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terça-feira, 28 de setembro de 2010

CASA VALDUGA 'Uma Nova Storia' RESERVE A SUA !!!

JOÃO VALDUGA
Consagrado no ‘Mondial du Merlot’, na Suíça, onde conquistou a medalha de ouro e foi escolhido como o melhor merlot do Brasil, o Storia 2005 surpreendeu a todos por sua complexidade e elegância.
Agora a Casa Valduga esta pronta para repetir  está ‘história’ de sucesso. “A safra 2006 do Storia está finalmente liberada para venda.

Com tiragem limitada de 9.983 garrafas, este tinto ícone tev um sistema de comercialização diferenciado com vendas sob reserva a desde o mês de março.
O consumidor recebeu um certificado oficial com o número da garrafa adquirida, garantindo a exclusividade do produto, que começou a ser entregue em julho ou seja já tem gente por ai que já degustou a tão esperada  jóia da Casa Valduga

ALGUMAS GARRAFAS DO  STORIA 2006 JÁ AVALIADAS,FONTE DA DEGUSTAÇÃO SITE ENOTECA!!!

Vânia Predebon Nodari
Avaliação N° 61999
26/07/10
Coloração vermelho-rubi-púrpura intenso. Não decantado mas aerado por algumas horas (uma taça removida da garrafa) e somente após consumido. Apresentou inicialmente no nariz notas de café torrado e moído, chocolate meio-amargo, frutas em compota como fígo e tamara secas .


 Wilson Cardoso
Avaliação N° 65651
09/09/10
Ainda em processo, mas é um grande e será ainda um melhor vinho. Bom motivo para se sentir brasileiro e saber que temos pessoas que contra todos os impostos fazem um esforço descomunal para criar maravilhas.

 STORIA MERLOT - 2006


Vindima: 2006
Variedade: Merlot
Clone varietal: Inra 181
Clone Porta-Enxerto: 3309
Terroir: Vale dos Vinhedos
Sistema de Produção: Espaldeira Simples
Densidade/ha: 4.000 plantas
Tipo de Poda: Cordão Esporonado
Carga de Gemas/ha: 33.000
Práticas Vitícolas:  Avançada tecnologia agrícola, manejo adequado do dossel
vegetativo,  raleio de cachos para controle de produção. Viticultura sustentável e de
precisão, respeitando o meio ambiente.
Colheita: Manual e seletiva.

Vinificação
- Colheita tardia – supermaturação das uvas - seleção final dos cachos;
- Desengace das uvas frescas;
- Maceração;
- Uso de leveduras selecionadas Saccaromyces Cerevisiae;
- Fermentação alcóolica com temperatura de 24º a 25ºC;
- Prensagem descontínua delicada;
- Fermentação malolática;
- Maturação por 12 meses em barricas de carvalho francês;
- Engarrafamento;
- Maturação em cave por 24 meses.

Visão: Límpido e brilhante, de coloração vermelho-rubi com reflexos violáceos e
lágrimas densas.

Olfato: Aromas nítidos que passam do café, chocolate e um fino tostado, unidos
em perfeita harmonia  a  notas de geléias, frutas vermelhas e  secas, esbanjando
elegância e complexidade.

Paladar:  de corpo potente e pleno  com  taninos maduros e envolventes, possui
marcante persistência gustativa.

Consumo: 16º a 20ºC.
Harmonização:  Carnes de caça, queijos picantes, massas com molhos
condimentados.

Laudo Analítico
Álcool: 14,5%
Acidez Total: 5,5g/l de ácido tartárico
Acidez Volátil: 0,44g/l de ácido acético
Densidade: 0,995
Extrato Seco: 32,8g/l
SO2 Total/Livre: 77,6 / 33,3 mg/l
Açúcares totais em glicose: 2,78g/l
pH: 3,89






RESERVE JÁ O SEU!!!


