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sábado, 30 de outubro de 2010

SUPER LISTA DE ROBERT PARKER,VINHOS DE 100 PTS (PERFECT WINES) DESDE 1811 À 2010,EM ORDEM ALFABÉTICA ,DE ABREU CABERNET SAUVIGNON MADRONA RANCH 1997 À VERITE LA JOIE 2007,CURTA MUITO.

Robert Parker 100 Vinhos Ponto

A seguir estão Robert Parker 100 vinhos ponto (ou seja, a pontuação máxima) em outubro de 2010. Os vinhos são mostrados em ordem alfabética pelo nome do vinho. Cada vinho é clicável para dar um exemplo de uma pesquisa usando Wine-Searcher.
Vintages
Nome do Vinho
1997
2002
2005; 2006
2005; 2006
2004
2004; 2005
2004
1989
1997
1991
2000
2003
1999, 2000, 2003, 2004, 2006
2004
1989, 1990, 1991, 2003
2003; 2005
1990
1989, 1990, 1998, 2007
1947; 2000
2001
1989
1811 e 1847; 2001
2007
1945, 1961 e 1989
2000
1995
1955; 1959; 1975, 1982, 2000
1996; 2003
1945, 1947, 1950, 1975, 1982, 2000
1961; 1982
1947; 1961
1921; 1947; 2005
1982
1982
1900, 1990, 2000
Chateau Margaux - * ver nota abaixo
1990
1945, 1959, 1982, 1986
2000
1921, 1929, 1947, 1961, 1989, 1990, 2000
1982
1990; 2003
2003
1996, 1998, 2001, 2002, 2004
2004; 2005
2005; 2007
2007
2007
2002
2006; 2007
1992
1993
2001
1990
1986
1929
1985
2001, 2003, 2005
2007
2001
1998; 2000
1991
2001
2001
1990
1989; 1990
1990
1998, 2002
2001; 2003
1995, 1996, 1998, 2002
1985, 1988, 1990, 1998, 1999, 2003, 2005
1976, 1978, 1983, 1985, 1988, 1991, 1999, 2003, 2005
1985, 1988, 1999, 2003, 2005
2003
1994, 1997, 2001, 2002
1990
2001, 2002, 2004
1947
2007
1990
2007
1999
2004
2002
1961, 1978, 1990
1976
2007
2007
2004
2002, 2003; 2005; 2007
1997
1999
2007
2007
2007
2006; 2007
2006; 2007
1997
1909
2002
2005
2005
2000
2004
2005
2006
2004
2002
2003
2002
1992
1985
2000
2007
Observação: se você está tendo dificuldade em localizar os vinhos marcados (*) tente usar "Correspondência exacta" no âmbito do "Show" opção.
Consulte o Robert Parker site para obter mais informações detalhadas e notas de degustação.


Aprendendo a Degustar Vinhos

Vinhos especias

Vinhos especiais nascem de vinhedos especiais, que geram uvas especiais através de um bom manejo, em anos (safras) especiais, pelas mãos de enólogos e produtores talentosos. Mas isso tudo (apenas) não torna um vinho especial. É preciso compreendê-lo diante da taça, apreciando-o na temperatura certa, oxigenando-o pelo tempo necessário, abrindo-o no seu melhor momento, com prato e as pessoas igualmente especiais.  Dentro desse contexto é possível dizer que há vinhos para se tomar de pé, considerados vinhos informais. Há vinhos para se apreciar sentado com alguma observação, visto que, de alguma forma, capturam os nossos sentidos. Há vinhos para se tomar de joelho, porque são raros e merecem alguma reverência e por fim há vinhos para se tomar de joelhos e de conta-gotas, porque são verdadeiros bálsamos para os nossos humanos e sagrados sentidos. Porque simplesmente queremos perpetuar o prazer que sentimos ao apreciá-los. Existem marcas que se consagraram ao longo do tempo, devido às altas notas alcançadas pela crítica especializada internacional. São ícones do velho e do novo mundo que representam sonhos de consumo no inconsciente coletivo da maioria dos enófilos. Muitos deles são apostas certas, de prazer garantido, desde que sejam observadas às condições ventiladas acima. Há outros com menos apelos de marketing, mas que também merecem nossa reverência. Trata-se de descobertas novas, ou mesmo de descobertas pessoais com as quais nos identificamos. Seja como for, um vinho especial deve ser guardado na memória, como lembrança de uma ocasião inesquecível, não na adega. Afinal, assim como nós humanos, os vinhos, num dado dia, também morrem e precisamos desfrutá-los em vida. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Suécia ganha 1ª degustação de vinhos brasileiros

O projeto Wines of Brasil (Wof), realizado em parceria pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), realizou, nesta segunda-feira (25), a primeira degustação de vinhos e espumantes verde-amarelos em Estocolmo, capital da Suécia. O evento teve a colaboração do Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da Embaixada do Brasil na Suécia. Cinco vinícolas estiveram presentes: Aurora, Casa Valduga, Lidio Carraro, Miolo e Salton. “Foi um sucesso”, afirma a gerente de Promoção Comercial do Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan.

