o método Limouxine.

Sua vida

Nasceu em Dezembro de 1638 ou Janeiro de 1639, em Sainte-Menehould, sob o nome de Pierre Pérignon. Apesar de sua data de nascimento ser imprecisa, o seu ato de baptismo é datado de 5 de Janeiro de 1639. Cresceu em Sainte-Menehould e fez parte do coral da Abadia Beneditina de Moiremonte. Aos treze anos entrou para o colégio de jesuítas de Chálons e, em 1656 entrou para o mosteiro beneditino de Verdun onde, fiel às regras de São Bento, alternava trabalho manual, leitura e oração, adquirindo sólidos conhecimentos em filosofia e teologia. Em 1668, então com trinta anos, entra para a Abadia Saint-Pierre de Hautvillers.


Até à sua morte em 1715, ele fica encarregado da adega e dos produtos da abadia. Um cargo de elevada importância numa época onde os mosteiros possuiam vastos domínios e de onde tiravam todas as espécies de produtos destinados à venda. E que, sobretudo, dá-lhe o controle sobre as vinhas e as prensas. Foi enterrado na frente do coro da igreja de Hautvillers.

Os seus trabalhos


Estátua de Dom Perignon na sede da empresa vinícola Moet & Chandon. Epernay - França jun 2007

Neste último terço do século XVII, a abadia Saint-Pierre de Hautvillers não gozava de um grande prestígio. Ela contava com apenas um punhado monges que tentavam tirar o sustento dos domínios da abadia, que eram muito pouco explorados. Os depósitos, as adegas e as prensas estavam em ruínas ! Com paciência e obstinação, o jovem monge tratou de recuperá-los. O seu objetivo: voltar a dar à abadia os meios que lhe faltam tanto e, enquanto isso, restaurar o brilho da pequena comunidade religiosa. Neste país de velha tradição vinícola, a exploração das vinhas e o comércio do vinho constituem, sem dúvida, o melhor produto de comércio.


A partir de 1668, primeira inovação de Don Pérignon consiste em acompanhar sistematicamente a evolução das vinhas, antes mesmo de prensar as uvas. Tinha à sua disposição vária qualidades de uvas cuja mistura ele mesmo fez a fim de harmonizar as qualidades e minimizar os defeitos. “É o conhecimento do bom efeito que produzem as uvas de três ou quatro vinhas de diferentes qualidades que levou à perfeição os famosos vinhos de Sillery, de Av e de Hautvillers. Dom Pérignon, religioso beneditino de Hautvillers, é o primeiro a aplicar com sucesso a mistura de uvas das diferentes vinhas” escrito em 1763 pelo abade Noel-Antoine Pluche, reconhecendo assim a contribuição do jovem na elaboração de um champanhe de qualidade.

Dom Pérignon tem um cuidado específico com as vindimas e a escolha das uvas, e não permite que outro as prove em seu lugar. “Dom Pérignon não provava as uvas”, disse o irmão dele, aluno e sucessor “do pai” do champanhe. “Mas fazia-se trazer uvas das vinhas que destinava a compor a mistura fermentada. Fazia degustação apenas o dia seguinte em jejum, após ter feito passar a noite ao ar livre sobre a sua janela, julgando do gosto de acordo com os anos. Não somente compunha fermentados de acordo com este gosto, mas ainda de acordo com a disposição, os anos precoces, tardios, frios, chuvosos, e de acordo com as vinhas boas ou medíocres. Todos os acontecimentos serviam-lhe de regras para distinguir a composição de seus fermentados.” Com Dom Pérignon, a enologia ascendeu à categoria de uma verdadeira ciência.


Com essa prática, o champanhe adquire assim uma qualidade que não tinha até então e que fará grande diferença para a sua reputação. A história quer que Dom Pérignon tenha sido o primeiro a descobrir o meio para fazer fermentar o vinho de Champanhe em garrafas. Verdadeira ou falsa, a história vale a pena: À época, as garrafas eram tapadas com cavilhas de madeiras envoltas de estopa embebida de óleo.


À procura de um método mais limpo e mais estético, Dom Pérignon teve a ideia de derretee cera de abelhas no gargalo das garrafas, que assegura-lhes assim uma perfeita vedação. Ao fim de algumas semanas, a maior parte das garrafas explodiu, deixando o monge perplexo. Demorou algum tempo para compreender que o açúcar contido na cera de abelha tinha provocado, em contato com o vinho, uma segunda fermentação provocando uma brusca efervescência. Incapazes de de opor-se à pressão, as garrafas tinham voado das prateleiras. Foi essa feliz má sorte que permitiu a Dom Pérignon descobrir a fermentação em garrafa: “o método champanhês” ou, mais simplesmente o champanhe, acabava de nascer. Embora nada permitisse afirmar com certeza, o monge de Hautvillers teria inventado também a rolha de cortiça para substituir o arcaico feixe de madeira mantida ao gargalo por um cordão de cânhamo.


