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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Revista norte-americana elege o vinho do Tejo ‘Ikon Chardonnay / Trincadeira das Pratas Branco 2008’ 6º melhor do mundo e o melhor de Portugal


 A revista norte-americana 'WINE ENTHUSIAST' elegeu o vinho do Tejo ‘Ikon Chardonnay / Trincadeira das Pratas Branco 2008’, produzido pela Fiúza & Bright, o 6º melhor do mundo e o melhor entre os vinhos portugueses no ano 2011.



A prestigiada revista norte-americana anunciou recentemente o ranking dos 100 vinhos mais 'especiais' de 2011, ou seja, néctares que, apesar de não serem de consumo corrente, deveriam ser bebidos com mais frequência.


José Pinto Gaspar, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo), realça o facto de se tratar de um vinho branco e, sobretudo, mostra-se orgulhoso pela particularidade das castas que o compõem.



“O resultado conseguido com a junção de uma casta internacional com a casta nacional Trincadeira das Pratas, específica da região Tejo e já pouco comum, mostra que uma casta nacional e típica de uma região pode originar vinhos de excelência, reconhecidos em qualquer parte do mundo”, reforça.



Entre os seis vinhos portugueses presentes no ranking da ‘Enthusiast 100’, figura ainda um outro vinho produzido na região do Tejo – o ‘Padre Pedro Reserva Tinto 2007’, da Casa Cadaval.



A Região do Tejo foi a única em Portugal a classificar dois vinhos entre os 100 melhores.



Para apurar os 100 vinhos que integram esta restrita lista, o painel de jurados da WINE ENTHUSIAST considerou diversos factores, como o preço, a suavidade e singularidade, as origens do vinho e as castas e estilos, tendo provado, ao longo do último ano, uma selecção de 16 mil vinhos.



“Os prémios e distinções de âmbito mundial para os vinhos do Tejo são já uma imagem de marca da região nos últimos anos, o que reflecte a enorme qualidade do trabalho que os produtores da região têm feito e o reconhecimento que os nossos vinhos têm merecido por parte da crítica e consumidores”, acrescenta José Pinto Gaspar.



Recorde-se que, também recentemente, aquela revista americana havia já destacado os vinhos do Tejo ‘Azul Portugal Tinto 2008’ e ‘Marquesa de Cadaval Tinto 2007’, escolhidos para figurar no top 100 dos néctares que considera serem as “melhores compras” e “melhores vinhos de guarda” de 2011, respectivamente.



Com um universo de cerca de 680 mil leitores, a WINE ENTHUSIAST Magazine aborda as editorias de vinhos, bebidas espirituosas, gastronomia, viagens e lazer.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vinho Ecológico uma ideia verde