Cerca de 70 convidados, entre jornalistas, importadores, sommeliers e donos de hotéis, bares e restaurantes estiveram presentes, assim como representantes do Systembolaget, o monopólio responsável pela comercialização no varejo de bebidas alcoolicas na Suécia. O comprador de vinhos do Systembolaget para a América do Sul, Magnus Elkof, compareceu ao evento. Ele virá ao Brasil no dia 3 de novembro para visitar várias vinícolas integrantes do Wines of Brasil.

Das cinco empresas presentes, Lidio Carraro e Salton estavam em busca de importador. As demais já possuem importador e, inclusive, estão participando da última licitação que abriu no monopólio para compra de vinhos branco (chardonnay) e rosé.

O embaixador Antonino Mena Gonçalves abriu o evento, falando sobre a história da vitivinicultura brasileira, com destaque para a evolução na qualidade dos nossos produtos nos últimos anos. A jornalista e sommelier sueca Susanne Berlund-Krantz, que esteve em setembro no Brasil convidada pelo Projeto Imagem Internacional do Ibravin, fez uma apresentação sobre as regiões produtoras e sobre potencial do vinho brasileiro. “O que mais me impressionou foi a paixão que os produtores brasileiros estão dedicando aos seus negócios”, disse.

O importador Richard Keller, da Casak Sweden (www.casaksweden.se), que também estará no Brasil na próxima semana participando do projeto comprador do CIC (Centro da Indústria e Comércio), em Bento Gonçalves, disse estar impressionado com a alta qualidade dos vinhos brasileiros. “O que muitos participantes do evento comentaram foi que acharam o vinho brasileiro ‘clean’, com bastante expressão da fruta e sem muita madeira”, conta Andreia, acrescentando que “eles não esperavam encontrar este estilo de vinho no Brasil”. Vários participantes disseram que esperam ver o vinho brasileiro nas prateleiras do Systembolaget, assim como outras degustações dos produtos verde-amarelos.

Torbjorn Rolander, representante da Aurora e gerente de marca da Fondberg (www.fondberg.se), tradicional importador do mercado sueco, disse que os principais atores do setor de vinhos da Suécia estavam presentes, desde jornalistas até importadores e representantes do monopólio.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Borgonha, na França, um roteiro que passa por vinhedos e restaurantes estrelados