REPRESENTANTE:  CLEBER HIGÍNO
CASA VALDUGA

tel:4335-8725 ou 7364-4098
email: cleber.nsh@gmail.com

VÍDEO APRESENTAÇÃO SOMMELIER DANIEL SANTOS

AUTO APRESENTAÇÃO SOMMELIER DANIEL SANTOS

video

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http://twitter.com/SommelierDann

ISSO MESMO VINHOS HONESTOS PARA O DIA A DIA ATÉ R$ 20,00

A baixo batalhei uma lista de vinhos que já havia degustado e que sem muitas pretensões podem acompanhar o seu livro o seu bate papo e sim algumas refeições,são realmente a linha standard de todas as vinícolas nada excepcional mas vinhos bem feitos e honestos pelo que pedem,e pensando nos meus clientes que atendo no dia a dia vejo que realmente o vinho esta muito bem empregado no dia dos enoamigos escolhi 10 rótulos para vocês provarem,pois o que eu mais ouço é ( eu tomo vinhos todos  os dias então quero fechar uma caixa de 12 para semana, o que você me indica) então repita 2 rótulos na sua caixa e boa degustação.

ALANDRA HERDADE ESPORÃO 2009-PORTUGAL


Em pleno coração do Alentejo, a 180 km ao sul de Lisboa, em Reguengos de Mosaraz.
Utiliza em sua composição as castas moreto e castelão, nativas de Portugal. Boa fruta (uvas e amoras), com pouca presença do álcool. Uma cor rubi muito bonita, com formação de lágrimas em virtude de seu teor alcoólico (13%). Na taça, de início, lembra terra molhada. Tem final persistente em que a fruta predomina. É leve, jovem, fresco, pouco ácido e extremamente agradável. Um vinho diferente em virtude das castas utilizadas. Excelente custo benefício

R$ 19,90. em varias lojas,imigrantes bebidas,empório santa Joana.....etc

RESERVADO  CONCHA Y TORO 2009-CHILE


Vinho Concha Y Toro Reservado Cabernet Sauvignon 750ml. Vinho ligeiro bem frutado morangos  não Tão maduros sem madeira, nada de excepcional mas um fiel vinho para o dia a dia com alcool moderado 12,5% vol e a qualidade concha y toro.

R$ 15,99 em muitas redes de supermercados






  CONSECHA TARAPÁCA CARMENÉRE 2008-CHILE


 fermentado e macerado em tanques de aço inoxidável a temperaturas controladas para assim extrair todo seu corpo e caráter. Apresenta uma coloração vermelha rubi com tons violáceos, aromas de frutas negras e especiarias . Na boca é equilibrado e de bom volume, com taninos doces e retro gosto herbáceo.Graduação Alcoólica 12,5%

R$ 16,90 no empório santa Joana e no imigrantes bebidas R$ 13,90




PORTA DA RAVESSA ALENTEJO-PORTUGAL

Este vinho D.O.C. da região do Alentejo, é líder de mercado. Com uma cor rubi acentuada, aroma de frutas vermelhas e compotas, possui um sabor redondo e aveludado.

R$ 19,90 no empório santa Joana








DANTI NERO D'AVOLA-ÍTALIA


um  vinho para quem entender que por este preço não se exige muito da nero d'avola uva da Sicília,que gera vinhos longevos e com notas de frutas negras e chocolate e corpo médio a robusto,neste exemplar você encontra um vinho macio não muito tanico e com tudo que a nero tem só em menor grau.

R$ 19,90 no empório santa Joana e na andina 'sp



TRIBAL TINTO 2007-AFRICA DO SUL

elaborado a partir de uvas viníferas das variedades Pinotage e Pinot Noir. Sua cor é rubi claro, límpido e brilhante. Possui aromas com notas de morango, pimenta do reino e frutas vermelhas. De sabor macio, bom corpo, taninos elegantes e final seco, é um vinho ideal para acompanhar carnes vermelhas, massas e pizzas. Graduação alcoólica 13% vol .

R$ 19,99  no empório santa Joana



EMILIANA CABERNET SAUVIGNON VARIETAL 2008-CHILE

Possui uma interessante cor rubi jovem e brilhante. Aromaticamente, destaca-se a fruta mostrando cereja e morango, uma vez que se completa com notas de baunilha e tostado. Graduação alcoólica 13% vol e é de agricultura orgânica.

