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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Espumantes brasileiros presentes no São Paulo Fashion Week


Cinco vinícolas verde-amarelas – Aurora, Pizzato, Antônio Dias, Domno, Miolo e Casa Valduga – foram o casting formado pelo Ibravin.




Pelo segundo ano consecutivo, os espumantes brasileiros irão brilhar no São Paulo Fashion Week, que começa nesta sexta-feira (28) e segue até a próxima quarta-feira (2 de fevereiro). O casting de cinco vinícolas verde-amarelas que desfilarão na passarela do maior evento de moda do país está confirmado com Aurora, Pizzato, Antônio Dias, Domno, Miolo e Casa Valduga, reunidas pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), em parceria com a Abest (Associação Brasileira de Estilistas) e a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções).

As borbulhas brasileiras serão servidas no lounge da ABIT e da Abest na Fundação Bienal, no Parque do Ibirapuera, sede dos lançamentos do inverno 2011 da 30ª edição do São Paulo Fashion Week, que este ano receberá estrelas como o ator Ashton Kutcher, a atriz Demi Moore e a socialite Paris Hilton. O local, de aproximadamente 100 m², receberá diariamente cerca de 250 pessoas, entre estilistas, jornalistas, formadores de opinião e convidados vip das associações organizadoras. Cada vinícola é responsável por abastecer o loungecom um de seus espumantes durante um dia, de forma exclusiva. A ordem será a seguinte: Aurora (dia 28); Pizzato (29); Antônio Dias (30), Domno (31), Miolo (1º) e Casa Valduga (2). 


“Fizemos a nossa estreia no evento no ano passado e, como deu certo, vamos repetir este ano”, afirma o gerente de Promoção e Marketing do Ibravin, Diego Bertolini. “Espumante e moda tem tudo a ver, porque ambos têm glamour e são consumidos por pessoas de bom gosto”, destaca. No ano passado, o Ibravin colocou os espumantes de quatro vinícolas (Aurora, Irmãos Basso, Miolo e Salton) no São Paulo Fashion Week, que ocorreu de 8 a 14 de junho. Este ano, as borbulhas verde-amarelas estiveram presentes no Fashion Rio Outono/Inverno 2011, ocorrido de 11 a 15 de janeiro, com a participação das vinícolas Casa Valduga, Domno, Geisse, Pizzato e Cooperativa Vinícola Garibaldi.


Na capital da moda, Paris, todos os desfiles contam com a presença de champagnes. “Isso também acontecia no Brasil, mas agora os espumantes nacionais estão ganhando espaço no universo da moda, graças a visão de entidades como a Abit e a Abest”, lembra a gerente de Promoção Comercial do projeto Wines of Brasil (Wof), Andreia Gentilini Milan. O Wof é realizado pelo Ibravin e pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

Em anexo, fotos do Fashion Rio, onde foram servidos os espumantes brasileiros.
Crédito: Iassanã dos Santos / Ibravin


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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Moët Chandon Grand Vintage 2000 O Champagne da Virada Do Milênio Degustado

Grand Vintage 2000 Moët & Chandon

Como a chegada do século novo que trouxe com ele uma explosão do esplendor de excitamento e de prazer O Moet & Chandon Grand Vintage 2000 o 67º desde o primeiro lançamento do vintage em 1842 sempre com presença vitalidade e confiança. O Vintage 2000







 



Perlagem finíssima, constante e elegante. Amarelo palha com reflexos dourados. Buquê muito interessante, com tudo o que um clássico champagne safrado tem que ter. Frutas secas presentes como nozes e amêndoas, contrastada por frutas como damasco, pêssego e laranja cristalizada. Boa complexidade, com toques de abacaxi grelhado. Tem ainda tons florais e minerais. Na boca, é cremosa,cheia e encorpada. Deliciosa presença na boca, boa intensidade e final muito longo. Um dos melhores vintages da Möet dos últimos anos. Tem estrutura para evoluir por mais cinco ou seis anos. Composição: 50% Chardonnay, 34% Pinot Noir e 16% Pinot Meunier. Ficou muito perto da prestige cuvée da Moët, o Dom Perignon 2000. 




