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domingo, 21 de agosto de 2011

Prosecco Ecco! Você merece esse luxo



A Expand lança no Brasil o Prosecco Ecco DOC. A vinícola Il Colle responsável pela produção deste vinho está localizada em Treviso, na Itália, região produtora do Prosecco DOC, que fica entre Conegliano e Valdobiadene. O terroir da região produz vinhos frescos e fáceis de beber, cujo consumo combina tanto com o verão quanto inverno.
Segundo historiadores, o Prosecco Ecco DOC foi intitulado por um turista desavisado, um jovem artista que viajava pela Itália em busca de inspiração. Quando chegou a Treviso, ele se encantou pelas belezas da região e por lá resolveu ficar. Convidado para um jantar na residência de uma tradicional família local, ele ficou surpreso com a bebida de cor dourada e disse após degusta-lá: “Ecco, essa é uma obra de arte”.
O prosecco foi por muitos anos visto como uma bebida para as comemorações especiais, hoje é encontrado nas mais diversas ocasiões do cotidiano. Entre as características do Prosecco Ecco estão cor amarelo-palha, brilhante, com um perlage finíssimo e persistente. No nariz possui agradáveis aromas de frutas brancas, cítricos e minerais. Na boca é elegante, leve, de acidez média e com boa persistência. Um vinho simples, leve e prazeroso. A harmonização perfeita são pratos à base de peixes, frutos do mar e aperitivos.
A Il Colle foi fundada em 1978, mas a família dedica-se à produção vitivinícola desde os anos 20 e hoje é sinônimo de qualidade e referência no panorama dos produtores locais. Devido à localização geográfica, a maior parte da produção é voltada para o Prosecco.  Todo o vinho engarrafado na vinícola é produzido com uvas selecionadas e colhidas à mão, vinificadas e engarrafadas com todo cuidado e paixão que é refletida no Prosecco.
Preço: R$45,00
Expand
Informações e televendas: (11) 3017-3000

sábado, 20 de agosto de 2011

A esperada safra "2007" de Don Melchor desembarca no Brasil



 Enrique Tirado, enólogo renomado, esteve no país para promover o lançamento da safra de 2007 e comemorar o 20º aniversário de um dos rótulos mais importantes da Concha y Toro.
Em 2011, a mais tradicional vinícola chilena, Concha y Toro, celebra o 20º aniversário de Don Melchor, primeiro vinho super premium do Chile, com o lançamento da esperada safra de 2007 deste rótulo. A temporada 2007 no terroir de Puente Alto, onde se localiza o vinhedo de Cabernet Sauvignon de Don Melchor, foi agraciada por condições climáticas perfeitas e que resultaram numa colheita única e especial.
Diversos fatores favoreceram o bom desenvolvimento da vinha. Um inverno mais ameno que o habitual permitiu um bom desenvolvimento do vinhedo. O início quente do verão seguido de uma queda de temperatura favoreceu a perfeita maturação das uvas. A grande condição climática em toda temporada, somada à exclusividade da colheita, concentraram a qualidade deste terroir, que pode agora ser apreciada em Don Melchor 2007.
A VCT Brasil, filial da Viña Concha y Toro no país, promoveu uma sequência de eventos enaltecendo os 20 anos de sucesso do rótulo e celebrando a chegada da safra 2007 ao mercado brasileiro.
A estratégia desenvolvida pela VCT Brasil contemplou todos os públicos de interesse do vinho como consumidor final, sommeliers, chefs de cozinha e figuras importantes do negócio do vinho nacional. Durante uma semana, Enrique Tirado esteve em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília para demonstrar as características únicas deste “clássico contemporâneo” chileno.
A VCT Brasil, em parceria com a MasterCard Black, ofereceu aos portadores deste cartão um jantar exclusivo com a presença de Enrique Tirado no comando de uma degustação com Don Melchor 2007. Os jantares aconteceram em São Paulo no restaurante Charlô (08/08), no Rio de Janeiro no Cavist Bistrô (11/08) e em Brasília no Zuu Restaurante (12/08).
Don Melchor 2007-A safra 2007 teve 15 meses de guarda em barricas de carvalho francês e apresenta cor vermelho rubi intenso. Possui aromas complexos e elegantes, muito expressivos e marcados por frutas vermelhas, com suaves notas de chocolate e tabaco.
Na boca apresenta um grande equilíbrio, com taninos maduros e amigáveis. Um vinho com grande profundidade, estrutura e persistência.
Enólogo Enrique Tirado- Enrique Tirado é considerado pela imprensa local e nacional e internacional como um dos grandes enólogos do Chile. Sua personalidade rigorosa e excelência no trabalho conseguiram situar cada uma das diferentes colheitas de Don Melchor consistentemente dentro dos destacados vinhos do ano.
“Don Melchor é para mim a procura constante de um conhecimento sensorial de cada uma das parreiras dentro do vinhedo, de modo de me aproximar e conseguir atingir cada vez mais a beleza do equilíbrio nele. Essa é a minha verdadeira paixão. Utilizo a tecnologia como ferramenta para alcançar um maior conhecimento. Mas Don Melchor está em cada parreira do vinhedo. Gosto de observá-las e ouvir cada uma delas, para trabalhá-las de modo de conseguir o equilíbrio perfeito em cada colheita”.
Ano após ano, sua mistura final é elaborada em conjunto com Jacques Boissenot, o destacado assessor francês dos mais conotados Chateaux de Bordô. É nesta instância onde voltam a unir-se os dois mundos, e onde ambos buscam colheita após colheita a fineza e a elegância dos grandes vinhos de Bordô e a grande expressão frutal dos vinhos do Novo Mundo.
“O estilo, complexidade e fineza de Don Melchor, nasce do perfeito equilíbrio entre o solo pedregoso de Puente Alto, o vento frio que desce da Cordilheira dos Andes, o generoso clima do vale do Alto Maipo, os anos que demoraram suas parreiras para oferecer suas melhores uvas e o cuidadoso trabalho do homem”.