R$ 19,99 na Andina 'sp

VALDIVIESO VARIETAL MERLOT 2009-CHILE

Sua cor vermelha intensa é marcada por tons violáceos. Tem aroma intenso de ameixas, fundo mentolado e um corpo médio, de boa estrutura. Ameixas e amoras permanecem na boca, combinadas a notas de frutas maduras ou compotas. Ideal para acompanhar carpaccio, fondue de carne, cordeiro. Graduação alc. 13% vol.

R$ 18,90 no empório santa terezinha




 PINOT NOIR MICHEL TORINO COLECCION 2009-ARGENTINA

Os varietais Michel Torino coleccion  são encontrados facilmente nos supermercados brasileiros, a preços atraentes (menos de R$20). São vinhos fáceis de beber e valem o preço. Não são excepcionais, mas não provei nenhum vinho ruim desta marca, produzida pela Bodega El Esteco, fundada em 1892 pelos irmãos franceses David e Salvador Michel que plantaram suas primeiras videiras no vale do Cafayete. O nome da vinícola é uma homenagem à lendária cidade de Esteco, no norte da Argentina, que teria sido destruída em 1692 por um terremoto.

R$ 19,99 no empório santa Joana e no empório santa terezinha  e R$ 15,90 em vários supermercados.


TANNAT ARIANO 2008-URUGUAI

bem estruturado e  balanceado. Intensa coloração vermelho-violáceo, quase púrpura. Preenche a boca, com presença de taninos bem intensos. Aroma de pequenos frutos vermelhos. é rústico mas fica bem com aquela carne caprichada ao azeite.

R$ 19,90 Andina 'sp



OBS: A FAIXA DESTES VINHOS É ISSO MESMO VARIANDO UNS R$ 3,00 PARA MAIS E COM SORTE PARA MENOS DEPENDENDO DA LOJA E DAS PROMOÇÕES.

MALBEC CHILENA ......"A REVELAÇÃO"

No ano de 2006 quando trabalha de sommelier no Paris 6 lembro me bem de ter provado um Mabec Single vineyard da Valdivieso 2005 que tinha em minha carta na época e foi bem surpreendente pois possuia ainda mais corpo,menos acidez,boa integração entre fruta vermelha e negra,mas não era assim tão comentado como nos dias de hoje,pois o chile chegou de mansinho e esta aos poucos mostrando que tem um belo malbec,claro outra proposta mas a considerar uma boa opção desta uva.eles timidamente provendo Valle de Colchagua, onde a caprichosa vinícola Viu Manent  se revelou uma  especialista nesta uva: Viu Manent 1 2006 e Viu Manent Malbec Single Vineyard 2006. Num nível um pouco mais abaixo o Viu Manent Reserva 2006 e o mais simples Secreto Malbec 2006. Todos vinhos viris, fortes e com bastante álcool, muito potentes.

O Viu Manent 1
uma homenagem ao fundador da vinícola, Manuel Viu Mantent aparece há anos entre os melhores dos melhores do Chile em vários guias (2/100). Um vinho caríssimo, feito para demonstrar qualidades, com enorme concentração de cor e de sabor. Aroma potente, com muita fruta (ameixa preta)Baunilha,chocolate e notas terrosas. (92/100 pontos). Do lado negativo, apenas a altíssima concentração alcoólica (15% de álcool). poren o álcool   não aparece, está muito bem integrado,a sua extrutura.Um belo exemplara se provar, um vinho de peso quase mastigavel,estrutura chega a lembrar um Porto. 



O Malbec Single Vineyards 2006
é mais “Domado” e elegante. Um belíssimo vinho (91/100 pontos). Nem tanta concentração e estrutura, mas mais elegante, mais adaptado para um jantar. Feito com vinhas velhas, com perto de 70 anos, o que parece ser particularmente que importante para a Malbec. Doze meses nas barricas de carvalho, que aparece sem exagero. 14,5% de álcool.




Casillero del Diablo Malbec 2006

No Nariz, é intenso, com muita fruta e folhas verdes maceradas um herbaceo bem aparente. médio corpo, com taninos finos e presentes e boa acidez,diferente dos demais acima é mais elegante  com álcool sem incomodar (13,5%)perfeito para seu dia a dia ou ainda para carnes vermelhas não tao gordurosas.