Sem dúvida o processo de elaboração do vinho foi uma obra longa. E neste processo, esse monge amante de enologia desempenhou indubitavelmente um papel essencial. No início do século XVIII, o champanhe como conhecemos hoje faz a felicidade das mesas aristocráticas e reais.

CHAMPAGNE ,da arte de fazer à arte de viver.


Que você já esta simplesmente seduzido pelos nossos belos espumantes isso é muito fácil de entender, pois temos um belo terroir para ele,mas sabemos também que o paladar de um champagne é único, sedutor, complexo e muito marcante. De sua origem às tradições que os tornaram símbolos da arte de viver, dos homens que os assinam às regras que eles obedecem, da fineza da efervescência às composições (“ assemblages”) que presidem sua confecção ,de sua diversidade dentro de um mesmo “terroir” às particularidades desta região privilegiada dentro da França, que cultiva o vinhedo como um jardim, tudo distingui o champagne.Desde o prazer que o aguarda ao “terroir” de nascimento, penetre mais além neste mundo. O fato de melhor conhece-los fará com que você os aprecie mais e mais.

UMA FESTA AOS SENTIDOS

Ei-lo, em sua roupagem de vidro escuro.
Seu frescor nos atrai,já imaginou quantas alegrias ele te prorciona.
O ouvido é atraído pelos  sussurros das bolhas, os olhos  se distraem com sua fina e constante perlagem finíssima, as cores se transformam no ouro, no límpido rosáceo ou na sua palidez cristalina.
Cuidado...È preciso parar por alguns segundos, apreciar os aromas  antes de degustar, de descobrir todas as nuances de um sabor. O champagne é mais que um espumante é a festa dos sentidos.

UMA ARTE DE VIVER

Há três séculos, Os champagnes participam da arte de viver à francesa, levando sua elegância  as festas frívolas do séc. XVIII, os românticos no séc.XIX, envolvidos por todas as fantasias da “Belle époque”, são ainda hoje companheiros indispensáveis  nos momentos mais gloriosos de nossas  vidas, nos íntimos e em qualquer celebração.

CELEBRAR

Dede de as sagrações  reais Reims, o champagne é o vinho dos reis, das grandes personalidades da França e do mundo inteiro. Favorito das artes e letras, celebra tão bem as proezas esportivas  quanto a assinatura de um contrato ou uma festa de família.

TRÊS SÉCULOS DE GÊNIO

Originalmente os vinhos de champagne eram “claros, leves, frescos e vibrantes”. O que lhes deu sucesso. Os “champenois” provaram ser geniais na arte de aperfeiçoar estas  particularidades.
Primeiramente no final do séc. XVII, decidiram produzir vinhos brancos esmagando levemente as uvas, não somente com uvas brancas mas também tintas vinificadas em branco(sem a pele)para obter uma cor rara e de distinta luminosidade. Em seguida descobriram que era necessário misturar diversos vinhos do  “terroir” de champagne para se obter o equilíbrio visado.Enfim.o controle da efervescência foi  a terceira genialidade dos “champenois”

                                                   APERFEIÇOAR

Durante o século XX  adotou se a seleção de leveduras para uma melhor fermentação, a melhora dos sistemas de poda e dos enxertos, a proteção do vinhedo contra os parasitas. A qualidade da prensagem e da vinificação foi garantida pela criação de 2.000 centros espalhados por todos os vinhedos

AS REGRAS DA ARTE

Sua reputação excepcional pelo mundo a fora, o champagne o deve  às personalidades  ilustres
E às marcas que foram suas primeiras embaixatrizes. Hoje são todos os ” Champenois” (habitantes de champagne) que se esforçam para preservar, valorizar e respeitar tal patrimônio.
Regras estritas,que respondem a normas exigentes, se aplicam para garantir que a denominação Champagne designe um vinho elaborado exclusivamente na região francesa de champagne : é a denominação de origem  controlada.