Nota: 95 

Produtor: Moët & Chandon 


Região: Champagne 
País: França 
Tipo: Espumante 
Assemblage: 50% Chardonnay, 34% Pinot Noir e 16% Pinot Meunier 
Safra: 2000 
Degustado em: 25/01/2011
Evolução: Beber ou Guardar  
Importador: LVMH, 
Preço: R$ 285,00   na Importadora
Restaurante Chakras R$ 410,00 na carta

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Baco o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza.



Baco (em grego: Βάκχος, transl. Bákkhos; em latim: Bacchus) era um nome alternativo, e posteriormente adotado pelos romanos, do deus grego Dioniso, cujo mito é considerado ainda mais antigo por alguns estudiosos. Os romanos o adotaram, como muitas de suas divindades, estrangeiras à mitologia romana, e o assimilaram com o velho deus itálico Liber Pater. Algumas lendas mencionam que a cidade de Nysa, na Índia (atual Nagar) teria sido consagrada a ele.
É o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza. Príapo é um de seus companheiros favoritos (também é considerado seu filho, em algumas versões de seu mito). As festas em sua homenagem eram chamadas de bacanais - a percepção contemporânea de que tais eventos eram "bacanais" no sentido moderno do termo, ou seja, orgias, ainda é motivo de controvérsia.
A pantera, o cântaro, a vinha e um cacho de uvas. Outras associações que não eram feitas com Baco foram atribuídas a Dioniso, como o tirso que ele empunha ocasionalmente.

História

Sémele quando estava grávida exigiu a Júpiter que se apresentasse na sua presença em toda a glória, para que ela pudesse ver o verdadeiro aspecto do pai do seu filho. O deus ainda tentou dissuadi-la, mas em vão. Quando finalmente apareceu em todo o seu esplendor, Sémele, como mortal que era, não pôde suportar tal visão e caiu fulminada. Júpiter tomou então das cinzas o feto ainda no sexto mês e meteu-o dentro da barriga da sua própria perna, onde terminou a gestação.
Ao tornar-se adulto, Baco apaixona-se pela cultura da vinha e descobre a arte de extrair o suco da fruta. Porém, a inveja de Juno levou-a a torná-lo louco a vagar por várias partes da Terra. Quando passa pela Frígia, a deusa Cíbele cura-o e o instrui nos seus ritos religiosos. Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da vinha. Quis introduzir o seu culto na Grécia depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição por alguns príncipes receosos do alvoroço por ele causado.


Baco e Ariadne, por Agostino Carracci, séc. XVI

O rei Penteu proíbe os ritos do novo culto ao aproximar-se de Tebas, sua terra natal. Porém, quando Baco se aproxima, mulheres, crianças, velhos e jovens correm a dar-lhe boas vindas e participar de sua marcha triunfal. Penteu manda seus servos procurarem Baco e levá-lo até ele. Porém, estes só conseguem fazer prisioneiro um dos companheiros de Baco, que Penteu interroga querendo saber desses novos ritos. Este se apresenta como Acetes, um piloto, e conta que, certa vez velejando para Delos, ele e seus marinheiros tocaram na ilha de Dia e lá desembarcaram. Na manhã seguinte os marinheiros encontraram um jovem de aparencia delicada adormecido, que julgaram ser um filho de um rei, e que conseguiriam uma boa quantia em seu resgate. Observando-o, Acetes percebe algo superior aos mortais no jovem e pensa se tratar de alguma divindade e pede perdão a ele pelos maus tratos. Porém seus companheiros, cegados pela cobiça, levam-no a bordo mesmo com a oposição de Acetes. Os marinheiros mentem dizendo que levariam Baco (pois era realmente ele) onde ele quisesse estar, e Baco responde dizendo que Naxos era sua terra natal e que se eles o levassem a até lá seriam bem recompensados. Eles prometem fazer isso e dizem a Acetes para levar o menino a Naxos. Porém, quando ele começa a manobrar em direção a Naxos ouve sussurros e vê sinais de que deveria levá-lo ao Egito para ser vendido como escravo, e se recusa a participar do ato de baixeza.