Malbec Valdivieso Premium Reserva Single Vineyard 2007







Este ano recebi uma garrafa do valdivieso que  havia provado a um certo tempo só que de outra safra agora um 2007,e novamente me surpreendi o vinho é cheio robusto sem ser pesado demais de cor quase que intraslucida,com um nariz de compota de ameixa,baunilha,tamaras secas eum final herbaceo,ja na boca o que manda mesmo é o Vermelho conjunto de acidez fresca e viva com chocolate e amoras frescas,bom alccol ate necessario para este corpo 14,5° e sim bem integrado um vinho que surpreende pelo seu preço que não caro e sim até valeria mais do que pede afinal é um premium reserva e single vineyard.

O vocabulário da degustação


Eis uma lista de palavras que descrevem o vinho. Os termos que descrevem os principais componentes do vinho – álcool, ácido, tanino – estão em itálico em cada item.
Abaunilhado: odor dos vinhos envelhecidos em barris de carvalho novo.
Ácido/ Acidez: indica a vivacidade e o frescor, e ajuda a definir e a prolongar as qualidades gustativas. Os qualificativos ( que vão da insuficiência ao excesso): chato, mole, tenro, macio, fresco, vivo, claro, franco, firme, duro, rascante, verde, acidulado, ácido.
Adstringência: sensação de secura devida aos taninos.
Álcool: confere ao vinho o “peso” que o caracteriza. Descritivos ( que vão da insuficiência ao excesso): aguado, magro, leve, de corpo médio, cheio, amplo, generoso, capitoso, pesado, alcoólico, quente.
Amadeirado: cujos odores (baunilha, madeira de cedro, caramelo, pão tostado, aromas de torrefação) e, às vezes, textura seca se devem ao uso da madeira no envelhecimento.
Amanteigado: odor muito associado as vinhos de cepa Chardonnay, amplos e muitas vezes envelhecidos em barris.
Amendoado: nuances olfativas muitas vezes presentes nos Borgonhas brancos maduros, nos Marsalas secos e amontillados (de Xerez).
Aroma: odores provenientes da uva e da vinificação.
Aromático: oriundo das cepas de um aroma particular.
Austero: qualifica a dureza de um vinho com teores elevados em taninos e acidez, que precisa de tempo para envelhecer.
Aveludado: dotado de uma textura suave e agradável.
Buquê: termo que descreve o nariz do vinho, mas sobretudo as caracteristicas olfativas derivadas da vinificação, do envelhecimento em barris ou do envelhecimento em garrafa.
Cassis: odor e gosto associados aos vinhos oriundos da cepa Cabernet Sauvignon.
Carnoso: que dá uma sensação de plenitude, de textura macia ou suave (tintos).
Cedro: o odor do cedro encontrado às vezes em vinhos envelhecidos em barris novos de carvalho de Allier (França).
Cheio: dotado de qualidades gustativas declaradas e amplas.
Condimentado: qualifica o odor de pimenta moída e alguns temperos, sobretudo nos vinhos do Rhône.
Corpo: impressão de peso e de consistência do palato.
Defumado: odor e/ou gosto dos vinhos de Sauvignon Blanc e dos tintos do vale Rhône setentrional e outros.
Efervescente: levemente espumante.
Elegante: harmoniosoe que exala intensidade, mas com ausência de impressões agressivas ou pesadas.
Equilibrado: cujos componentes “se equilibram”, de modo que nenhum elemento se faz notar em sobreposição aos demais.
Evoluído: maduro pronto para beber.
Final: os gostos e aromas que se prolongam depois que se engole o vinho.
Fino: vinho de grande classe.
Firme/Firmeza: um vinho cuja estrutura segura as disciplinas os demais componentes, sem os abafar ou dominar, de modo geral um grande vinho.
Fresco: com uma leve dominância ácida e frutada.
Frutado: muitos vinhos tem nuance olfativas de uma ou mais frutas (pêssego, maça, cassis e cereja); outros exalam agradável impressão de frutas.
Generoso: rico em álcool mas equilibrado.
Gordo: cheio e com certa untuosidade. Com frescor, é boa característica: sem frescor, é defeito.
Grosseiro: utilizado para descrever a textura, em especial taninos agressivos e mal apreciados; ou aromas animais ou químicos em demasia.
Harmonioso: que não tem características discordantes.
Herbáceo: diz-se de um caráter que evoca as plantas verdes ou a grama cortada recentemente.
Macio: suave e amável, sem ser insípido.
Maduro: que dá uma impressão de doçura derivada de uvas muito maduras.
Magro: diluído ou pobre em gostos e aromas.
Nervoso: de uma acidez sustentada mas agradável.
Odor de petróleo: odor agradável, que lembra cheiro de querosene, encontrado nos vinhos de cepa Riesling que atingem a maturação.
Pêlo (de animal) molhado: odor detectado nos Chardonnay e nos Sémillon que não passam por barris.
Persistência na boca: o sinal distintivo de um vinho de grande qualidade.
Rico: descreve o sabor e a textura, com bastante álcool mas sem prejudicar o vinho.
Rude: vinho pesado, agressivo, cheio de arestas, em geral devido a taninos agressivos e acidez carregada.
Rugoso: refere-se a uma textura que carece de finura.
Rústico: sem refinamento.
Tanino: extraído das cascas das uvas, produz uma sensação semelhante à que se tem ao comer banana verde, amarra a boca; fundamental para a longevidade, a estrutura e a base dos tintos,; deve ser fino.
Terroso: que evoca a terra úmida ao nariz e ao paladar.
Uva: gosto e aromas que evocam o sumo de uva fresca. Os Muscat são quase os únicos a ter essa característica.
Verde: diz-se de um vinho muito jovem, cuja as uvas não estavam maduras. Faz referência ao odor, assim como à acidez.
Fonte: Larousse do Vinho 