 A DENOMINAÇÃO

1927.A lei delimita o vinhedo em função  da historia vitícola das comunas , dos lugarejos e das parcelas. Após 1927, somente três cepas são autorizadas: a pinot noir, a pinot menier e a chardonnay.E das regras de qualidade enunciadas: limitação de rendimento por hectare e na prensagem, poda das videiras, altura, espaçamento e densidade, colheita manual...Mais recentemente, foram tomadas medidas para prolongar a duração mínima do envelhecimento antes da comercialização(15 meses para um” brut” e 3 anos para um safrado” miléssimé”)

 VINHOS ASSINADOS

Os rótulos de champagne  levam o nome de seu elaborado. O uso quase temático do patronímico afirma em alto e bom son que cada vinho é uma criação à parte. Reconheceremos nele  um estilo, uma personalidade, uma  tradição..As maiores marcas tornaram seus nomes celebres no mundo todo.

 QUEM FAZ  O CHAMPAGNE ?

A elaboração do champagne é uma historia dos homens e das mulheres. As “Maisons” foram as primeiras a criarem seus vinhos, seja a partir de seus vinhedos ,seja com uvas compradas dos vinhateiros .
Os vinhateiros elaboram também seu próprio champagne ,ou confiam suas uvas a um grupo de produtores  ou ainda as vendem a uma Maison.

O DOM DA EFERVESCÊNCIA

Não existiriam champagnes  sem  a mágica  presença  das  bolhas, frutos do trabalho lento
Das leveduras no frescor das adegas. Dançarinas incansáveis, elas sobem para  desenhar na  superfície  um “colar de pérolas” , liberando assim os  aromas  de frutas e  flores.

ESPUMAÇÃO

Originalmente,  a fermentação natural dos vinhos , iniciada no outono ,diminuía  com o  frescor do inverno nas  adegas.
Os vinhos  conservavam uma parte  de seu  açúcar e , tão logo a primavera, e com isto o calor, a fermentação retomava.
Esta segunda fermentação se produzia no interior das garrafas hermeticamente  fechadas e não em tonéis , efervescência  ficava  presa até  a abertura  da  garrafa.
O gênio todo do “champenois” foi de nominar, ao longo dos séculos, este  fenômeno natural, afim de obter uma firmeza extrema  de  bolhas  e  uma persistência excelente.

A DIVERSIDADE DAS SENSAÇÕES

Quando se leva  o tempo necessário, todos os matizes da diversidade dos champagnes aparecem.
O olho distingue o tom  pálido cristalino  de um vinho  vivo e leve , da densidade  de um champagne  maduro, ouro velho. O nariz pode captar os aromas amadeirados ou de frutas cítricas, reconhecer violetas ou amêndoas frescas. O paladar sente  enfim o frescor , o crepitar e, em seguida, a  longa persistência  na boca  que  varia  com  vinhos.

AS FAMÍLIAS DOS CHAMPAGNES

Distinguimos 4:

·         Os champagnes de corpo, sensuais, potentes, estruturados e intensos, com toques  de “sous-bois” , de especiarias e de  frutas vermelhas.

·         Os champagnes de espíritos, repletos de vivacidade, delicadeza e  leveza , libertando  notas vegetais e de  frutas cítricas.

·         Os champagnes de coração, generosos, calorosos, fundidos, com aromas de brioche, de canela, de mel, que são ás vezes  vinhos rosados ou meio -secos  (“demi - secs”).

·         Os champagnes de alma, maduros, complexos e ricos, com buquê de especiarias preciosas e delicadas. Incluímos entre eles, as “cuvées” especiais, as safras raras.

A COMPOSIÇÃO “ASSEMBLAGE”

A pratica de compor vinhos oriundos de anos diferentes,  e de cepas diferentes (vinhos ditos de reserva) e de crus de diferentes lugarejos ou parcelas, estabeleceu se  na champagne  desde o final do sec. XVII.Degustação  após degustação ,procura se obter, a partir de elementos  diferentes, uma harmonia própria  ao estilo de cada marca.
Este método imaginado pelo gênio “ champenois” usa a memoria sensorial tanto quanto a experiência.

AS CEPAS

Somente 3 cepas são autorizadas:
·         Pinot noir , uva negra de sumo branco, majoritária em  torno da montanha de Reims(MONTAGNE DE REIMS) e na encostas dos bar ( CÔTE DES BAR),dá aos vinhos aromas de frutas vermelhas e trás  corpo e potencia.
·         Pinot menier, uva igualmente negra de sumo branco, provém sobretudo do Vale do Marne e se caracteriza pela sua suavidade. Oferece aos vinhos  seu caráter redondo e e seu buquê.
·         Chardonnay, uva branca, principalmente situada  na encosta dos Blancs(CÔTES DES BLANCS),é a cepa da fineza. Suas notas florais, às vezes até minerais.