Perfil-A VCT Brasil, filial e distribuidora do Grupo Concha y Toro, representa no País todos os produtos das vinícolas Concha y Toro e Trivento. Fundada em 1883, a Concha y Toro é a principal vinícola chilena e uma das maiores produtoras e exportadoras mundiais de vinho. Seus produtos são comercializados para mais de 135 países e está entre as 10 maiores companhias de vinho do mundo. Possui cerca de 9.300 hectares de vinhedos, o que permite à empresa garantir a qualidade na sua produção de vinho. Entre seus principais rótulos, destacam-se Amelia, Carmín de Peumo, Frontera, Gran Reserva, Sendero, Sunrise, Trio e Terrunyo, com destaque para as premiadas marcas Casillero del Diablo, Don Melchor e Marques de Casa Concha. A Trivento Bodegas y Viñedos é resultado da expansão do Grupo Concha y Toro para a Argentina, em 1996. Com um crescimento superior ao da indústria transandina, a Trivento ocupa a segunda posição no ranking de exportações de vinho argentino. Em seu portfólio estão vinhos como Amado Sur, Brisa de Otoño, Colección Fincas, Eolo, Golden Reserve, Reserva, Tribu e Trivento Espumantes, entre outros. [ SAC (11) 5105-1599].

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Clima na França prenuncia um ano de vinhos bons ou excepcionais



PARIS (Reuters) - Os turistas podem estar achando deplorável o tempo úmido na França neste verão, mas o lado bom de todos os dias nublados na praia pode, no final, ser um ano de bom a "excepcional" para o setor vinícola francês.
Muitos especialistas em vinho dizem que somente a volta das fortes chuvas, tempestades, granizo ou pragas na última parte da temporada de maturação do fruto vai interromper o que parece ser uma colheita prestes a se beneficiar do clima atípico deste ano.
Produtores de todo o país encontraram um novo alento depois de um início fraco na temporada de maturação, o que os fez temer o pior.
A França é o maior exportador mundial de vinho, em valor. O setor emprega 120 mil pessoas e gera 18 bilhões de euros (25 bilhões de dólares) em receitas.