Cristina Massari o globo
Uma visita a Borgonha nos leva a um mergulho profundo na cultura e na história da região, associado ao que a França tem de melhor: queijos, vinhos, boa comida, patrimônio arquitetônico. Aqui, traçamos uma amostra em um roteiro que parte de Dijon e se estende até Vézelay. Inclui trechos que podem ser percorridos de carro, em meio aos vinhedos da famosa Route des Grands Crus - onde são produzidos alguns dos melhores vinhos da França, e do mundo, entre eles o mítico e caríssimo Romanée-Conti - e pedaladas suaves na paisagem memorável da Voie des Vignes, nos arredores de Beaune, visitando châteaux, caves e vilarejos. Um roteiro que merece ser planejado com a calma e a paz de espírito que um circuito enogastronômico exige.
Percurso de 20 quilômetros de bicicleta atravessa vilarejos como Pommard, onde se pode parar para degustação de vinhos nos arredores de Beaune/ Foto: Cristina Massari
Você pode conhecer os vinhedos da Borgonha de carro ou de bicicleta. Na dúvida, escolha os dois. Saindo de Dijon de carro, a Route des Grands Crus se estende por 80 quilômetros até Santenay. Beaune fica no meio do caminho, e é ponto de partida para um inesquecível passeio de bicicleta pela Voie des Vignes, passando em vilarejos como Pommard. Nos dois casos, os vinhedos se estendem diante dos olhos, de um lado e de outro da estrada. Cansou de pedalar? Encoste a bicicleta, mire a cidadezinha que está à frente, ou uma casinha no meio dos lotes de vinhas, enquadre a câmera numa fileira, e agradeça aos céus pelo privilégio de estar ali. Mais adiante, faça uma paradinha para uma visita a um domínio de vinhos como Chassagne-Montrachet.
Pinot noir e chardonnay são as principais castas que resumem os vinhos da Borgonha - as duas uvas respondem por mais de 80% da produção na região. É ao longo da Route des Grands Crus que elas são cultivadas. Isso inclui o Romanée-Conti, Grand Cru produzido entre em Vosne-Romanée, em Côte de Nuits, alçado à categoria de mito.
- Difícil encontrá-lo por aqui. A garrafa pode custar até 3 mil euros, e é vendida somente num pacote, que inclui outras 11 garrafas de vinhos Grand Cru - conta Claude Guinchard, chefe do departamento de publicações do escritório de turismo da Borgonha, acrescentando que a fila de espera para conseguir a preciosidade é de cerca de um ano, e ele estima que a produção anual da bebida seja de cerca de cinco mil garrafas.
Route des Grands Crus: os melhores vinhos da Borgonha/ Foto: Cristina Massari
As propriedades abertas à visitação na Route des Grand Crus são identificadas por placas "De vignes en cave", onde os produtores oferecem ao visitante ao menos um vinho para degustação como cortesia, acompanhado de algumas explicações sobre a produção da bebida. O Château du Clos de Vougeot é mantido pela Confraria Chevaliers du Tastevin, que congrega atualmente, em 75 países, 12 mil membros (dos quais uns 70 no Brasil, o que justifica os planos de montarem uma representação em Porto Alegre).
A construção renascentista que se destaca na paisagem é do século XVI, uma adição ao prédio original. As origens do edifício datam do século XII, quando os monges da abadia de Cîteaux iniciaram ali a produção de vinhos. A visita às dependências do castelo, que foi reformado pela confraria após a Segunda Guerra, inclui uma espiada na prensa de uvas do século XV e no salão do século XII (antiga adega) onde acontecem os Chapitres (capítulos) da confraria.
Dali a Beaune é um pulo. Numa de suas casas de degustação, como a Sensation Vin, a sessão é acompanhada de uma apresentação sobre as quatro apelações da região, Grand Cru, 1er Cru, AOC Comunal e AOC Régional, que mostra exatamente em que terroir cada tipo de vinho é produzido. É de Beaune que se parte de bicicleta cruzando vinhedos e cidadezinhas como Pommard, com simpáticas caves de degustação.
Em Beaune, ao lado do prédio romântico da Collegiale Notre-Dame, a Sensation Vin oferece degustação de vinhos da região/ Foto: Cristina Massari
Na Vois de Vignes, está Chassagne-Montrachet. Ali funciona a produção da Maison Michel Picard. O château é aberto a visitação, degustação e hospedagem. Os donos transformaram a história da família desde a década de 1950 numa espécie de museu. A antiga motocicleta exposta na entrada era usada por Michel Picard quando deixou os estudos aos 15 anos para ajudar o pai na produção de vinho que se iniciava. Também se conhece mais um pouco do processo de produção da bebida e as caves seculares. Na área de fermentação, entre as fileiras de dezenas de tonéis de aço inoxidável onde os vinhos são fermentados, destaca-se um revestido em madeira, envolto por fitas coloridas.
