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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Beaune 1° Cru mineral e elétrico.

 Por Luiz Horta ,paladar

(1) O 99 estava no auge, muito fino, nariz bem cítrico; na boca, é longo, encorpado e com acidez e mineralidade encantadoras, discreto toque amargo no final, belo vinho bem evoluído. (2) O 01 foi um dos favoritos, nariz fechado e bem sério, muito mineral na boca, ótima acidez, equilíbrio impecável, uma verdadeira aula de vinho branco. (3) O 02, pouco eloquente, um pouco quente, toque de brioche no nariz, talvez da madeira ou das uvas mais maduras. O mais ácido de todos, tendendo discretamente ao desequilíbrio. O que menos me encantou. (4) O 03 é fechado no nariz, na boca tem menos expressão, talvez precise de mais tempo para se mostrar por inteiro, é muito balanceado, boa acidez, fino no corpo e de bom persistência no paladar. (5) O 04 tem fantástico toque marinho e mineral no nariz. Na boca, não desaponta a impressão olfativa; é muito mineral, com importante acidez, muito equilibrado. Belo vinho. (6) Curioso toque de caramelo em aromas predominantemente cítricos. Ainda com traços de madeira para serem integrados. Ótimo vinho para guardar.
Se existe algo difícil, é encontrar um bom vinho da Borgonha a preços pagáveis. Infelizmente, esta região tão querida pelos enófilos do mundo todo produz rótulos espetaculares, com preços ajustados a tal excelência.
Por isso foi duplamente delicioso fazer a vertical das seis safras do Beaune 1ére Cru Les Coucherias de Jean Claude Rateau. Os vinhos, alguns deles, tinham aquela eletricidade que raramente aparece na boca. Sensação tátil que senti uma única vez tomando um Montrachet do Domaine de la Romanée-Conti.
O Montrachet vale um parágrafo, sobre algo de que sempre lembro quando provo um Borgonha branco: uma anedota acontecida com o crítico Saul Galvão, que tanta falta faz. Depois do almoço, anos atrás, em que Monsieur Aubert de Villaine apresentara todos os seus vinhos do DRC, peguei uma carona com Saul. Fomos conversando animadamente, e eu, burramente, ousei um "achei o Montrachet fascinante, mas tão intenso, tão cheio de nuances, que não gostaria de beber um vinho assim todo dia". Saul parou o carro, olhou para mim com cara desafiadora e lascou: "Eu beberia!". Rimos.
O caso é que estes Rateau possuem algo em comum com o grande branco, a mesma acidez vivaz que faz a boca salivar e dá a impressão de pequenos choques na língua. Jean Claude Rateau é um exigente produtor biodinamista que seguiu a tradição familiar quando herdou dois hectares em 1979. Hoje tem 15 pequenas parcelas em 12 diferentes terroirs.

Guloseimas,mastigando vinho


Luiz Horta

 
 
 T.H. Sauvignon 09Undurraga
Bom exemplar de Sauvignon Blanc chileno, cheio de tipicidade (Mr. Man, tel. 3030-7100)
Faz parte do jargão dos degustadores de vinho (e dos wine geeks também) citar uma lista de aromas e 
 
