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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Qual é a diferença entre o cristal e o vidro?



Antes de mais nada, é preciso evitar confusão entre o chamado vidro cristal material utilizado para a fabricação de lustres, taças e copos mais refinados e o cristal propriamente dito, aquele tipo de mineral encontrado na natureza que abrange tanto o diamante quanto o quartzo. O vidro cristal e o vidro comum têm uma estrutura molecular de desenho praticamente idêntico: a diferença está nos elementos químicos que compõem essa estrutura, afirma Oscar Peitl Filho, professor de engenharia de materiais da Universidade Federal de São Carlos. Também conhecido como vidro de cal-soda ou soda-cal, o vidro comum é feito de areia (sílica), soda (óxido de sódio), cal (óxido de cálcio) e óxido de alumínio. Já na composição do vidro cristal entram apenas a sílica e o óxido do chumbo, substância que dá mais brilho e maior peso ao produto.
taças de vidro,pesadas,mas resistentes aos mais loucos brindes ideal para Buffet e festas onde requerem loca las.

Elegantes leves e muito confortáveis,ao brinde proporciona  finess e  um som inconfundível.



1 - A estrutura molecular de ambos os materiais tem o mesmo desenho

2 - O principal componente dos dois é a areia, ou sílica (SiO2). Os outros ingredientes é que variam.

3 - O vidro comum combina a sílica com óxido de sódio (Na2O), óxido de cálcio (CaO) e óxido de alumínio (Al2O3),

4 - O cristal acresce à sílica apenas o óxido de chumbo (Pb2O3)



Que tal um Bom Nacional da Serra do Sudeste,não conhece? confira



Área conhecida como Serra do Sudeste atrai empresas tradicionais

Atrás de espaço e clima favorável para a produção de uvas viníferas, tradicionais famílias e empresas dedicadas à elaboração de vinhos deixaram Bento Gonçalves e municípios da serra do Rio Grande do Sul para resgatar o potencial da região conhecida como Serra do Sudeste, na Metade Sul do Estado, e transformá-la em um dos polos mais promissores da vitivinicultura no país.

  No relevo de leves ondulações do município de Encruzilhada do Sul, cantinas de grife da serra gaúcha como Casa Valduga, Lidio Carraro e Chandon começaram no início dos anos 2000 a implantação de vinhedos que hoje dão origem a vinhos internacionalmente premiados e chegam a custar mais de R$ 200 a garrafa.

— A região tem boa ventilação e insolação, o que contribui para a maturação das uvas e é importante para a qualidade do vinho — diz Carlos Paviani, diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

Beneficiadas pela combinação de solo arenoso e um microclima de inverno rigoroso, verão de dias quentes, noites frescas e poucas chuvas, o terroir da Serra do Sudeste trouxe surpresas agradáveis desde a primeira vindima, em 2004, quando os vitivinicultores pioneiros chegaram a obter vinhos com teor de álcool superior a 15%, o que à época levou até a comparações com as vinificações da famosa região do Vale do Napa, na Califórnia.

As experiências são exitosas tanto em variedades tradicionais, como carbernet sauvignon e chardonnay, quanto em castas novas no Estado, como a francesa arinarnoa e a portuguesa touriga nacional. A partir dos resultados das primeiras safras, até mesmo vinícolas gaúchas que não têm vinhedos na Serra do Sudeste correram para adquirir uvas de uma região agora redescoberta.

— Nós acertamos. Os últimos anos foram memoráveis, e esta safra vai ser excepcional — entusiasma-se Juarez Valduga, diretor presidente da Casa Valduga, referindo-se ao verão seco até agora.

Apesar de Encruzilhada ser hoje a face mais visível e recente da vitivinicultura na Serra do Sudeste, outro         município da região foi um dos pioneiros na Metade Sul. Em 1976, a extinta Companhia Vinícola Riograndense, então dona da marca Granja União, começou a formar em Pinheiro Machado o Vinhedos San Felicio, hoje da Terrasul, de Flores da Cunha, que ao lado da Almadén, em Santana do Livramento, na Campanha, tem as áreas mais antigas em produção no sul gaúcho. Ambas nasceram com o potencial revelado pelo zoneamento agroclimático para a cultura desenvolvido no início da década de 1970 pelo governo gaúcho.

Com o impulso que a atividade ganhou na região, no final de janeiro nove produtores de uvas finas – sendo três vinícolas – de Pinheiro Machado, Piratini e Pedras Altas se uniram para formar a Associação dos Vitivinicultores do Extremo Sul (Vitisul).

— O objetivo é buscar um produto com indicação geográfica — adianta Rossano Lazzarotto, presidente da entidade.

