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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ibravin anuncia vinícolas destaques de 2010

Projetos Wines of Brasil e Vinhos do Brasil fizeram balanço do ano premiando com o troféu Saca-rolhas as empresas de maior destaque no ano

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) divulgou as vinícolas destaques 2010, escolhidas por meio de votação das empresas participantes dos projetos de promoção no mercado interno (Vinhos do Brasil) e por desempenho no mercado externo (Wines of Brasil, realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). A entrega do troféu Saca-rolhas foi feita nesta terça-feira (7) à noite, na vinícola Lovara, em Bento Gonçalves (RS).

O presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Júlio Fante, comentou que o ano foi de muito trabalho para as vinícolas brasileiras. “Apesar das dificuldades, encerramos o ano alegres por ter a certeza do dever cumprido: construímos a imagem e a confiança dos produtos derivados da uva elaborados no Brasil junto aos consumidores e aos formadores de opinião”, afirmou. “Este resultado amplamente positivo, que se reflete nas vendas de vinhos, espumantes e suco de uva, é fruto do empenho de todas as empresas”, reconheceu. “O melhor do ano é chegarmos ao seu encerramento convictos de que o setor vitivinícola está mais forte e unido”.

Os gerentes dos projetos Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan, e do Vinhos do Brasil, Diego Bertolini, anunciaram juntos os resultados do ano. “Estamos cada vez mais caminhando lado a lado. Este foi um ano fundamental para a comunicação da imagem do vinho brasileiro, a começar pela definição do nosso posicionamento de marca para o consumidor, que culminou na integração das logomarcas usadas para os mercados externo e interno”, comentou Andreia. Bertolini, por sua vez, ressaltou o sucesso alcançado pelo Ibravin no aumento da percepção de qualidade sobre a categoria de vinhos brasileiros.

Entre os números anunciados estão a participação de 60 vinícolas em nove feiras no Brasil e no mundo, com a prospeção de quase R$ 12 milhões em negócios. Ainda foram realizados 65 eventos em três estados do Brasil e em nove países pelo mundo. Durante o ano, foram trazidos pelo Projeto Imagem Nacional e Internacional 86 jornalistas de 10 países e cinco estados brasileiros.

Wines of Brasil
Miolo, Salton, Pizzato e Lidio Carraro foram os grandes destaques do ano, por desempenho, do Wines of Brasil. A Miolo ganhou em duas categorias: venda para o maior número de países (18) e o maior valor exportado entre as 37 vinícolas participantes do projeto de exportação do Ibravin e da Apex-Brasil.

O maior crescimento nas vendas ao exterior foi obtido pela Pizzato, com acréscimo de 2.751% nos seus resultados de 2010, na comparação com 2009. A Lidio Carraro foi a vinícola que mais participou das ações realizadas pelo Wines of Brasil em 2010, estando presente em 17 eventos no exterior. O maior valor em contrapartida ao projeto foi da Salton.

Vinhos do Brasil
Pelo projeto Vinhos do Brasil, as empresas destaques do ano foram Dal Pizzol (pela recepção aos jornalistas do Projeto Imagem do 5º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil), Salton (também pela recepção aos jornalistas desta vez do Projeto Imagem da 18ª Avaliação Nacional de Vinhos), Pizzato (pela recepção aos profisisonais do Projeto Imagem do Senac), Miolo (empresa destaque no mercado interno 2010).

Os votos foram dados por jornalistas e sommeliers presentes nos Projetos Imagens realizado pelo Ibravin durante o ano. Patrícia Carraro, da Lidio Carraro, foi eleita pelos representantes das vinícolas como a profissional destaque do ano no mercado interno.