ISABEL MARTÍNEZ PITA
A globalização que tudo unifica também chegou ao mundo do vinho. O uso de uma infinidade de produtos químicos sintéticos fez com que vinhos procedentes de diversos países e continentes tenham o mesmo aroma, cor e textura.
Para o enólogo e viticultor Francisco Cambronero, proprietário das adegas Vinos Cambronero S. L., quando alguém come uma fruta ecológica, se dá conta de que ela tem um sabor mais natural. "Se não utilizarmos agrotóxicos para cultivar uvas, obteremos frutas de melhor qualidade, que dará um vinho com sabores mais autênticos."
É o que Cambronero chamou "o sabor da terra", que se consegue manter com o uso de adubos naturais, alguns orgânicos produzidos por animais que se criam também de forma ecológica, assim como fermentos que tenham sua origem na mesma região.
Um vinho para cada terra e clima
Em sua opinião, o vinho resulta da peculiar simbiose que se estabelece entre a terra e o clima do determinado local onde é elaborado. Essas duas condições são as que fornecem a cada bebida as qualidades específicas que as diferencia, e que são tão apreciadas por seus admiradores.
"Não podemos mudar o clima, mas se mantivermos as condições do terreno de maneira artificial, com água e adubos, faremos com que os vinhos sejam menos originais e haja poucas diferenças entre um e outro. Cada solo tem uma composição distinta, assim como o clima. Dessa forma, o terreno perde as características particulares", destacou o viticultor.
A normativa da Sociedade Espanhola de Agricultura Ecológica determinou que a produção de vinho ecológico deve diferir da produção de vinho convencional em vários aspectos tanto no cultivo da uva como na posterior elaboração do vinho.
Em primeiro lugar, a produção ecológica proíbe o uso de agrotóxicos e adubos de origem química de síntese. Em seu lugar, para se adequar às normas estabelecidas, apresentam-se as práticas alternativas baseadas na fertilização com materiais de origem orgânica, como a compostagem, os adubos verdes e os resíduos de colheitas. A vantagem é que outros agricultores podem aproveitar o restante das produções originais.
"A novidade é o não ecológico"
Embora o ecológico esteja na moda, devido a uma maior conscientização quanto aos problemas ambientais do planeta, o vinho ecológico não é nenhuma novidade. "Eu sempre digo que é o método que meu avô tinha de cultivar. Há muita gente que, quando se fala de agricultura ecológica, acha que se está falando de uma coisa nova. Mas, na realidade, a novidade é o não ecológico", ressaltou Cambronero.
Além dos prejuízos causados pelos produtos químicos nas características dos vinhos tão apreciadas tradicionalmente, existem outros mais graves que afetam a saúde dos seres humanos.
Francisco Cambronero, que possui uma adega familiar no município de Fuentealbilla (leste da Espanha) produtora de vinhos ecológicos, explicou: "nós não utilizamos produtos orgânicos de síntese porque, por não serem naturais, não sabemos os efeitos que eles têm a longo prazo sobre a saúde".
"Muitas vezes o aumento de câncer, alergias ou outras doenças podem ser associadas a esses produtos. Mas essas relações são muito difíceis de ser estudadas por causa das altas quantidades de produtos químicos que utilizamos na elaboração dos alimentos que consumimos que se relacionam uns com os outros", explicou o enólogo.
O uso de agrotóxicos também contribui para contaminar a natureza, a ponto de danificar seriamente águas e terras, impedindo-as de serem usadas pelas gerações futuras.
"Se utilizamos agrotóxicos, estamos contaminando o terreno, e uma contaminação deste tipo pode permanecer por milhares de anos. Temos de pensar no que deixamos para as gerações posteriores. Há muita água que já não pode ser bebida devido ao nível de nitritos que contém decorrente dos adubos utilizados, motivo pelo qual o uso destes começa a ser proibidos em algumas regiões", acrescentou.

Vinho sem álcool
Mas as maneiras de se conseguir um bom vinho não se resumem à melhora da qualidade com uvas bem cuidadas e um processo ecológico e natural de elaboração delas em vinho. Também surgiram empresas que se dedicam a fabricar vinhos sem álcool.
Ramón Bodenlle, biólogo e produtor de vinhos sem álcool das Adegas Élivo, conta como começou a aventura de introduzir vinhos sem álcool no mercado, uma peculiaridade ainda estranha para os bebedores frequentes.
"Nós estávamos trabalhando em uma pesquisa que relacionava os efeitos do vinho ao álcool na saúde humana. Os principais recaíam sobre o sistema cardiovascular. O consumo frequente pode provocar uma redução das plaquetas e também um aumento da dilatação das artérias. Em consequência, pode aumentar o risco de infartos de miocárdio e doenças relacionadas à formação de trombos", ressaltou Bodenlle.
Ele e sua equipe de pesquisadores pensaram que era o momento de criar um vinho que não causasse problemas, nem legais nem salubres, mas que mantivesse as características olfativas e gustativas.
"Não tínhamos nenhuma ideia de mercado", reconheceu o biólogo. "Por isso, fizemos uma primeira prospecção com mostras do produto. Vimos que a ideia despertava interesse e que o produto podia ter boa recepção, por isso começamos a desenvolver a tecnologia. Primeiro com uma equipe pequena, que agora já se transformou em outra que pode chegar a produzir 12 milhões de litros de vinho sem álcool por ano."
A técnica de processamento começa por buscar os vinhos que melhor se adaptam a este método, para transportá-los de seu lugar de origem à fábrica de retirada de álcool. "O processo consiste em aumentar a pressão e a temperatura até 36 graus centígrados, com o que se consegue que o vinho passe à fase de vapor. Uma vez conseguida esta fase, extrai-se o vapor de álcool, resultando num vinho sem álcool", concluiu Ramón Bodenlle.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Oliva Cobrançosa e um de seus magníficos Azeites