O QUE DIFERE O CARVALHO FRANCÊS DO AMERICANO ? VEJA!



O vinho de certa forma é uma obra de arte e como todo artista devido as suas pretensões e  sentimentos expressa isto na sua arte final, o enólogo faz o mesmo com o carvalho e o mosto fermentado, o carvalho é usado para arredondar o vinho, para trazer aromas e novos sabores, para micro oxigenar o vinho, para dar mais longevidade devido os seus taninos presentes e para muitas outras opções do artista no caso o enólogo.
A confecção da barrica requer uma madeira de altíssima qualidade e bem seca, o período ideal de secagem é a de três anos ou mais, ao ar livre. A barrica é tostada  por dentro de forma lenta, aspecto muito importante.

São usadas três formas de tostagem:

1) se mais queimada, o vinho terá um “bouquet” de tostado, lácteo, coco queimado, baunilha e caramelo,      bem assim poderá se tornar mais complexo.
2) a queimada leve poderá dar origem a vinhos mais frutados, porém mais “redondos”
3) a queimada ideal é a média.

Os grandes vinhos têm a presença do carvalho também nas rolhas de cortiça. A cortiça é extraída do sobreiro (“chêne-liège”), árvore da família do carvalho.
Em países do “Novo Mundo” (Argentina, EUA, Chile, Austrália, Nova Zelândia)infelizmente alguns produtores nada sérios vem colocando no lugar do carvalho o não tão divulgado “no rótulo de jeito nenhum” (CHIPS) nada mais que lascas de carvalho muitas vezes de barricas já muito usadas ou pior ainda pó de serragem que após filtrados nada sobra no vinho, gerando vinhos bem amadeirados uma enganação ao consumidores que estão iniciando no vinho, pois acham que encontraram um vinho de boa qualidade por tem madeira bem perceptível.
A técnica de agregar lascas de carvalho tem outra grande vantagem para a vinícola, ou seja, esconde a falta de qualidade, de concentração e de maturidade das uvas. Uma das principais condições para produzir um grande vinho é colher uvas maduras e sadias.
Na França, apenas para os “vins de pays”, a categoria mais inexpressiva dos vinhos franceses, legislação que policia os vinicultores permite o uso destas lascas. A utilização de lascas em seus vinhos, segundo os franceses, poderá transformar a bebida também num vinho-padrão, de gosto uniforme, “como se fosse Coca-Cola” globalizado, com tendência a ser um produto industrial.
Além do sistema de lascas, começa a ser desenvolvida a técnica de colocar tábuas (evidentemente de carvalho), “staves” em inglês ou “douelles” em francês. As tábuas, de 1 metro por 5 centímetros, com 0,7 milímetros de espessura, são queimadas de forma similar às barricas (leves, médias ou fortes).
Qualitativamente, o vinho elaborado com lascas ou tábuas não chegará nunca perto daquele criado em barricas. Pois terá uma vida curta por não ter sofrido micro oxogenação, uma vez aberta a garrafa. Como a bebida “morre” rapidamente, isso mesmo ali na mesa, então é abrir e consumi-lo em até 50 minutos antes que notas de oxidação comecem a aparecer. Já o vinho criado em barricas, uma vez aberta a garrafa, comporta-se diferente. Ele cresce em sabor e em “bouquet”, ficando cada vez mais complexo e durando horas no decanter.