- É apenas um toque feminino. Usamos o tonel colorido para marcar a presença da cave em eventos - explica a anfitriã, Francine Picard, responsável também pelo charmoso Chambre d'Hote de cinco quartos e restaurante que funciona na propriedade.
Ovos, carnes e cogumelos à mesa
Varanda e salão envidraçado do L'Espérance, do chef Marc Meneau, em Saint-Père-Vézelay/ Foto: Cristina Massari
Mais do que a quantidade de estrelas ou garfinhos conferidos pelos guias gastronômicos aos excelentes restaurantes da Borgonha, e lá eles não faltam, o que chama atenção nos cardápios preparados pelos caprichosos chefs que os comandam é a habilidade que demonstram em surpreender os clientes à mesa. De um ovo poché com jeitão de carne ao molho de vinho ou um delicioso creme de castanhas com foie gras finalizado à mesa, até ousadias mais lúdicas como o pimentão confit servido na sobremesa e o bonsai de onde brotam maçãs do amor, a mesa da Borgonha apresenta algumas delícias inesperadas.
Ao falar de entradas, os ovos são uma das especialidades da cozinha da Borgonha. É preciso estar aberto às novas formas em que a iguaria surge diante dos olhos. Em Dijon, duas versões chamam a atenção. No restaurante Les Jardins de la Cloche, uma das opções de entrada é blanc banger d'oeuf. A clara vem como em neve, mas com a consistência de um manjar aerado sobre a gema que se esparrama até encontrar o sabor adocicado e delicado da musse de cenoura. Compõem o prato de forma impecável os cogumelos passados na manteiga de salsa.
Os pescados usados nos restaurantes da região vêm da Normandia/ Foto: Cristina MassariOvos e cogumelos contrastam com a leveza da mousse de cenoura no Jardins de la Cloche, em Dijon/ Foto: Cristina MassariOvos pochés ao molho de vinho no Restaurant de la Porte Guillaume, também em Dijon/ Foto: Cristina Massari
O Restaurant de la Porte Guillaume, que fica no Hôtel du Nord, hoje administrado por uma rede de hotéis americana (Choice), honra as tradições da casa, fundada em 1855, e da cozinha local. Os oeufs pochés em meurette vêm com jeitão de boeuf bourguignon. Não se iluda. Servidos de entrada, a porção traz dois ovos cobertos por um molho cremoso à base de vinho.
Quem deixa Dijon e segue a Route des Grands Crus, rumo a Beaune, encontra o Castel de Tres Girard, onde se pode almoçar ou pernoitar entre os vinhedos. Numa parada para o almoço no salão que dá vista para o pátio com piscina, a sopa de abóbora abre os trabalhos para um caprichado brochete de carne acompanhado de batata gratinada.
Em Beaune, o restaurante Loiseau dês Vignes foi aberto há três anos. E este ano, o jovem e simpático chef Christophe Quéant conquistou sua primeira estrela Michelin. Ele surpreende ao servir um inesquecível creme de castanhas e foie gras ao cardamomo, que é finalizado à mesa. Em seguida, bochechas de carne bovina confit e cebola grelhada, acompanhadas de bacon e champignon. A sobremesa, um palet chocolat-cassis, traz pequenos rasgos dourados sobre musse de chocolate e cassis. O restaurante pertence ao grupo Loiseau que, em Saulieu, fez história na gastronomia francesa.
Saindo de Beaune, mais estrelas esperam o visitante no L'Espérance - onde o astro Marc Meneau brilha solo, "germinando suas sementes" em mentes como a do catalão que reinventou a cozinha moderna, Ferran Adriá.
- Eu diria que Ferran Adriá, sim, conseguiu fazer diferença. Os outros que seguem o estilo são copistas. Mesmo ele, agora, busca outro caminho, uma nova forma para construir sua história - opina o chef.
O grand finale é lúdico do jantar no L'Ésperance: bonsai dourado com maçãs do amor pendentes de seus galhos/ Foto: Cristina Massari
E cita a curitibana, Katty França, sentada a seu lado, e de quem ele admite ter aprendido um pouco sobre café, como uma das raras exceções entre seus pupilos.
- Jogo sementes na cabeça de meus alunos. Dez por centos dessas sementes germinam. Katty, além de Adriá, é uma dessas exceções que nos trouxe seus conhecimentos sobre café - elogia o chef, que abriu as portas de seu "ateliê" para nos dar uma ideia de como funciona a cozinha do famoso restaurante.
Na cozinha do L'Ésperance (duas estrelas Michelin, a primeira conquistada em 1972), a produção segue uma linha fordista, estações de quentes, peixes e sobremesas preparam separadamente os diversos pratos que vão à mesa. No salão, as surpresas começam no mise en bouche com aperitivos que revelam uma certa queda do chef por frituras, pequenos pecados da gula: os cromequis (cubinhos à milanesa que trazem um cremoso recheio de escargot), as tempuras de legumes e as batatinhas portuguesas infladas que acompanham o suculento frango assado em ervas e muita água. Meneau, que estuda e investiga receitas de diversos países, vem aprimorando o uso da água no cozimento "para a carne não desidratar".