Durante a primavera seca deste ano, as videiras procuraram água e suas raízes penetraram fundo no solo, momento em que o crescimento das uvas é menos prioritário.
Quando veio a chuva, numa época em que os turistas ansiavam pelas praias ensolaradas, a água irrigou as videiras e colocou a safra de volta nos trilhos.
Jérôme Despey, diretor do setor de vinhos do órgão France AgriMer, da área agrícola e de pesca, disse que a colheita deve começar de 10 a 30 dias mais cedo e será superior em volume à de 2010.
Ele declarou recentemente à rádio Europe 1 que a estimativa é de uma safra de 47,6 milhões de hectolitros, ou seja, mais do que os 45,3 milhões de hectolitros de 2010. 

sábado, 6 de agosto de 2011

Como escolher o vinho certo para o seu pai



Uma garrafa de vinho é o presente curinga nessas ocasiões. É um artigo com algum toque de sofisticação
Presentear os pais em seu dia é uma tarefa um pouco mais complicada do que, por exemplo, escolher um agrado para as mães. Quando o segundo domingo de agosto se aproxima sempre surge a dúvida: o que dar para o meu pai? Camisa, gravata, pijama? Pouco criativo, certo? Que tal um vinho! Uma garrafa de vinho é o presente curinga nessas ocasiões. É um artigo com algum toque de sofisticação, um objeto de desejo em alguns casos, um desejo de consumo em outros e no geral causa uma boa impressão tanto em quem sabe a diferença entre um cabernet sauvignon e um pinot noir como naqueles que se aproximam de uma garrafa do fermentado apenas em ocasiões especiais.
Decidido o presente, vem o segundo passo. Qual vinho comprar para o progenitor em seu dia? Aí a rolha torce o gargalo. São centenas de rótulos, variedades e preços. Como acertar no vinho? Gosto é um sentido muito particular, é resultado do meio que se vive, de experiências gastronômicas, e de um elemento mais subjetivo ainda, aquela associação entre o paladar e a memória. Já a escolha de um presente vem acompanhada também da grana que você pode gastar no mimo.
Você conhece o gosto do seu pai para vinhos? Se sabe, a escolha é fácil, basta comprar na sua loja de confiança ou site preferido. Se não conhece seu gosto, você pode optar por um corte diferente: escolher o vinho pelo tipo de experiência que seu velho tem com a bebida, ou mesmo baseado no momento de sua vida.
Para o pai que raramente bebe vinho
Aqui o elemento surpresa e de introdução ao vinho é o diferencial. Não vale a pena gastar muito dinheiro em uma garrafa bacana, pois o seu pai não vai perceber a diferença entre um vinho premiado e outro do dia-a-dia. Talvez até prefira o segundo ao primeiro. A dica é escolher mais de um rótulo de até 20 reais de vinícolas nacionais, chilenas, argentinas, portuguesas e até australianas em oferta, fáceis de encontrar em supermercados e em sites de compras. E você entrega no mínimo duas, três garrafas de presente. Se ele gostar da brincadeira e o vinho se tornar um hábito no ano que vem você terá de consultar a sugestão seguinte…
Para o pai que é um bebedor eventual
Seu pai já curte uma garrafa aos domingos, ou com os amigos, mas sempre com aquele argumento que gosta, mas não entende de vinhos. Aqui vale subir um pouco a régua de valor e qualidade, nos mesmos brasileiros, chilenos e argentinos e portugueses (os rótulos mais consumidos no país), e se possível tentar descobrir algum rótulo que ele já provou e tem boas lembranças, para firmar um hábito.
Para o pai que está começando a se interessar por vinhos
Seu pai já não é mais um principiante, lê revistas, livros e quem sabe é até leitor deste blog. Pode estar naquele limite entre o esnobismo (do tipo eu sei tudo) e amadorismo (gira até copo de coca-cola), mas está evoluindo na percepção do gosto e descobrindo novidades Este é o presente que ele espera do seu filho, até como reconhecimento desta sua nova habilidade.
Se o seu pai já tem uma adega, consulte os rótulos armazenados, eles podem dar uma dica de suas preferências. Outra saída é procurar algo diversificado, que aumente sua qualificação de degustador de vinhos, como por exemplo um rótulo da Grécia, uma região menos conhecida da Espanha, como o Priorato, ou um tinto ou branco mais premiado dos mesmo quarteto de países recomendado acima