Baco, de da Vinci

Baco percebe a trama, olha para o mar entristecido, e de repente a nau pára no meio do mar como se fincada em terra. Assustados, os homens impelem seus remos e soltam mais as velas, tudo em vão. O cheiro agradável de vinho se alastra por toda a nau e percebe-se que vinhas crescem, carregadas de frutos sob o mastro e por toda a extensão do casco do navio e ouve-se sons melodiosos de flauta. Baco aparece com uma coroa de folhas de parra empunhando uma lança enfeitada de hera. Formas ágeis de animais selvagens brincam em torno de sua figura. Os marinheiros levados à loucura começam a se atirar para fora do barco e ao atingir a água seus corpos se achatavam e terminavam numa cauda retorcida. Os outros começam a ganhar membros de peixes, suas bocas alargam-se e narinas dilatam, escamas revestem-lhes todo o corpo e ganham nadadeiras em lugar dos braços. Toda a tripulação fôra transformada e dos 20 homens só restava Acetes, trêmulo de medo. Baco, porém, pede para que nada receie e navegue em direção a Naxos, onde encontra Ariadne e a toma como esposa. Cansado de ouvir aquela historia, Penteu manda aprisionar Acetes. E enquanto eram preparados os instrumentos de execução, as portas da prisão se abrem sozinhas e caem as cadeias que prendiam os membros de Acetes. Não se dando por vencido, Penteu se dirige ao local do culto encontrando sua própria mãe cega pelo deus, que ao ver Penteu manda as suas irmãs atacarem-no, dizendo ser um javali, o maior monstro que anda pelos bosques. Elas avançam, e ignorando as súplicas e pedidos de desculpa, matam-no. Assim é estabelecido na Grécia o culto de Baco. Certa vez, seu mestre e pai de criação, Sileno, perdeu-se e dias depois quando Midas o levou de volta e disse tê-lo encontrado perdido, Baco concedeu-lhe um pedido. Embora entristecido por ele não ter escolhido algo melhor, deu a ele o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro. Depois, sendo ele uma divindade benévola, ouve as súplicas do mesmo para que tirasse dele esse poder.

Dossiê Malbec

"fonte enoleigos"


Malbec é uma das uvas mais famosas da atualidade, mas já existe há muito tempo e tem uma história interessante.
Esta a cepa tem sua origem no sudoeste da França, numa região conhecida como Cahors e era chamada de "Cot" ou "Auxerrois". Após sua enorme fama na Argentina, os franceses passaram a chamá-la de Malbec.
Fala-se que o nome Malbec teve origem a partir de um produtor húngaro chamado Malbeck, que levava as uvas e plantas desta cepa para vendê-las em Bordeaux.
Nessa época o vinho originado da uva Malbec era chamado de "Vinho preto de Cahors", isso graças a cor intensa que a uva dá aos seus vinhos. Fatos históricos dizem, que durante o reinado de Napoléon, Pedro o Grande curou-se de uma úlcera de estômago bebendo o tal "Vinho preto de Cahors". Muito contente com isso, ele ordenou que essa uva fosse levada e plantada na península de Crimea, junto com outras variedades como Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc. Essa é uma das inúmeras histórias relacionadas a essa cepa.
Cahors é a região onde existe o centro de produção mais antigo dessa cepa e possui uma lei específica para produção de vinhos originados dela, conhecida como a lei de Cahors AOC, (Apelação de Origem Controlada). Nesta apelação, as vinícolas devem utilizar uma quantidade mínima de 70% de Malbec e os outros 30% de Merlot ou Tannat.

A Malbec Argentina

Sem sombra de dúvida, a cada dia que passa, a Argentina elabora grandes vinhos dessa tão saborosa uva, a malbec. Originária da região de Cahors no sudoeste da França, onde até hoje se produz vinho dessa cepa, mas com características mais rústicas e com a legislação de corte mínimo de 70%, foi trazida para a América do Sul, em meados do século XIX, e se adaptou perfeitamente aos solos mendoncinos e posteriormente por toda Argentina.
Após mais de 150 anos de existência na Argentina e com propostas diferentes de plantio, com baixos rendimentos por hectare, podemos notar que os vinhos provenientes dessa uva encantam por serem sempre muito macios e sedosos, com muita personalidade, boa complexidade (fruta – pimenta), além de terem força para suportar alguns anos de garrafa em guarda, para evoluírem.
É atualmente a principal uva do país e símbolo emblemático, responsável pelo crescimento da vitivinicultura por toda extensão nacional, além de representar muito bem o país por onde passa, como, por exemplo, ao redor do mundo em exposições. Prova disso é o mercado inglês, que se rendeu a essa uva e hoje é um dos principais investidores e consumidores no mundo da malbec.
Os vinhos da Malbec na Argentina vem também recebendo pontuações altíssimas pelos grandes críticos mundiais como a Wine Advocate, de Robert Parker, e a Wine Spectator, dentre outras. É cada vez mais comum ver vinhos produzidos com a Malbec nas listas TOP destes veículos.