Veja os vencedores:

Wines of Brasil
1) Maior valor exportado: Miolo
2) Maior crescimento em exportação: Pizzato
3) Maior número de países: Miolo
4) Maior Participação em ações do projeto: Lidio Carraro
5) Maior valor em contrapartida ao projeto: Salton

Vinhos do Brasil
1) Desatque do Projeto Imagem do 5º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil: Dal Piazzol
2) Destaque do Projeto Imagem da 18ª Avaliação Nacional de Vinhos: Salton

3) Destaque Projeto Imagem do Senac: Pizzato
4) Empresa destaque no mercado interno 2010: Miolo
5) Profissional destaque de 2010: Patrícia Carraro

Crédito das fotos em anexo: Gabriela Kleinowski
Legenda: Representantes das vinícolas destaque 2010 exibindo o troféu Saca-rolhas

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

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Mario Geisse o Enólogo !!!




    
Mario Geisse
“O enólogo que transformou o espumante brasileiro em atração global"

Mario Geisse, entre as 100 personalidades mais influentes na revista Época, pelo seu destaque no mundo do vinho. Como visionário, acreditou  e apostou há mais de 30 anos no potencial do solo e do clima de Pinto Bandeira, região da serra gaúcha, como ideal para produção de espumantes sofisticados. Sua aposta se confirma na alta qualidade e reconhecimento internacional de sua linha de espumantes Cave Geisse, hoje uma referência.
Seu projeto de trabalho vem sendo baseado na escolha criteriosa do melhor terroir específico para cada uva, em diferentes partes do mundo. É assim, com seus consagrados espumantes elaborados no sul do Brasil, bem como com seus premiados Carmeneres e Cabernets do Chile.
Um sonhador, inquieto e perfeccionista, que ama o que faz, e que hoje é reconhecido por toda a dedicação ao mundo do vinho e seu grande aporte ao Brasil.


Ao lado, a matéria na integra.

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                                                                                  Revista Época – 13/12/10  - no. 656 – pág. 99




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sábado, 18 de dezembro de 2010

Críticos ingleses destacam que espumante brasileiro precisa de um nome

Após visitarem vinícolas na Serra Gaúcha, Jonathan Ray e Charles Metcalfe chegaram a uma conclusão – os espumantes são um símbolo do Brasil e devem se tornar uma categoria única.
Charles Metcalfe e Marcelo Copello na sede do Ibravin degustando 30 espumantes

Dois conhecidos jornalistas e escritores ingleses especialistas em vinhos – Jonathan Ray e Charles Metcalfe – são unânimes em apontar a necessidade de se encontrar um nome para o espumante brasileiro. A conclusão de ambos os críticos veio depois de eles visitaram, separadamente, algumas vinícolas da Serra Gaúcha, onde puderam experimentar a diversidade e a qualidade do espumante elaborado no Brasil. Eles foram trazidos à principal região produtora de vinhos e derivados do País pelo projeto Wines of Brasil(Wof), realizado pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
“Os espumantes são o futuro do Brasil. Ele poderão ser para o Brasil o que a Carménère é para o Chile, a Malbec para Argentina e a Tannat para o Uruguai”, disse Jonathan Ray, reconhecido escritor de vinhos e jornalista colaborador de diversas publicações no Reino Unido. “Acredito que os espumantes poderiam ser uma categoria especial – algo como Brut de Brazil – do mesmo modo que a África do Sul, por exemplo tem o cap classique”, observou, acrescentando que os consumidores brasileiros e os visitantes estrangeiros, especialmente atraídos pela Copa do Mundo de Futebol e pelas Olimpíadas, poderiam se acostumar a reconhecer esta nova categoria de bebidas genuinamente brasileira. “Ele poderiam pedir, posso ter uma taça de Brut de Brazil, por favor?”, exemplificou.
Jonhatan Ray e Flávio Piazzato


Após degustar 30 espumantes brasileiros, ao lado do jornalista brasileiro Marcelo Copello, na sede do Ibravin, em Bento Gonçalves, Charles Metcalfe foi enfático: “vocês precisam encontrar um nome para o espumante brasileiro, a exemplo da Cava”. Copello concordou, dizendo que as borbulhas verde-amarelas são um diferencial do Brasil no mundo do vinho, pela variedade de estilos e aromas.
“Vocês têm a vantagem que o Brasil tem uma imagem muito positiva no mundo inteiro. A maior parte das pessoas enxerga o Brasil como  um país amável e divertido”, disse Metcalfe, jornalista independente que escreve para Decanter (Reino Unido), Meininger Wine Business International (Alemanha), World of Fine Wine (Reino Unido) e Wine, a essência do Vinho (Portugal), entre outras publicações.