A EXCEÇÃO DO TERROIR

Enfim, os componentes particulares do terroir champanhês dão origem, eles também ,à unicidade do vinho.
O rigor do clima é compensado por duas particularidades geográficas: um assento calcário permitindo a drenagem  natural do solo e uma implantação em encostas favorecendo a melhor insolação  possível. A vinha ali produz o melhor dela mesma.


AS GRANDES REGIÕES

A trilogia clima-solo-sub-solo varia  no interior da zona de denominação, mas podemos no entanto definir 4 grandes regiões:

·         Montagne de Reims, onde as vinhas serpenteiam o flanco das encostas entre o planalto e os vales do Ardree do Vesle no parque natural regional.

·         Vale do Marne, onde as encostas se espalham pelas duas margens, acompanhando os meandros, de Aÿ até o Aisne , além do Château-Thierry.

·         Côtes des Blancs, cujas vinhas seguem a falésia  que liga de norte ao sul Èperney às encostas do Sézannais.

Côtes de Bar, Montgueux, onde as encostas arredondadas situadas entre o Seine e o Aube ao sul da champanhe oferecem uma paisagem de grande suavidade

Vinícola Aurora participa de mais uma edição do mega evento "Prazeres da Mesa Ao Vivo"



AVinícola Aurora marcará presença mais uma vez no "Prazeres da Mesa Ao Vivo", um mega evento que reúne inúmeras atividades em gastronomia e vinho durante 3 dias em São Paulo, organizado pela revista Prazeres da Mesa.
De 27 a 29 de outubrmundial vão o, personalidades de destaque da gastronomia nacional e conviver com profissionais em formação e consumidores nas inúmeras aulas, workshops e degustações temáticas que ocorrem no campus da Universidade de Gastronomia SENAC.
Na área destinada às ilhas de degustação de vinhos, a Vinícola Aurora mostrará alguns de seus vinhos e espumantes premiados, com destaque para os lançamentos recentes: Aurora Millésime Cabernet Sauvignon 2008, Aurora Pequenas Partilhas Carmenére 2009e o branco Aurora Varietal Riesling Itálico 2010. Na ilha da Aurora estarão presentes também os espumantes top de linha Aurora Brut 100% Pinot Noir em branco (único do gênero no Brasil) e o consagrado e muito premiado em concursos internacionais Aurora Brut Chardonnay, entre outros produtos.
Mesa Tendência
O grande simpósio Mesa Tendência acontece paralelamente ao “Ao Vivo”, no mesmo campus universitário, e reúne convidados internacionais e nacionais em palestras sobre os rumos da gastronomia e da produção vinícola mundiais. O Mesa Tendência também contará com vinhos da Vinícola Aurora em seus 3 dias de realização, de 26 a 28 de outubro.
Cooperativa Vinícola Aurora

Visite o site: www.vinicolaaurora.com.br    
SAC:  0800 701 4555
Matriz Bento Gonçalves (RS): (54) 3455-2000
Filial São Paulo: (11) 3051-6124
Escritórios e representantes em todo o território nacional

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 VILLE.

5° DA SÉRIE UVAS IRMÃS BONARDA,CROATINA,CHARBONO...ETC..


BONARDA ARGENTINA
Bonarda é um nome aplicado a várias diferentes variedades de uvas usadas para fazer vinho tinto:

Charbono: na  Califórnia.

Bonarda : é amplamente cultivado na Argentina. 
CHARBONO
Originalmente de em Savoie, onde é conhecido como Corbeau ou Douce Noir ("Sweet Black"), mas não é a  mesma que a  Dolcetto Piemontesa. Esta uva é conhecido na Itália como Dolce Nero ("Sweet Black") e acredita-se que as mesmas traduções desses dois nomes de uvas levou à declaração citada freqüentemente que eles são a mesma uva. Dolcetto amadurece cedo e faz vinhos claros,limpidos e  frutado, enquanto Charbono é muito tardia para fazer vinhos de mais peso e sabores marcados pelos taninos jovens,seu amadurecer  torna os vinhos de grande mérito.

BONARDA PIEMONTESA




Bonarda Piemontesa: é cultivado no Piemonte, em torno de Turim, e faz vinhos claros , vinho frutados e de médio corpo. Pode ser rotulados como dell'Astigiano Bonarda, Bonarda di Chieri, Bonarda di Gattinara ou Bonarda del Monferrato.


CROATINA


Croatina: crescido na Lombardia, cerca de Pavia, é conhecido como Bonarda dell'Oltrepò Pavese, fazendo um vinho tânico levemente similar em estilo ao Dolcetto.