 
  T.H. Pinot Noir 09UndurragaPinot de Novo Mundo, exuberante de frutas e acidez média (Mr. Man, tel. 3030-7100)
sabores
 frutados, como morangos, framboesas, limões e abacaxis. Foi por isso que uma empresa americana, a Jelly Bean Wine Bar , ligada à revista eletrônica de vinhos Wine X Magazine, resolveu investir na sua linha de vinífera. Não se tratam de balinhas de vinho, mas da desconstrução dos sabores primários (aqueles que são sentidos de cara) das uvas mais comuns. O editor e produtor John Thomas explica, na entrevista abaixo, o propósito da linha de balas viníferas.
O Paladar provou dois kits, o de vinhos brancos e o de tintos. Primeiro, montamos a Sauvignon Blanc (duas "doses" de manga, limão, grapefruit rosa, tangerina, pêssego e pera). A regra é colocar todas as balinhas juntas na boca, nesta proporção.
Depois de umas mastigadas, a massinha ficou mesmo com traços de Sauvignon Blanc, com um toque verdoso e aquele típico cat piss in a gooseberry bush característico. Foi inacreditável, diante do ceticismo inicial, constatar que é possível simular um gosto tão complicado quanto o dos vinhos por meio de confeitos coloridos em formato de feijões.
Partimos para um desafio maior, a Riesling da Alsácia (duas "doses" de pêssego, limão, maçã verde, melão cantalupe, grapefruit rosa e pétalas de rosa). Lida a fórmula, já deu para perceber que não ia dar certo. Pêssego é coisa de Riesling austríaco, não alsaciano. E pétalas de rosa? Traço de Gewurztraminer. Mastigadas todas juntas, deu errado. Não era bom nem parecia a bebida.
Passamos aos tintos. Nesta altura, os participantes já se divertiam com a transgressão impossível na infância: encher a boca de balas, sem culpa e sem limite.
Dos três tintos, dois foram bem, a Malbec (groselha, framboesa, cereja, ameixa e pimenta-do-reino) foi um sucesso. O caldinho resultou bem parecido com um malbecão cheio de fruta madura, com o surpreendente toque de pimenta, eleita a melhor bala individualmente, como comer pimenta recém-moída. O Pinot Noir (duas de cereja, morango, ameixa, grapefruit rosa, pétala de rosa e pimenta) é gostosinho, sem muita personalidade. O fracasso da vez foi a Sangiovese (duas de framboesa, duas de morango, cereja e amora-silvestre). Faltou a acidez que torna essa uva tão gostosa.
Mas a brincadeira não parou aí. Afinal balinhas são uma boa diversão. O teste final era compará-las com a coisa real: vinhos. Escolhemos um bom Sauvignon Blanc chileno, cheio de tipicidade do Novo Mundo, mas contido, com bons toques de grama cortada, cassis e algo de frutas tropicais no nariz. E na boca, seco, elegante e com ótimo equilíbrio e acidez. A coleção de balinhas foi um fiasco. Não deu para a saída, o que se repetiu diante de um Pinot Noir do mesmo produtor, o TH Undurraga, bem frutado e intenso, que ficou muito superior à sua versão em jelly beans. Acrescentamos acidez, com duas balas de maçã verde, nada.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Cachaça 30 luas altamente recomendada,second me.





No sábado passado tive a visita de um primo meu de Londrina, e o cara é mais de destilados que de vinho fui no embalo e abri uma cachaça que tinha aqui em casa a uns 6 meses de tão bonita a garrafa estava guardando a danada mas acabei que não resisti as provocações abri, gente foi nos shots e acabamos com a garrafa em três pessoas em menos de 1 hora,uma cachaça que realmente expressa o que é uma seda no paladar,com forte aroma de doce de banana,garapa,canela e muito mel,na boca macia sem ardor,muito doce de banana e final longo de doce de abacaxi.
uma cachaça muito boa mesmo foi sem nada disso ai da descrição abaixo e apesar da ficha técnica que peguei na net dela não a tomaria com charuto de jeito nenhum apesar dela resistir sim firme e forte mas com todos estes sabores,muitos estariam perdidos com um forte charuto.





preço médio que encontrei na net é de uns R$ 80,00

O envelhecimento por 30 meses em barris de carvalho deixa a cachaça com paladar macio, redondo e com buquê inesquecível. Deve ser consumida pura, em cálices de cristal. Ótima como cachaça de “meditação”, acompanhando um bom charuto.

ProChile é Amanhã


Estarei la amanhã e depois posto fotos e avaliações de vinhos e azeites!

Mais Você e Sommelier e Gourmet em harmonização de Porca atolada à tropeira

Receita Mais Você

Porca Atolada à Tropeira




- 5 colheres (sopa) de óleo
- 200 g de bacon cortado em cubos
- 5 dentes de alho amassados
- 2 cebolas médias picadas
- 2 tomates sem sementes picados
- 1 kg de carne seca dessalgada e cortada em cubos
- 200 g de costelinha de porco dessalgada
- 200 g de lingüiça calabresa defumada cortada em rodelas
grossas
- 1 colher (chá) de colorau
- pimenta do reino e pimenta dedo de moça a gosto
- 750 g de mandioca em pedaços cozida
- 1 xícara (chá) de ervilha seca (que ficou de molho por 12
h)
- 1 maço de salsinha e cebolinha picadinha
- 2 folhas de louro
- sal a gosto
- 3 litros de água