Dos 30 espumantes degustados por Metcalfe e Copello, 13 receberam nota acima de 88. “Foi um resultado excelente”, comenta a gerente de Promoção Comercial do Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan.

As fotos são da Bárbara Ruppel / Wines of Brasil.

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Justiça nega liminar que pedia cancelamento do Selo Fiscal nos vinhos

Obrigatoriedade para implantação do selo nos produtos nacionais e importados, nas vinícolas, engarrafadoras e importadoras, começa dia 1º de janeiro de 2011.
A 8ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal negou um pedido de liminar impetrado pela Abrade (Associação Brasileira de Bebidas) contra a aplicação do Selo de Controle Fiscal, determinado pelo secretário da Receita Federal, por meio da Instrução Normativa RFB nº 1.026, publicada dia 16 de abril deste ano no Diário Oficial da União. O juiz Márcio de França Moreira indeferiu o mandado de segurança coletivo da Abrade que solicitava o direito dos seus associados (um em Pernambuco e todos os demais no Rio Grande do Sul) de proceder a produção e a importação de vinhos sem a necessidade de implantar a “selagem especial”.

O processo foi julgado extinto, sem resolução do mérito, portanto, sem possibilidade de recurso. “A competência para expedir atos administrativos de caráter normativo sobre matéria tributária federal é exclusiva do secretário da Receita Federal, ao passo que aplicar concretamente as normas gerais é privativa dos delegados e inspetores da Receita Federal do Brasil”, justificou o magistrado. 
Dessa forma, a implantação do Selo de Controle Fiscal para os produtores nacionais e importadores começa no dia 1º de janeiro de 2011. A medida determinada pela Receita Federal atende a um pedido das principais entidades representativas do setor vitivinícola brasileiro. Os selos a serem utilizados nos vinhos importados serão da cor vermelha combinada com marrom. Os selos dos vinhos brasileiros serão verdes com marrom. 
Esta semana, várias vinícolas já começaram a selar seus vinhos e espumantes que chegarão ao mercado em janeiro. A Cooperativa Vinícola Garibaldi já prepara um lote novo de espumantes todo selado. “Inicialmente, estamos colocando o selo manualmente. Mas nos próximos dias vamos colocá-lo junto com a rotulagem automática”, afirma o presidente Oscar Ló. “O selo não atrapalha em nada o visual dos produtos, será sim uma forma de combater o comércio irregular de vinhos e derivados”, destaca.

Conforme a Receita Federal, os vinhos só poderão sair das vinícolas, engarrafadoras e importadoras com o Selo de Controle a partir de 1º de janeiro de 2011. Os atacadistas e varejistas deverão comercializar vinhos com o selo depois de 1º de janeiro de 2012. O objetivo do selo é aumentar o controle no comércio de vinhos brasileiros e importados, beneficiando quem trabalha dentro das obrigações legais e de mercado.

Confira os prazos de implantação do Selo de Controle Fiscal nos vinhos
1) As empresas que produzem, engarrafam e importam vinho tiveram até o dia 29 de outubro para pedir o Registro Especial, informando à Receita Federal a previsão de consumo de Selos de Controle para 2011.

2) A partir do dia 1º de janeiro de 2011, os vinhos só poderão sair das vinícolas e engarrafadoras com o Selo de Controle. O mesmo vale para os vinhos importados. A medida não vale para as safras mais antigas mantidas nos restaurantes.

3) A partir do dia 1º de janeiro de 2012, os atacadistas e varejistas só poderão comercializar os vinhos com selo de controle. Se a fiscalização da Receita encontrar nos estabelecimentos comerciais os vinhos sem o selo, apreenderá a mercadoria. 
Crédito das fotos em anexo: Orestes de Andrade Jr. / Ibravin

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