Uva Rara é chamada Bonarda Novarese em Novara e Vercelli.





Bonarda 'BROQUEL' TRAPICHE 2005
Broquel é uma marca adicional produzido pela Usina Trapiche. Com seus 120 anos de história Trapiche está reforçando sua liderança como a marca de vinho mais exportado da Argentina. Bonarda é uma uva vermelha que se origina de Piemonte, na Itália. . Eu provei este vinho recentemente e ele estáno ponto! Eu recomendo pegar uma garrafa ou duas e testar por si mesmo.

Bonarda Partida Limitada 2005

A garrafa chama  a atenção pelo rótulo em metal, alto, dourado. A bebida é de um tom violeta escuro, brilhante, com halo rubi, surgem aromas de frutas negras como ameixa, chocolate, couro e um toque defumado bastante agradável. Na boca a fruta aparece com grande elegância e potência, praticamente não se nota o álcool, boca bem seca e um longo final defumado. Grande vinho.


É um vinho muito frutado e tem sabores deamoras, ameixas e especiarias orientais. Tem aromas de rosas e um toque de anis.É como um Pinot Noir, mas com mais sabor exótico. Tem taninos suaves e enche a boca com um sabor maravilhoso. é também conhecido como Oltrepò Pavese Bonarda, mas não é a mesma Bonarda que é tão popular na Argentina.

Vinhos do Dão garanhão destaque nos últimos anos



O presidente cessante da Comissão Vitivinícola Regional do Dão (CVR) fez hoje um balanço positivo dos oito anos em que liderou a estrutura, considerando que os vinhos da região ganharam notoriedade, graças à aposta na qualidade. Valdemar de Freitas está prestes a encerrar dois mandatos à frente da CVR Dão, tendo como sucessor Arlindo Cunha, cuja tomada de posse está marcada para 4 de Novembro.
«Quando assumi funções deparei-me com uma região em estado de alguma letargia, nem sempre ciente dos problemas que enfrentava e muito menos com ânimo para reverter essa situação. A CVR do Dão rapidamente traçou o diagnóstico, multiplicou os alertas, mas foi um processo moroso o de contrariar estigmas e ajudar a mudar mentalidades», recorda numa nota de imprensa.
O responsável diz sair com «um sentimento de missão cumprida», recordando «o grande esforço» feito para conseguir recuperar uma imagem «menos abonatória» que «teimava em pairar sobre a região» nas últimas décadas. Na sua opinião, «o vinho do Dão foi dos mais prejudicados pela política que privilegiou a quantidade em detrimento da qualidade», sendo que, desde a década de 90, «alguns produtores iniciaram um novo percurso, mais apostados na qualidade». «Mas para que o nome da região pudesse verdadeiramente ser alavancado, era necessário que a generalidade dos agentes económicos percebesse que teria de ser esse o caminho: apostar na qualidade para recuperar o estatuto de eleição dos vinhos do Dão», explica Valdemar de Freitas.
Lembra que, quando tomou posse, «poucos acreditariam que alguns dos mais influentes líderes de opinião internacionais elegessem os vinhos do Dão como algo que urge descobrir». «Conseguimo-lo, trazendo-os à região e mostrando-lhes o nosso incalculável património de castas, a nossa história, a nossa filosofia de produção, os nossos vinhos», frisa.

“Trabalho de sapa está feito”
Valdemar de Freitas destaca ainda os vários eventos promocionais realizados em Portugal e, mais recentemente, em mercados externos, como Angola, Brasil, Estados Unidos e Canadá. No seu entender, estas acções «ajudaram a conferir uma maior notoriedade aos vinhos do Dão junto dos consumidores, especialistas e profissionais da hotelaria e restauração, além de proporcionarem um contacto comercial privilegiado aos agentes económicos que participaram nestas iniciativas».
Como aspecto negativo destes anos, aponta o facto de não ter sido constituída uma única entidade certificadora para os vinhos da Região das Beiras, que agregasse o Dão, Lafões, Bairrada, Beira Interior e Távora-Varosa. «A CVR do Dão investiu bastante neste processo e, a dado momento, sentiu que estava a ser a única realmente apostada em levar a bom porto um desfecho que reunisse todas as entidades num só estrutura certificadora», lamenta. Valdemar de Freitas continua a achar que «foi uma oportunidade perdida», mas mantém a convicção de que, «a médio prazo, isso acabará por revelar-se inevitável».
Numa altura em que considera que «o trabalho de sapa está feito», aponta como o maior desafio do seu sucessor «manter a região unida em prol dos objectivos que serão entretanto traçados».