Características

Seus vinhos costumam apresentar aromas de ameixa, cereja em compota e notas florais e, além do perfume, são densos e escuros. Com taninos menos potentes que os da Cabernet Sauvignon e Syrah, por exemplo, a uva tem boa acidez e pode ganhar complexidade se amadurecida em carvalho. Apesar de os melhores vinhos apresentarem potencial de envelhecimento por vários anos, o ponto ideal de consumo fica entre o segundo e o quinto ano de colheita.
Como destacado também sobre as outras uvas, a Malbec tem características distintas de país para país onde é cultivada:
Na Argentina, a Malbec tem a maior superfície entre as uvas finas tintas, ultrapassando a clássica Cabernet Sauvignon. Os vários Terroirs argentinos oferecem vários estilos e as principais áreas produtoras são Mendonza, Salta, San Juan e Patagônia. Em Mendonza, o vinho é estruturado e pleno, com sabor vivo e taninos maduros. Salta e San Juan originam vinhos de bom corpo, porém menos estruturados que os mendoncinos. Da região da Patagônia têm origem os vinhos mais moderados, de aromas condimentados, notas florais e de pimenta seca, embora o aroma de fruta madura seja o que mais se sobressai.
Na região Francesa de Cahors é denominada Cot. Os vinhos da região são encorpados e densos, com amadurecimento obrigatório em madeira. Com bom potencial de envelhecimento, podem evoluir por mais de 15 anos em garrafa.
No Chile, onde muitos acreditam não haver o cultivo da uva Malbec, ela origina vinhos mais encorpados, ácidos e taninosos que os argentinos. Os vinhos são geralmente loteados com Cabernet Sauvignon, Carménère ou Syrah.

As condições de clima e solo ideais para o cultivo da Malbec

O clima desértico continental da Argentina, com seus solos secos e pobres, suas intensas horas de sol, baixa umidade, terras de elevada altitude contribuíram para a fama da Malbec por lá, pois só nessas condições a uva atinge seu ápice. Em lugares com influência marítima como Chile e Califórnia podem até atrapalhar o desenvolvimento dessa cepa, porém cultivam bons exemplares.
Desde 2005, o Governo Nacional da Argentina aprovou a lei que cria a primeira Denominação de Origem Controlada da América do Sul para essa uva, trata-se do Lujan de Cuyo DOC (Denominação de Origem Controlada), com mais de 6,000 Has de Malbec. Essa iniciativa que já tinha sido criada em 1999, por algumas vinícolas famosas da Argentina, tais como Nieto Senetiner e Luigi Bosca.
Por essas e muitas outras, a Malbec se tornou a uva emblemática da Argentina, a uva mais plantada, valorizada e exportada do país, para todo o mundo.

Nomes e Variações da Malbec

Cot, Malbec, Malbeck, Auxerrois, Caours, Pressac, Luckens, Etranger, Grappe rouge, Noir Doux, Teinturier, Quercy, Pied rouge, Pied de perdrix, Pied noir, Gourdoux, Quillot, Jacobin, Cahors, Grifforin, Côte rouge, Plant du Roy, Beran, Beraou, Bérau, Bourguignon noir, Calarin, Calavu, Chalosse petite noire, Noir de Pressac, Nègre, Préchac, Préchat, Lutkens, Estrangey, Nègre doux, Balouzat, Parde, Teinturin, Doux same, Mourame, Moustère, Etaulier, Romieu, Cruchinet, Pied rouget, Oeil de perdrix,
Pied doux, Gourdaux, Fin Auxerrois, Périgord, plant houdée, Couissé, Prunelard musqué, Lou Salbaïre (Le Sauveur).