Para o pai que é especialista

Aqui temos um problema. Todo mundo tem sempre a mesma ideia, afinal papai é um enófilo juramentado, capaz de distinguir um vinho pelo aroma, que reconhece a região pelo rótulo e é até capaz de recitar de cor as principais safras de cada país. Ou seja, para o resto da família papai é um enochato e presentear com uma garrafa pode significar entrar em terreno minado.
Se você tem dinheiro disponível, a solução é fácil, vá até uma boa loja multimarcas ou sites de importadoras e procure aqueles rótulos com boa pontuação de Robert Parker, Wine Spectator, Gambero Rosso, Decanter etc e não tem muito erro (a não ser que ele seja daquele tipo off Broadway, que detesta os críticos de mercado). Se a grana está curta, um conselho, esqueça o vinho e parta para um produto relacionado, por exemplo um bom livro sobre o tema. A chance de você receber um sorriso amarelo diante de um rótulo mais ou menos é muito grande para arriscar seu rico dinheirinho.
Para o pai que defende causas verdes
Há vinho para todo estilo de gente. Pais verdes, militantes do planeta e que nem por isso abdicam de uma boa taça de vinho têm uma forte relação com produtos orgânicos e biodinâmicos. Estes tipos de vinho são certificados e seguem algumas regras mínimas: como buscam um vinho mais natural, não usam defensivos agrícolas – apelam para recursos naturais para controle de pestes -, evitam aquelas garrafas muito pesadas, são contra uso de leveduras de laboratório e outros artifícios químicos para correção das safras.
Como conceito, o vinho é um produto da natureza e qualquer interferência é condenada. Já os biodinâmicos têm uma relação mais etérea com o cosmo, as estrelas, as fases da Lua e o ciclo da terra. Pode até parecer papo alternativo mas é uma tendência que vem crescendo na indústria do vinho e o resultado de fato surpreende no sabor e aromas menos fabricados e mais instigantes. Para pai verde, um vinho odara! É fácil reconhecê-los, no geral eles alardeiam seu diferencial orgânico ou bio no próprio rótulo.
Para o pai que é estrangeiro ou morou no exterior
Se existe a escolha do vinho por tipo de consumidor, também existe a decisão por afinidades. Pais nascidos em outro país ou que viveram um período fora do Brasil provavelmente vão ter uma afinidade afetiva com caldos de sua origem – ou que remetam a um passado estrangeiro. Pais italianos, portugueses, espanhóis, franceses, chilenos e argentinos estão bem servidos de rótulos no país, mas mesmo aqueles libaneses, austríacos, alemães também podem ser contemplados. O Brasil importa vinhos de mais de 25 países. É fácil encontrar um que combine com as origens de seu pai. É uma maneira bacana de reforçar os laços que envolvem suas raízes. E uma boa desculpa para abrir um vinho com o velho, em memória dos bons tempos…
Se o seu pai é separado de sua mãe
Se a separação é recente, aposte num tinto encorpado, meio alcoólico, um vinho meio cowboy, quase mastigável, com forte presença de aromas tostados de barrica, daqueles que sua mãe certamente iria odiar. Serão dois prazeres em uma só garrafa. Geralmente são aquelas garrafas pesadonas, malbecs argentinos, tempranilos da Rioja, tannat uruguaios. Tanto melhor se forrem desarolhados junto a um suculento naco de picanha sangrando… Um momento ogro das vinhas.
Para o pai que resolveu assumir que é gay

Acontece, né? Se eventualmente seu pai resolveu sair da adega, então por que não brindar esta opção corajosa do velho com uma garrafa de vinho? Um pai gay, portanto, merece um espumante rosé nacional – são ótimos -, que claro não é uma bebida exclusiva para gays, mas é uma maneira bem-humorada de presenteá-lo e curtir sua opção sexual com brinde animado.
Para aproximar a relação com seu pai que está estremecida
Pais e filhos são humanos, demasiadamente humanos, e nem sempre a relação é boa. Se o vinho aproxima as pessoas, ele pode também resgatar uma relação familiar que o tempo, por alguma razão, arranhou. Um porto envelhecido, do tipo Tawny, ou de safras exclusivas, do tipo Vintage, são a dica. São fortificados intensos, chamados vinho de meditação, que acompanham bem um charuto e são o elixir da boa conversa. Pode ser um bom empurrão para uma aproximação entre vocês, um momento em que as fraquezas e fortalezas desta relação podem ser aplainadas. Afinal é um consenso entre os bebedores que compartilhar um vinho pode ser tão bom, ou melhor, do que apenas degustá-lo. E você e seu pai merecem este tempo mais esticado para passar a vida a limpo, entre um gole ou outro de um Porto.