- cebolinha picada para decorar 

1 - Numa panela coloque 5 colheres (sopa) de óleo, 200 g de bacon cortado em cubos, 5 dentes de alho amassados, 2 cebolas médias picadas e 2 tomates sem sementes picados, leve ao fogo médio e refogue bem (10 a 15 minutos). Adicione 1 kg de carne seca dessalgada e cortada em cubos, 200 g de costelinha de porco dessalgada, 200 g de lingüiça calabresa defumada e cortada em rodelas grossas, 1 colher (chá) de colorau, pimenta do reino e pimenta dedo de moça a gosto e misture bem. Acrescente 750 g de mandioca em pedaços cozida, 1 xícara (chá) de ervilha seca (que ficou de molho por 12 h), 1 maço de salsinha e cebolinha picadinha, 2 folhas de louro, sal a gosto e 1 1/2 litro de água e deixe cozinhar por +/- 2h ou até que a mandioca fique totalmente cremosa e as carnes estejam bem macias a ponto de se soltarem do osso. Conforme a água for secando vá adicionando o restante da água aos poucos (1 1/2 litro). Retire do fogo, salpique cebolinha e sirva em seguida acompanhado de mandioca frita.

Como  podemos ver  no vídeo este prato,há alguns pontos  importantes a se levar em conta ,não chega a ser uma carne de caça mas porco sempre tem um sabor mais forte entre outras carnes  do dia a dia e textura firme, o bacon além de forte e marcante é muito gordo, a mandioca da liga e mais corpo ao prato e com mais algumas especiarias (alho, cebola, pimenta ,louro e coloral),por fim temos um prato forte  encorpadíssimo e com muito sabor.

Para este prato precisaremos de um Vinho, que resista:

  • Ao Porco: carne forte e de textura firme.
  • Ao Bacon: carne muito saborosa marcante e gorda.
  • Ao corpo final do Prato, que com a mandioca ficara bem cremosa, más com certa firmeza.


O vinho


Vamos de vinhos reservas ou com certo caráter tânico,o tanino e acidez neste prato serão os principais ingredientes da harmonização,o tanino para amaciar a gordura do prato e a acidez para limpar o paladar deste prato tão cremoso.
Como sempre gosto de fazer darei  uma opção de vinho do novo mundo e uma do velho mundo.
Novo mundo,não vou harmonizar com nada muito especial e caro pois o principio é o memso se você achar que seu almoço ou jantar merece algo mais especial é só seguir esta memsa linha e pedir pelos vinhos reserva e gran reservas das memsas vinícolas que serão vinhos com muito mais a oferecer e ainda harmonizão muitíssimo bem,aqui vamos de um belo tannat de extremo custo beneficio  o tannat tannat Ysern,um vinho feito com duas parcelas da mesma uva só que de diferentes solos,o que lhes proporciona memsos jovens  muito equilíbrio,este vinh o tem muita ameixa no nariz mescladas a notas de chocolate na boca taninos de boa qualidade media acidez e um  final de frutas negras,se eu fosse de novo mundo com certeza escolheria este vinho ou qualquer um de sua linha superior.
 YSERN TANNAT/TANNAT 2006

A marca Ysern é uma homenagem à antecessora Margarita Ysern, de família viticultora, que se casou com Jaime Carrau em 1680. Ela foi uma das influências para que a família Carrau, de tradição naviera, manifestasse interesse pela vinha no início de 1700. O nome desta grande mulher foi eleito para homenagear a linha de vinhos de corte das regiões Cerro Chapéu e Las Violetas.

Este vinho foi elaborado com um corte muito particular da mesma variedade Tannat proveniente de regiões diferentes: 25 de Cerro Chapéu (solos arenosos e clima continental) e 75 de Las Violetas (solos argilosos e clima marítimo). Ideal para beber agora ou nos próximos  5 anos.








Se fosse de velho mundo escolheria um vinho do Rhonê,um rioja reserva,um alentejano...e aqui escolhi este tempranillo 100 % com 6 meses de barrica com boa acidez muita fruta na boca e nariz e um ótimo realce nas especiarias,provenientes da própria uva tempranillo,fica muito gostoso ,é um vinho bem equilibrado e recomendado para  pessoas que gostam de vinhos mais macios,é isso qualquer um dos 2 vinhos dará muito certo sempre ganhando  mais sabores com esta união que é o nosso objetivo sempre,uma boa tarde e uma ótima harmonização.

FINCA LA ESTACADA 2007

O paladar é carnoso, muito madura (sabores geléia de amora), com taninos doces que fazem paladar muito agradável, algumas notas quentes e um final em que reaparece na parte superior do fruto.

Notas de Degustação e Dicas
Cores vivas e aroma intenso e poderoso, marcado tanto pela presença de frutos pretos maduros. Carnoso e frutado no paladar

SAÚDE !!!