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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O LENDÁRIO CHATEAU PETRUS,NOTA DA SAFRA 1982 DEGUSTADO POR MIM!

Proveniente  de um solo excepcional e único em sua região uma argila azulada o Chateau Petrus é merecidamente o pico de muitas listas de vinhos em diversas categorias.feito quase que totalmente de merlot uma das tintas mais famosas do mundo.
Nos EUA os vinhos elaboras com esta casta são best-sellers ,conhecidos como "cant't go wrong wines",ou seja uma compra que sempre agrada,muitos enófilos dali o chamam de "cabernet sauvignon without the pain" cabernet sauvignon sem a dor,referindo se a adstringência relacionada a esta cepa.E oara mulhers que gostam de vinhos mais macios,aveludados e com boa extrutura sem ser pesado nem agressivo sempre é uma boa dica,além de acompanhar bem não só pratos mas também uma boa conversa e também livros .
Esta uva é plantada em todo o mundo,mas sua expressão máxima mesmo é dentro de Bordeaux mais exatamente em pomerol na França.é de lá que nasce o lendário Petrus o vinho que todo merlot gostaria de ser.Qualquer lista de vinhos top premiuns  obrigatoriamente tem que ter um Petrus.
curiosamente vindo de uma das regiões mais famosas em vinho do mundo Bordeaux,sua história em meio aos vinhos "gran crus" é recente .A primeira vez que se destacou foi 1878,quando ganhou medalha de ouro no concurso internacional em Paris,ainda assim não foi dada a verdadeira atenção até as safras excepcionais de 1945 e 1947.


História
Propriedade da família Arnaud durante a maior parte de 200 anos até o final da Segunda Guerra Mundial, Pétrus foi então vendido à Sra. Loubat, quem tinha ido adquirindo a propriedade progressivamente desde 1925. A sua morte em 1961, a finca passou a sua família, quem com o tempo vendeu a metade em 1964 a Jean-Pierre Moueix. O próprio Moueix tinha criado uma empresa intermediária Établissements Jean-Pierre Moueix, com sede em Libourne e gradualmente começou a adquirir châteaux da orla direita. Após a morte de Jean-Pierre Moueix em 2003, seu filho maior, Jean-François é o gérant de Château Pétrus, enquanto o segundogénito, Christian Moueix, dirige a produção. O vinho é elaborado pelo enólogo Jean-Claude Berrouet. Este último cedeu seu posto no final de 2007 a seu filho Olivier Berrouet

Não há nenhum autêntico château fisicamente na finca, o que explica por que o vinho normalmente é chamado Pétrus, e não Château Pétrus.

Viñedo
As 11,4 hectares de viñedo de Pétrus encontram-se sobre uma meseta na porção oriental de Pomerol, plantado com as variedades de uva de 95% merlot e 5% cabernet franc. A finca está entre as primeiras de Bodeaux que realizou a colheita em verde para diminuir os rendimentos da colheita e elevar a qualidade das uvas restantes, chegando em alguns anos a eliminar até um 50% da colheita. A colheita está entre as menores de Bordeux em parte através deste éclaircissage ou colheita em verde.

Produção
As uvas colectam-se totalmente a mão ao longo de um período de dois ou três dias e fermentan em cubas de cemento a temperatura controlada. O vinho jovem envelhece em barrica nova de roble francês durante 20 meses. Leva-se a cabo uma severa selecção prévia ao ensamblaje em cuba e alguns lotes recusam-se para o Grand Vin. A produção, em comparação com outros burdeos, é pequena e em um ano médio pode produzir quando muito 2.500 caixas. Em colheitas recentes como 2003 esta média se reduziu drasticamente


A degustação
Estou com este blog a pouco tempo e se empenhando em buscas por notícias e em passar bom conteúdo,nas minhas fuçanças na net não encontrei nenhuma nota do aclamado Petrus 1982 uma safra simplesmente excepcíonal,pode ser por que o vinho tenha ainda muito tempo de vida, mas como tem enófilo por ai que já teve o prazer de prova-lo vale uma nota ai na net,Poís então eu vou faze la,isso mesmo tive um enorme prazer de provar nada menos que 4 amostras da safra de 1982,quando Sommelier no Restaurante Paris 6 na hadock lobo,em uma noite especial para o Dr Junior Furlan,proprietario da importadora Bruck,responsável por ícones Chilenos como o "Caballo Loco" num belo jantar reservado a 10 pessoas maioria médicos do hospital albert einstein,confesso que no ìnicio do jantar ao chegarem as garrafas de sua adega pessoal (Dr Junior Furlan) fiquei meio em dúvida pois não é todo dia que se coloca à mesa 4 Petrus 1982 e estavam 3 garrafas sem rótulo algum e uma com metade dele,perguntei o que havia acontecido e ele " as