Como escolher o vinho certo para o seu pai



Uma garrafa de vinho é o presente curinga nessas ocasiões. É um artigo com algum toque de sofisticação
Presentear os pais em seu dia é uma tarefa um pouco mais complicada do que, por exemplo, escolher um agrado para as mães. Quando o segundo domingo de agosto se aproxima sempre surge a dúvida: o que dar para o meu pai? Camisa, gravata, pijama? Pouco criativo, certo? Que tal um vinho! Uma garrafa de vinho é o presente curinga nessas ocasiões. É um artigo com algum toque de sofisticação, um objeto de desejo em alguns casos, um desejo de consumo em outros e no geral causa uma boa impressão tanto em quem sabe a diferença entre um cabernet sauvignon e um pinot noir como naqueles que se aproximam de uma garrafa do fermentado apenas em ocasiões especiais.
Decidido o presente, vem o segundo passo. Qual vinho comprar para o progenitor em seu dia? Aí a rolha torce o gargalo. São centenas de rótulos, variedades e preços. Como acertar no vinho? Gosto é um sentido muito particular, é resultado do meio que se vive, de experiências gastronômicas, e de um elemento mais subjetivo ainda, aquela associação entre o paladar e a memória. Já a escolha de um presente vem acompanhada também da grana que você pode gastar no mimo.
Você conhece o gosto do seu pai para vinhos? Se sabe, a escolha é fácil, basta comprar na sua loja de confiança ou site preferido. Se não conhece seu gosto, você pode optar por um corte diferente: escolher o vinho pelo tipo de experiência que seu velho tem com a bebida, ou mesmo baseado no momento de sua vida.
Para o pai que raramente bebe vinho
 
Aqui o elemento surpresa e de introdução ao vinho é o diferencial. Não vale a pena gastar muito dinheiro em uma garrafa bacana, pois o seu pai não vai perceber a diferença entre um vinho premiado e outro do dia-a-dia. Talvez até prefira o segundo ao primeiro. A dica é escolher mais de um rótulo de até 20 reais de vinícolas nacionais, chilenas, argentinas, portuguesas e até australianas em oferta, fáceis de encontrar em supermercados e em sites de compras. E você entrega no mínimo duas, três garrafas de presente. Se ele gostar da brincadeira e o vinho se tornar um hábito no ano que vem você terá de consultar a sugestão seguinte…
Para o pai que é um bebedor eventual
 
Seu pai já curte uma garrafa aos domingos, ou com os amigos, mas sempre com aquele argumento que gosta, mas não entende de vinhos. Aqui vale subir um pouco a régua de valor e qualidade, nos mesmos brasileiros, chilenos e argentinos e portugueses (os rótulos mais consumidos no país), e se possível tentar descobrir algum rótulo que ele já provou e tem boas lembranças, para firmar um hábito.
Para o pai que está começando a se interessar por vinhos
 
Seu pai já não é mais um principiante, lê revistas, livros e quem sabe é até leitor deste blog. Pode estar naquele limite entre o esnobismo (do tipo eu sei tudo) e amadorismo (gira até copo de coca-cola), mas está evoluindo na percepção do gosto e descobrindo novidades Este é o presente que ele espera do seu filho, até como reconhecimento desta sua nova habilidade.
Se o seu pai já tem uma adega, consulte os rótulos armazenados, eles podem dar uma dica de suas preferências. Outra saída é procurar algo diversificado, que aumente sua qualificação de degustador de vinhos, como por exemplo um rótulo da Grécia, uma região menos conhecida da Espanha, como o Priorato, ou um tinto ou branco mais premiado dos mesmo quarteto de países recomendado acima