Serra do Sudeste

A Região

A Serra do Sudeste fica próxima ao extremo sul do Rio Grande do Sul, entre as cidades de Pinheiro Machado e Encruzilhada do Sul, caracterizando-se pela conformação serrana ondulada e altitudes medianas. Nessa região as temperaturas médias mais baixas e menor pluviosidade criam boas condições para uma vinicultura de qualidade.

Sub-Regiões

A região Serra do Sudeste possui a sub-região Pinheiro Machado
Consulte a relação de vinícolas nas sub-regiões da Serra do Sudeste
Mapa das regiões vinícolas do Rio Grande do Sul
Mapa das regiões vinícolas do Rio Grande do Sul
Informações sobre a Região
Região:Serra do Sudeste - RS
Site:
Latitude:30º
Altitude:de 500 a 600 m
Topografia:Serrana
Clima:Temperado
Chuvas:1.100 mm
Temperaturas:
Solos:Granítico
Mapa da Serra do Sudeste e Campanha Gaúcha
Mapa da Serra do Sudeste e Campanha Gaúcha
Dados de Produção da Região
Região:Serra do Sudeste
Variedades Tintas:Barbera, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Periquita, Teroldego, Marselán, Pinot Noir, Ancelota, Malbec, Touriga Nacional, Gamay, Arinarnoa, Alicante Bouschet
Variedades Brancas:Chardonnay, Gewürztraminer, Malvasia de Cândia, Sauvignon Blanc, Riesling

Os Vinhos Orgânicos no Momento.


Membro do Instituto Sommelier em Milão, na Itália Marcello Celentano fala sobre vinho orgânico e explica todo o seu princípio desde como ocorre sua produção. por Marcello Celentano

A agricultura orgânica aplicada nos vinhedos é um setor bastante próspero e uma realidade atual. Alguns países da Europa, como por exemplo, a Itália (a maior produtora de vinho do mundo) conta atualmente com 5,8% de sua área agrícola destinada aos vinhedos cultivados utilizando este método (sobretudo no Veneto e na Sicília), o que equivale a 60.000 hectares de vinhedos orgânicos cultivados (dados da BIOMONITOR ITÁLIA – 2003).
Nomes famosos como o Barone PIZZINI já contam com um grande reconhecimento mundial, inclusive os 5 Oscares consecutivos na categoria melhor preço-qualidade da revista "Gambero Rosso". E como não lembrar da renomada cantina PERLAGE com os seus 90 hectares de terra de produção orgânica e única produtora do famoso Prosecco orgânico Brut D.O.C. da região de Valdobbiadene.
Hoje, 4% da produção mundial é de vinho orgânico, inclusive no novo mundo - a Argentina, com produtores como Norton e família Zuccardi, o Chile, em bodegas como a Viña Carmen e o Brasil com Juan Carrau, que em 1997 lançou o primeiro vinho orgânico do Brasil.
Mas, afinal, o que é um vinho orgânico? Pode ser definido como o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar, de forma equilibrada, o solo e demais recursos naturais (água, vegetais, animais, insetos) conservando-os em longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.
A viticultura orgânica é a aplicação destes princípios aos vinhedos, ou seja, o viticultor manejará todo um ecossistema onde a vinha é a planta predominante. Qualquer alteração em um dos elementos desse ciclo afetará todos os demais.
Naturalmente os pesticidas, herbicidas e adubos químicos também são proibidos já que acabam entrando nas vinhas através da raiz. Isso também impede o esgotamento do solo. Todo o material aplicado é de origem orgânica, de preferência reutilizando materiais encontrados ao redor da região de cultivo, do mesmo ambiente.
A exemplo de utilização destes princípios, podemos citar a vinícola PERLAGE, na Itália, que conta a seu favor mais de um século de tradição. E' certificada pela Comunidade Européia e precursora (desde 1981) na produção de vinhos orgânicos. Produz o único prosecco de Valdobbiadene orgânico no mundo.
Recentemente ganhou uma menção honrosa da comunidade européia por ter contribuído ao retorno de um passarinho em via de extinção, o Papa-figos (nome italiano: Rigogolo). E' inclusive o pássaro símbolo da Perlage e que colabora, combatendo pragas, para um processo de produção vinícola orgânico e isento de agrotóxicos.