traças comeram na outra adega que eu tinha pois não era fechada "


logo fui decantando a 1° e depois  passando o menu e indicando o prato,missão de responsabilidade pois poderia colocar a perder um jantar no valor acima de US$ 20.000 então indiquei um filé mignon alto,com Foie Grass grelhado  por cima,batas rústicas assadas ao azeite e molho bourguignonne à base de vinho tinto,deu muito certo todos aprovaram e ai então veio a recompensa,Dr Junior me" disse  quero que você prove e me fale dos Vinhos as 4 garrafas" maravilha o senhor é quem manda,só me convenci do vinho quando introduzi o garfo(abridor especial para vinhos envelhecidos)e  puxei devagar a rolha e la estava impresso chateau Petrus 1982 de gelar o couro,tentei ficar com a garrafa que tinha o rótulo pela metade mas ai ja era demais,não sobrou rolha,capsula e nem memso as garrafas sem rótulo,mas para mim sobrou um enorme prazer de servir bem,de ter saído tudo perfeito e o mais importante ter este conhecimento de um ícone de bordeaux uma vinho lendário já espetacular mas com ,muita vida pela frente vamos la as notas então.

 o preço traduz os  cuidados com esta jóia liquida : uma garrafa de Petrus da safra de 1995 custa, no mercado brasileiro, US$2.800, chegando a US$5.200 para a safra de 1982.




primeira parte da  degustação é uma vertical da revista adega da qual não tem o Petrus 1982,este por minha conta!







Vertical de Petrus


A importadora Vitis Vinífera promoveu, no Rio de Janeiro, uma vertical deste mítico vinho. Foram degustadas as safras de 1981, 1987, 1988, 1999, 1998. Por coincidência, a primeira vertical realizada pela importadora foi relatada no número 1 desta revista, enfocando o Château Mouton Rothschild. ADEGA também esteve na de Petrus e avaliou os vinhos degustados:
1. Petrus 1981 
Granada entre claro e escuro, com reflexos alaranjados, límpido e brilhante. Delicado e complexo no nariz, mostrando ainda muita (e ótima) madeira, toque picante, vegetal, musgo, cogumelos porcini, tartufos, fundo mineral. Paladar seco, de médio corpo, taninos muito finos, grande elegância e equilíbrio, muito longo, cresceu muito e se abriu ao longo da prova. Mais complexo no nariz e mais aberto da prova. Pode ser guardado, embora não deva crescer mais.
2. Petrus 1987 
Granada entre claro e escuro, com reflexos alaranjados, límpido e brilhante. Aroma ainda com toque de frescor mentolado (que se foi depois de alguns minutos no copo), toques animais, couro, toques vegetais de folhas de chá e tabaco, madeira presente de ótima qualidade. Paladar de bom corpo, taninos ainda presentes, extremamente finos, muito longo. O vinho com mais carácter animal da prova. Pode ser guardado, embora não deva crescer mais.
3. Petrus 1988 
Granada escuro, com reflexos ainda na transição para alaranjados. Aromas exuberantes de tabaco, frutas secas com toque de doçura, chocolate, couro, muita madeira boa, ainda jovem e um pouco fechado. Paladar encorpado, taninos finíssimos, menos presentes que no 1987, mas mais volumosos, grande elegância e equilíbrio, muito longo. Na prova, foi o vinho mais fino, encorpado, equilibrado na boca e persistente. Para guarda.
4. Petrus 1999 
Granada escuro, denso na cor. Nariz expressivo, com muito café, muitas frutas (cerejas, amoras), tostados, tabaco, leve toque animal de couro novo, frutas secas, muito carvalho novo de boa qualidade, toque de outras madeiras e especiarias. Bom corpo, elegante, taninos finos, redondo, longo. O mais frutado, redondo e fácil de beber da prova. Embora esteja bem aberto ainda deve evoluir na garrafa.


Chateau Petrus 1982,by Sommelier Daniel santos.   

coloração média de púrpura para o atijolado já com alo aquoso bem definido,límpido e penetrante a luz.com boa fruta em compota "ameixas e morangos' um mentol aparente,mas em uma volatizada na taça(giro) muda para o espetáculo de leque de aromas complexos que tomam a taça como,madeira podre,cogumelos secos,trufas negras,notas terrosas e carvão molhado.
Na boca tem um tanino fino mas presente,paladar cheio,elegante e de uma persistência absurda!!!
por seu potencial ele tem muita vida pela frente,e com muita sorte nos encontraremos novamente.



BY SOMMELIER DANIEL SANTOS

2 comentários:

  1. Daniel,

    Que experiência heim!!!

    Que o Deus Baco nunca deixe faltar em sua taça.

    Abs e saude
    Silvestre
    www.vivendoavida.net

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  2. Amém,amigo Silvestre à todos nós!!!

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