Para o pai que é especialista

Aqui temos um problema. Todo mundo tem sempre a mesma ideia, afinal papai é um enófilo juramentado, capaz de distinguir um vinho pelo aroma, que reconhece a região pelo rótulo e é até capaz de recitar de cor as principais safras de cada país. Ou seja, para o resto da família papai é um enochato e presentear com uma garrafa pode significar entrar em terreno minado.
Se você tem dinheiro disponível, a solução é fácil, vá até uma boa loja multimarcas ou sites de importadoras e procure aqueles rótulos com boa pontuação de Robert Parker, Wine Spectator, Gambero Rosso, Decanter etc e não tem muito erro (a não ser que ele seja daquele tipo off Broadway, que detesta os críticos de mercado). Se a grana está curta, um conselho, esqueça o vinho e parta para um produto relacionado, por exemplo um bom livro sobre o tema. A chance de você receber um sorriso amarelo diante de um rótulo mais ou menos é muito grande para arriscar seu rico dinheirinho.
Para o pai que defende causas verdes
 
Há vinho para todo estilo de gente. Pais verdes, militantes do planeta e que nem por isso abdicam de uma boa taça de vinho têm uma forte relação com produtos orgânicos e biodinâmicos. Estes tipos de vinho são certificados e seguem algumas regras mínimas: como buscam um vinho mais natural, não usam defensivos agrícolas – apelam para recursos naturais para controle de pestes -, evitam aquelas garrafas muito pesadas, são contra uso de leveduras de laboratório e outros artifícios químicos para correção das safras.
Como conceito, o vinho é um produto da natureza e qualquer interferência é condenada. Já os biodinâmicos têm uma relação mais etérea com o cosmo, as estrelas, as fases da Lua e o ciclo da terra. Pode até parecer papo alternativo mas é uma tendência que vem crescendo na indústria do vinho e o resultado de fato surpreende no sabor e aromas menos fabricados e mais instigantes. Para pai verde, um vinho odara! É fácil reconhecê-los, no geral eles alardeiam seu diferencial orgânico ou bio no próprio rótulo.
Para o pai que é estrangeiro ou morou no exterior
 
Se existe a escolha do vinho por tipo de consumidor, também existe a decisão por afinidades. Pais nascidos em outro país ou que viveram um período fora do Brasil provavelmente vão ter uma afinidade afetiva com caldos de sua origem – ou que remetam a um passado estrangeiro. Pais italianos, portugueses, espanhóis, franceses, chilenos e argentinos estão bem servidos de rótulos no país, mas mesmo aqueles libaneses, austríacos, alemães também podem ser contemplados. O Brasil importa vinhos de mais de 25 países. É fácil encontrar um que combine com as origens de seu pai. É uma maneira bacana de reforçar os laços que envolvem suas raízes. E uma boa desculpa para abrir um vinho com o velho, em memória dos bons tempos…
Se o seu pai é separado de sua mãe
Se a separação é recente, aposte num tinto encorpado, meio alcoólico, um vinho meio cowboy, quase mastigável, com forte presença de aromas tostados de barrica, daqueles que sua mãe certamente iria odiar. Serão dois prazeres em uma só garrafa. Geralmente são aquelas garrafas pesadonas, malbecs argentinos, tempranilos da Rioja, tannat uruguaios. Tanto melhor se forrem desarolhados junto a um suculento naco de picanha sangrando… Um momento ogro das vinhas.
Para o pai que resolveu assumir que é gay

Acontece, né? Se eventualmente seu pai resolveu sair da adega, então por que não brindar esta opção corajosa do velho com uma garrafa de vinho? Um pai gay, portanto, merece um espumante rosé nacional – são ótimos -, que claro não é uma bebida exclusiva para gays, mas é uma maneira bem-humorada de presenteá-lo e curtir sua opção sexual com brinde animado.
Para aproximar a relação com seu pai que está estremecida
 
Pais e filhos são humanos, demasiadamente humanos, e nem sempre a relação é boa. Se o vinho aproxima as pessoas, ele pode também resgatar uma relação familiar que o tempo, por alguma razão, arranhou. Um porto envelhecido, do tipo Tawny, ou de safras exclusivas, do tipo Vintage, são a dica. São fortificados intensos, chamados vinho de meditação, que acompanham bem um charuto e são o elixir da boa conversa. Pode ser um bom empurrão para uma aproximação entre vocês, um momento em que as fraquezas e fortalezas desta relação podem ser aplainadas. Afinal é um consenso entre os bebedores que compartilhar um vinho pode ser tão bom, ou melhor, do que apenas degustá-lo. E você e seu pai merecem este tempo mais esticado para passar a vida a limpo, entre um gole ou outro de um Porto.