DIFERENÇAS ENTRE CARVALHO AMERICANO E CARVALHO FRANÇÊS

Carvalho Françês
1° o preço. O carvalho francês custa o dobro. Mas e por quê? Simples. Como o carvalho francês não é serrado utiliza-se somente 15% para a tanoaria, isto é, para a feitura dos tonéis. Já o carvalho americano mais de 50%.
2° como não há como serrar a madeira preserva sua integridade, inclusive com o sumo interno que será, aos poucos, absorvido pelo vinho, nos diversos usos.
Carvalho Francês
3° Além do que o carvalho francês tem um crescimento linear o ano inteiro, sendo assim se torna linearmente mais poroso, podendo haver mais contanto com o oxigênio, além da maior absorção de seus taninos e aromas pelo vinho.
4° Por último dependendo da região em que foi plantado, as principais na França são Limousin, Allier, Nevers e Vosges. Mais importante ainda, cada uma destas florestas passam ao vinho aromas diferentes, café, torrado, defumado, manteiga, pois possuem madeira com características distintas.


  Já ao carvalho americano é igual, coco e baunilha.
Carvalho Americano





Portanto, os tonéis de carvalho francês são os mais apreciados, e, também, mais caros, obtendo vinhos de maior complexidade e aromas.
Normalmente o carvalho americano é  mais utilizado em vinhos jovens e o francês para os vinhos que vão para a guarda.

EM QUAL CLASSIFICAÇÃO O SEU VINHO ENTRA? SAIBA MAIS!

No velho mundo (Europa) seus principais países produtores - França, Itália, Espanha e Portugal – criaram um complexo conjunto de regras (leis) que controlam os vinhos, criando uma classificação com hierarquias, obrigações e normas técnicas para sua produção. O objetivo é garantir a qualidade e a tipicidade dos vinhos das diversas regiões e aumentar sua visibilidade de mercado.




Classificação dos Vinhos na França

Vin de Table É o vinho de mesa comum. Não traz nenhuma indicação geográfica ou de uva no rótulo. São vinhos de consumo interno, sem muita exportação. Há pouco ou nenhum controle sobre estes vinhos.
Vin de Pays – Indica os vinhos regionais. Fornece o nome da região, sendo que esta engloba uma área bem maior que as outras de classificações superiores. Como existe mais flexibilidade nesta classificação, alguns produtores até indicam as uvas no rótulo. São vinhos finos simples, mas que podem indicar grande valor (custo-benefício).encontramos alguns no Brasil de boa relação preço qualidade.
Vin Délimité de Qualité Superieur (VDQS) – É o segundo nível de qualidade, de cima para baixo. Significa “vinho demarcado de qualidade superior” e varia de vinhos finos simples a finos. Muitas vezes, um “Vin de Pays” que atinge maiores níveis de qualidade é “promovido” a VDQS.
Appellation d´Origine Controlée (AOC) – É o nível mais alto da qualificação. Sugere um certo estilo, mas nem sempre garante qualidade. A maioria dos rótulos fornece o nome da região no lugar de “d´Origine”. Como, por exemplo, Appellation Bordeaux Controlée, indicando que o vinho é da região de Bordeaux. A qualidade dos vinhos AOC varia de semifinos a nobres.
Outro fator importante na classificação dos vinhos franceses é que quanto mais específico se é quanto à origem das cepas, mais caro será o vinho e, provavelmente, melhor ele será. Por exemplo, um vinho rotulado “Appellation Médoc Controlée” procede de uma sub-região de Bordeaux. Assim, as uvas provêm de uma área mais restrita do que se o rótulo indicasse apenas “Bordeaux”. Por sua vez, “Appellation Pauillac Controlée” é ainda mais específico. As uvas são cultivadas em uma micro-região dentro de Bordeaux, o que faz com que sua qualidade seja bem superior às outras citadas.
Classificação dos vinhos na Ìtalia
Vino da Tavola
É conhecida como vinho de mesa, mas com algumas exceções, vinhos simples, saborosos e baratos, tomados todos os dias. A mais incrível das ironias é esta classificação ser também responsável por classificar alguns dos vinhos mais incríveis da Itália os supertoscanos, que são bem mais caros.
I.G.T. (Indicazione Geografica Tipica)
Em 1992, entre muitas mudanças feitas, as leis foram revistas para trazer maior flexibilidade à produção como usar carvalho Françês e uvas não Italianas antes exigidas por lei, e adicionar uma nova categoria. A IGT (Indicazione Geografica Tipica - Indicação Geográfica Típica), tornou-se uma nova classificação regida por lei, substituindo a Vini Tipici como a base na pirâmide de qualidade. Ironicamente, alguns vinhos mais caros e mais conceituados, antigamente vendidos como Vino da Tavola, podem ser encontrados agora "atualizados" para IGT.