À mesa, tudo é delicioso. Mais surpresas: a cenoura vem coberta por uma delicada crosta de nozes e a sobremesa traz uma finíssima mousse de queijo servida com framboesas e um inacreditável pimentão confit (doce e apaixonante). O grand finale é lúdico, e Meneau marca sua forte personalidade mandando à mesa um bonsai dourado com maçãs do amor pendentes de seus galhos.
O restaurante de Bernard Loiseau, em Saulieu, tem  à frente sua mulher, Dominique/ Foto: Cristina Massari
Diz-se na França que uma estrela Michelin significa cerca de 40% a mais ou a menos no movimento de uma casa. A classificação é levada tão a sério que fez de Bernard Loiseau - aprendiz da Maison Troisgros - uma lenda da gastronomia francesa. Loiseau morreu em 2003, mas o assunto é tabu em seus domínios. Sabe-se que o chef se suicidou e o que se comenta é que a tragédia teria sido motivada pela possibilidade de ver sua constelação reduzida. A ameaça não se concretizou e o chef que já era cultuado, conhecido como perfeccionista, foi alçado à categoria de mito. Seu restaurante em Saulieu, que funciona junto a um luxuoso hotel e spa, hoje é comandado pelo chef Patrick Bertron, e mantém brilhando as tão valorizadas três estrelas Michelin, além da classificação Grand Chef pela associação Relais & Châteaux.
A mulher de Loiseau, Dominique, seguiu à frente dos negócios do grupo. No cardápio, percebe-se a preocupação com as tradições da Borgonha e os produtos locais: aqui uma porção de gougéres volta a nos dar boas-vindas, canapés de salmão e escargot apresentam a refeição, que inclui cogumelos fatiados com pinhões e robalo assado ao molho de infusão de louro, supremo de pombo ao molho de pimenta da Borgonha com figos assados e musselina de cenoura na manteiga com mostarda de cassis. E, como na alta gastronomia não se deixa por menos, na sobremesa, o inesperado "átomo de chocolate" rouba a cena: musse cercada de anéis de chocolate por todos os lados.
Passeio de bicicleta: Bourgogne Evasion faz passeios de bicicleta pela Borgonha, conduzidos por Florian Garcenot, partindo de Beaune. O roteiro por 15 quilômetros dura cerca de três horas, com nível de dificuldade fácil. O preço, 29, inclui o aluguel da bicicleta, capacete, guia e degustação. www.bourgogne-evasion-fr
Château du Clos de Vougeot: Aberto de outubro a março, das 9h às 11h30m e das 14h às 17h30m, e de abril a setembro, das 9h às 18h30m. Aos sábados, fecha às 17h. Ingresso: 3,90 euros. A 15 km de Beaune, entre Gévry-Chambertin e Nuits-St Georges. www.closdevougeot.fr
Chassagne-Montrachet: Visitas de segunda-feira a sábado, das 10h às 17h, de março a novembro. A degustação inclui almoço, a 40 euros ou 50 euros por pessoa. Diárias a 250 euros. 5 Rue du Château. www.michelpicard.com
Sensation Vin: Rue d'Enfer 1. Degustações diariamente, das 10h às 19h, com seis vinhos, 21 euros por pessoa. www.sensation-vin.com
Sofitel Dijon La Cloche: O Le Menu des Jardins inclui vinho e mise em bouche, entrada, prato principal e mignardises (pequenas delícias que acompanham o café) por 45 euros. Em novembro e dezembro, diárias a partir de 190 euros. 14 Place Darcy. Tel. (3) 8030-1232. hotel-lacloche.com.
Hotel du Nord: No restaurante de la Porte Guillaume, que fica no hotel, o Menu Bourguignon sai a 29 euros (entrada, prato principal e sobremesa e queijos). As diárias do hotel são a partir de 95 euros. Place Darcy. Tel. (3) 8050-8050. hotel-nord.fr
Castel de Tres Girard: Restaurante e hotel. No almoço, menus a partir de 19,50 euros. Às quintas-feiras, jantar com degustação comentada por um vinicultor da região, por 55 euros. Nos oito apartamentos, diárias a partir de 130 euros (até 21 de novembro) e 91 euros (de 22 de novembro a 15 de março). Rue des Très Girard. Em Morey-Sant-Denis. Tel. (3) 8034-3309. Castel-tres-girard.com
Loiseau dês Vignes: No jantar, menu a partir de 59 euros. No almoço, a partir de 20 euros. Degustação de vinhos em taça: 45 euros. Aberto de terça-feira a sábado. Rue Maufoux 31. Beaune. Tel. (3) 8024-1206. Bernard-loiseau.com
Le Relais Bernard Loiseau: Menu a partir de 66 euros (três pratos, no almoço). Hotel, restaurante e spa. O restaurante fecha às terças e quartas-feiras, de 2 de novembro a 22 de dezembro. Tel. (3) 8090-5353. No hotel, diárias a partir de 175 euros.