Há um percurso paralelo entre o azeite e o vinho desde há milénios, que se mantém na época moderna. Portugal foi nos anos 50 e 60 do século passado autossuficiente em azeite, quando o consumo anual per capita era de dez litros; nas décadas seguintes, graças aos conselhos médicos que à época reprovavam o uso do azeite e à má qualidade do mesmo, então vendido a granel, o consumo anual baixou para três litros per capita com o consequente decréscimo acentuado da sua produção. Portugal passou, por isso, a importar azeite como ainda hoje acontece. Mas, refere agora o professor José Baptista Gouveia (in "enovitis, olevitis" de 10 de março de 2011), a situação alterou-se nesta primeira década do séc. XXI com o crescimento significativo da área de olival no nosso país, que nos levará em breve a recuperar a autossuficiência perdida. Para este especialista, a melhoria de qualidade dos azeites portugueses foi determinante ao lembrar: "O azeite é em tudo idêntico ao vinho, desde o campo até à comercialização. A diferença está no atraso.
Aquilo que tínhamos no vinho (em Portugal) há 20 anos só agora começamos a ter no azeite." Dito de outro modo, o olival tal como a vinha, é hoje mais cuidado; a apanha da azeitona, tal como a das uvas, é determinada pela sua maturação e de imediato levada para o lagar; e, não menos importante, a comercialização do produto é feita em embalagem adequada, procedimentos recentes dos oliviticultores. Assim, desde o olival ao prato do consumidor, tudo é executado com rigor técnico para garantir o máximo de qualidade.
José Baptista Gouveia é um entusiasta e defensor da variedade Cobrançosa pelas suas vantagens no cultivo e por dar azeite de "muito boa qualidade" como confirmamos em prova e consumo caseiros.
Cortes de Cima Azeite Virgem Extra *****
É um azeite alentejano da Vidigueira elaborado a partir de uma única variedade de azeitona, a Cobrançosa. Está à venda a última safra de novembro de 2010, engarrafada em fevereiro de 2011 e válida até dezembro de 2013. Apresenta-se-nos de cor amarela-esverdeada, com uma ampla riqueza aromática a azeitona fresca, que surge com sabor frutado a maçã verde, ligeiramente picante e suave.
Um excelente azeite comercializado em garrafas de 500 ml. A acidez máxima é de 0,1%, embora José Gouveia considere este factor pouco significante para a apreciação dos azeites.

sommelier e gourmet Indica: para carnes brancas como aves e ate mesmo suinás,peixes de aguá doce até mesmo os mais gordos (tambaqui e pintado) ou massas leves sem muitos condimentos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Beber vinho moderadamente emagrece mesmo ?






Segundo o jornal Daily Mail, uma taça de vinho diária pode impedir que as pessoas engordem, e até mesmo pode ajudar a emagrecer, dizem cientistas.

O álcool sempre foi visto como algo que engorda, devido ao seu alto teor de açúcar, mas novas pesquisas sugerem que uma taça ao dia pode fazer parte de qualquer dieta.

Observando estudos anteriores eles descobriram que, enquanto quem bebe exageradamente engorda, aqueles que bebem com moderação podem perder peso.

Uma porta-voz do grupo de pesquisa na Universidade de Navarro, Espanha, disse: "Consumo leve a moderado de álcool, especialmente de vinho, é mais propenso a proteger contra, ao invés de promover, o ganho de peso. Como associações positivas entre álcool e ganho de peso foram descobertas principalmente em estudos com dados sobre níveis maiores de consumo, é possível que um efeito de ganho de peso ou adiposidade abdominal podem só ocorrer com aqueles que bebem sem moderação".

Eles adicionaram que o tipo de bebida alcoólica pode ter um papel importante em modificar os efeitos do consumo de álcool, como efeitos mais favoráveis geralmente notados entre os que bebem vinho.

O Fórum Científico Internacional de Pesquisa em Álcool reviu as descobertas e concordou com a maioria das conclusões, particularmente que os dados atuais não indicam claramente se o consumo moderado aumenta o peso.