D.O.C. (Denominazione di Origine Controllata)
Há, aproximadamente, 250 zonas de DOC e 700 vinhos italianos estão nesta classificação. Entretanto, somente uma pequena porcentagem desses vinhos tem alguma viabilidade comercial. Apenas vinte DOCs representam 45% da produção total de DOC do país.

D.O.C.G. (Denominazione di Origine Controllata e Garantita)
Primeiramente classificados em 1970 com a intenção de adicionar uma classificação de qualidade para o topo da pirâmide de vinho. Os 14 vinhos DOCG indicam a mais alta qualidade (vinhos que não são apenas "controlados", mas "garantidos"). Os vinhos DOCG são os nomes famosos como Barolo, Barbaresco, Chianti, Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano. Vinhos adicionais são solicitados por meio de classificação de DOCG, para que o grupo de 14 vinhos existentes continue crescendo.




Classificação dos vinhos na Espanha

Vino de mesa - vinho inferior, cuja produção pode ser feita em qualquer região do país, e que não se enquadra na categoria Denominación de Origen (D.O.).
Vino de la Tierra - vinho de mesa um pouco mais diferenciado, produzido em região vinícola tradicional do país (Andalucía, Castilla-La Mancha, etc.), e que não se enquadra na categoria D.O.
Vino de Denominación de Origen (D.O.) - vinho de qualidade, produzido em região delimitada e sujeito a severas regras que regulam as características do solo, os tipos de uvas utilizadas, o método de vinificação, o teor alcoólico, o tempo de envelhecimento, etc. equivale a AOC francesa e à DOC italiana.
Outras categorias
Existem categorias baseadas no tempo de envelhecimento dos vinhos que foram utilizadas inicialmente pela região de Rioja, e são adotadas na maioria das D.O.s, a saber:
Vino joven ou Vino Sin Crianza ou Vino del Año - Vinho jovem, um pouco envelhecido, mas não o suficiente para ser considerado "crianza".
Vino de Crianza - Vinho (tinto, branco ou rosé) de melhor qualidade, envelhecido pelo tempo mínimo de 2 anos, dos quais pelo menos 12 meses em barril de carvalho para os vinhos tintos e 6 meses em barril de carvalho para os brancos e rosados. 
Vino Reserva - Vinho superior feito nas melhores safras. Os tintos devem ser envelhecidos pelo tempo mínimo de 3 anos, dos quais pelo menos 1 ano em barril de carvalho, enquanto os brancos e rosés podem envelhecer apenas 2 anos, dos quais 6 meses em carvalho. 
Vino Gran Reserva - Vinho superior feito nas safras excepcionais. Os tintos devem envelhecer pelo tempo mínimo de 5 anos, dos quais pelo menos 2 anos em barril de carvalho. Os vinhos brancos e rosés podem envelhecer apenas 4 anos, dos quais 6 meses em carvalho.
Classificação dos vinhos em Portugal
Vinho de Mesa - vinho inferior, cuja produção pode ser feita em qualquer região do país, e que não se enquadra nas categorias mencionadas a seguir.