Conheça os vinhos orgânicos da cantina PERLAGE:

Chardonnay Del Veneto I.G.T. - 7Nardi 
Pinot Grigio Del Veneto I.G.T. - 7Nardi 
Merlot Piave D.O.C - 7Nardi 
Cabernet Del Veneto I.G.T. - 7Nardi 
Marche Sangiovese I.G.T. - 7Nardi 
Prosecco di Valdobbiadene Riva Moretta D.O.C. - 7Nardi 
Prosecco di Valdobbiadene Brut D.O.C - 7Nardi
Marcello Celentano é sommelier de segundo nível e membro do Instituto Italiano Sommelier em Milão, na Itália. Atualmente desenvolve suas atividades através de sua importadora Marimpex e da Boutique Perlage Vinho e Aromas, em Alphaville. 
Site: www.vinhosearomas.com.br 
marcelo@marimpex.com.br
Curiosidades
Consumo de vinhos
O consumo mundial de vinho orgânico sextuplicou em três anos.
Como surgiu
Nos anos 60, na Califórnia, com os vinicultores naturalistas.
Quanto se produz 
4% da produção mundial é de vinho orgânico.
A diferença do orgânico 
Não usam inseticidas químicos e não tentam empregar conservantes.
Único produtor de Prosecco 
O único produtor de prosecco orgânico do mundo é a cantina PERLAGE na Itália.
Vinho de qualidade 
Na Borgonha, família Villaine, que produz o Romanée-Conti, produz um dos vinhos orgânicos mais caros do mundo, com preço de até US$ 20 mil a garrafa.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Importadoras reduzem em até 70% o preço de vinhos



Os primeiros meses do ano se tornaram a época propícia para renovar a adega. Nesse período, boa parte das lojas de importadoras oferece descontos em seus rótulos. VEJA SÃO PAULO selecionou garrafas de quatro endereços em três faixas de preço: até 50 reais, até 100 reais e até 150 reais.
Dentro dessas categorias, há exemplares atraentes como o Felino Cabernet Sauvignon 2007, produzido pela vinícola argentina Viña Cobos e pontuado com nota 91 pelo crítico americano Robert Parker. O tinto baixou de 70 para 59 reais na Grand Cru, dos Jardins. Na loja, outros vinhos que não serão mais representados pela empresa estão 40% mais baratos até o fim do estoque. Entre os exemplos se encontra o Anwilka 2006. O tinto feito na África do Sul a partir das uvas cabernet sauvignon, shiraz e merlot foi de 220 para 132 reais.
Na Enoteca Fasano, no Itaim, as reduções em 44 rótulos chegam a 40% e permanecem até 2 de abril. Um dos destaques é o Clos Canos Tradition 2004, tinto de Corbières, região no sul da França. Passou de 98 para 58,80 reais. Abaixo dos 50 reais aparece o italiano Campo Antico 2006, composição das cepas brancas chardonnay e grechetto, a 45 reais.
Também no Itaim, a Expand, no Empório Santa Maria, remarcou o chileno Palo Alto 2009, um cabernet sauvignon bem simples, de 34,80 para 24,40 reais. Há opções com descontos de até 70%. Especializada em garrafas francesas, a Le Tire-Bouchon, em Santa Cecília, trabalha com preços especiais para brancos e rosés até o Carnaval ou enquanto durar o estoque. O Mas de Cadenet Arbaude Côtes de Provence Rosé 2009, por exemplo, está a 47,50 reais, contra os 57 reais pedidos até o mês passado.
Ao fazer as compras, entretanto, é preciso tomar alguns cuidados. “Fuja de safras muito antigas, especialmente no caso de brancos e rosés”, diz Tiago Locatelli, premiado sommelier do ano pela edição especial “Comer & Beber” de 2010 e titular da churrascaria Varanda. Essa regra vale inclusive para espumantes, que não têm o ano estampado no rótulo.
O especialista recomenda ficar atento aos tintos mais em conta, que, em geral, devem ser consumidos ainda jovens. Outra dica importante é verificar, com a garrafa em pé, a distância entre o vinho e a rolha. “Se o espaço entre os dois for muito grande, esqueça, porque é problema na certa”, alerta Locatelli.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cientista fala sobre benefício do vinho para o cérebro

O investigador Sylvain Doré, da Universidade americana Johns Hopkins, profere sexta-feira no Porto uma conferência sobre o mecanismo pelo qual o consumo de vinho tinto pode reduzir os danos no cérebro após um acidente vascular cerebral.


O cientista irá abordar, no segundo dia do Congresso Português do AVC, que hoje começou, no Porto, as experiências laboratoriais da sua equipa com ratos alimentados com uma pequena dose de resveratrol, um composto encontrado nas cascas e sementes das uvas vermelhas.
Os investigadores descobriram que os animais que tinham ingerido preventivamente o resveratrol sofreram danos cerebrais significativamente menores do que os que não tinham recebido a substância.
Diário Digital / Lusa