Vinho Regional - vinho de qualidade superior ao vinho de mesa, produzido com, no mínimo, 85% de uvas provenientes da região especificada. Hoje existem muitos vinhos regionais de qualidade igual ou superior à de vinhos D.O.C., havendo inclusive alguns bons produtores que, por não concordarem com as regras impostas pela Comissão Reguladora dessa categoria, passaram a rotular seus vinhos como regionais.

Vinho de Denominação de Origem Controlada (D.O.C.) - teoricamente é a categoria de mais alto nível de qualidade e identifica o vinho produzido em região delimitada, sujeito a regras mais restritas quanto à procedência e variedades de uvas utilizadas, o método de vinificação, o teor alcoólico, o tempo de envelhecimento, etc. Equivale à A.O.C. francesa, à D.O.C. italiana e à D.O. espanhola.

Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada (V.Q.P.R.D.) –  para atender ao Mercado Comum Europeu foi criada a nomenclatura Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada (V.Q.P.R.D.) que engloba as I.P.R. (Indicação de Proveniência Regulamentada) e as D.O.C.. Também foram criadas denominações para os vinhos espumantes e licorosos: V.E.Q.P.R.D. (Vinho Espumante de Qualidade Produzido em Região Determinada) e V.L.Q.P.R.D. (Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Determinada).

Além das indicações anteriores, podemos encontrar nos rótulos uma classificação pela qualidade, são elas:
 Reserva -  O Reserva deve ter uma graduação alcoólica meio 
grau acima do não Reserva da mesma vinícola e envelhecer ao
menos três anos em adega. Têm sempre origem determinada e
safra.
 Garrafeira - O nome Garrafeira significa adega em Portugal. Estes vinhos podem ou não ser de denominação de origem, mas devem obrigatoriamente passar três anos em adega, sendo apenas um em garrafa e os outros dois em madeira.
Essas informações são básicas e não cobrem todo assunto. Tudo isso é legislado, controlado e respeitado (ou quase...). A qualidade que se pretende garantir com esse sistema nem sempre é verdade, caso das denominações populares como Chiante, Valpolicella (IT), Côtes du Rhône, Bordeaux, Espumantes (FR) e tantos outros rótulos importados bonitos, baratos e decepcionantes. Nesse caso a culpa não é do sistema (ou seria ?) mas existem produtores e produtores...

No Novo mundo
Outros países produtores já desenvolveram ou estão desenvolvendo uma regulamentação básica: O Chile tem 14 DO, a Argentina e Uruguai não têm nenhum sistema oficial, a África do Sul tem dois organismos (governo e consórcio) com critérios não unânimes, e por aí vai. O consumidor de produtos globais fica perdido, com razão.

Brasil
O Brasil possui uma classificação própria mas sem muitas regras e leis, mas vinícolas sérias e com o olho no mercado e na qualidade já se auto empregam as regras afim de futuramente ter um lugar ao sol.
Nossa legislação atual, modificada em 12/11/04 após anos de tramitação, classifica os vinhos em:
de mesa / leve (?) / fino / espumante / frisante / gaseificado / licoroso / composto.
Essa classificação (mais uma tipologia) está longe de categorizar os vinhos, e não regula patamares de qualidade, cabendo a cada produtor estabelecer seus critérios. No Site do Vinho Brasileiro pode ser consultada a legislação em vigor .
Reserva e Reservado
No Brasil, Chile, Argentina os termos utilizados, Reserva, Reservado, Gran Reserva, Reserva Especial, são apenas parte dos nomes, e não devem ser usados como referência para medir a qualidade. Por exemplo, o vinho Reservado Concha y Toro (CH) é o segundo degrau na linha da vinícola, com mais 4 níveis acima dele...
Por isso, a melhor maneira é conhecer o produtor e provar sua linha de vinhos, afinal um bom produtor não faz um vinho ruim nem na linha básica do dia-dia