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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Chateau Lafite-Rothschild 1869 arrematado por chineses no equivalente a R$ 401,36 mil.


Uma garrafa de Chateau Lafite-Rothschild  da época de Napoleão Bonaparte, fabricada cerca de 150 anos atrás, na França, foi vendida nesta quarta-feira (03/11) em um leilão pelo equivalente a R$ 401,36 mil. O Chateau Lafite-Rothschild 1869 foi arrematado por investidores chineses na casa de leilões Sotheby’s, em Hong Kong. Ao todo, o grupo adquiriu 3 garrafas, que somaram  miseros R$ 1,204 milhão.

Este vinho, originário da região de Bordeaux, é aclamado entre enófilos,sommelieres,enólogos e crticos do mundo todo,como os mais finos já obtidos. Entretanto, é sabido  que muito difilcilmente estes vinhos terão um bouquet e sabores um pouco melhores que um vinagre.
O encanto inicial com um preço tão alto pago por um derivado de uva foi temperado pelo temor de que isso elevasse os preços dos vinhos cada vez mais, afastando a bebida dos consumidores.


De acordo com Simon Staples, da loja de vinhos Berry Bros, um leilão como esse tem efeito imediato. “Os preços do Lafite 2008 subiram 40% em 48 horas”, afirma. “Tão logo países como China e Índia despertem para os vinhos finos, teremos sérios problemas de abastecimento do produto e isso forçará a subida dos preços. Em 5 anos, temo que será impossível para muitos consumidores adquirir um vinho de qualidade superior”, conclui.
 Chineses: depois de se apossarem da invenção do macarrão agora fodem com o o preço do acompanhamento ! hehee



Pinot Noir Brasileiro mostra sua força com o Lidío Carraro


Para quem aprecia a uva Pinot Noir, uma boa dica é o vinho Dádivas Pinot Noir, safra 2009, da Vinícola Boutique Lidio Carraro. Este vinho participou da degustação às cegas realizada pela pela Confraria Sabores de Baco, de Recife (PE), e foi eleito o melhor da categoria. Este vinho desbancou franceses, chilenos e argentinos, e o melhor, ele é brasileiro.
O Dádivas Pinot Noir é elaborado com uvas cultivas nos vinhedos de Encruzilhada do Sul, sem passagem por madeira. Destacou-se também pelo seu preço de R$ 45, e com isso consolida-se a relação custo-benefício dos vinhos da Lidio Carraro. Este resultado contribui para diminuir o pré-conceito que o consumidor brasileiro tem em relação aos nossos vinhos, proporcionando um aumento do consumo dos vinhos nacionais.




Confira os vinhos degustados e sua classificação:
1º – Dádivas Pinot Noir (Brasil)
2º – Leyda Reserva Pinot Noir (Chile)
3º – Amayna Pinot Noir (Chile)
4º – Alamos Seleccion Pinot Noir (Argentina)
5º – Las Perdices Reserva Pinot Noir (Argentina)
6º – Château de Dracy (França)
7º – Bourgogne Couvent des Lacobins (França)
8º – Aurora Pinot Noir (Brasil)









Vinho,beleza para a alma e para o corpo !!!

cuidar do corpo, e da pele, é que as brasileiras buscam agora a Vinhoterapia, pois evita as rugas e prolonga a juventude. O vinho é uma das melhores bebidas, principalmente por ser uma bebida benéfica para a saúde. Segundo as esteticistas agora passaram a usá-la, para diversos tratamentos.

A Vinhoterapia é uma técnica de banhos de imersão que segundo as esteticistas diz que o aproveitamento da uva é muito variado, e no ponto de vista terapêutico, trata-se de um dos mais preciosos sucos. Os estudos comprovam que o vinho tem sido usado para prevenir o risco de câncer de pele, e também reduz o colesterol do sangue, que por causa de sua ação antioxidante e anticancerígena, explica os pesquisadores. O vinho deixou de ser consumido apenas internamente e se transformou em um verdadeiro elixir para a vida e a beleza. Hoje ele é utilizado cada vez mais em clinicas de estéticas de todo o mundo, em busca do rejuvenescimento da pele, o seu uso contribui para a renovação das células, esclarece as esteticistas.

Dizem que durante o processo da Vinhoterapia a água da banheira é preparada com vinho, cerca de um litro de vinho para cada banheira de água, de acordo com a pele do cliente, e mais, óleo de uva e sais de banho com algas marinhas. Pois estes provocam renovação da celular, limpeza e hidrata a pele profundamente, além de relaxar os músculos. O tratamento também traz firmeza e luminosidade cutânea, e proporciona a esfoliação natural, drenagem linfática, e redução de medidas. Esta técnica pode levar de uma hora a duas horas, e pode ser associado à massagem relaxante-corporal com produtos derivado do vinho, como cremes e sabonete, entre outros.

As esteticistas afiram que, a explicação dessa fonte de rejuvenescimento está na composição, rica em um grupo de antioxidantes importantes e os polifenóis. Entre eles o resveratrol. O polifenol encontrado na uva, em especial nas vermelhas, é capaz de promover a regeneração da pele e é mais ativo no rejuvenescimento que a vitamina C tópica e é 10 mil vezes mais eficaz que a vitamina E, produzida em 85% dos radicais livres que são responsáveis pelas rugas. Além disso, hidratar e revitalizar a pele por completo. Os esteticistas explica ainda que o resveratrol também é um dos mais potentes antioxidantes que auxiliam no combate a compostos nocivos a saúde. Ele é encontrado na película e casca de uva, porém está em maior concentração no vinho tinto, devido a sua elevada solubilização em álcool.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Bebidas tradicionais do Mundo Árabe: Arak,vinhos,cervejas...!


O ainda presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou a Síria em 3 de dezembro de 2003. Ao fim de um jantar com o líder sírio, Bashar al Assad, o chefe de Estado brasileiro propôs um “brinde”. A bebida era suco. Mesmo assim, a declaração foi suficiente para que alguns jornais do Brasil classificassem a atitude do presidente como gafe. O argumento de jornalistas brasileiros que acompanhavam Lula era o de que a Síria era um país islâmico. Pena que, pelo menos naquela ocasião, a gafe foi dos repórteres, e não do presidente brasileiro.

Brindar é comum no mundo árabe. A expressão usada é Sahtein, que equivale a “duas saúdes”. Em segundo lugar, a Síria não é um país islâmico. A maior parte da população pode ser muçulmana, mas a nação não é regida pelo islamismo. Restaurantes e supermercados vendem bebidas. Mais do que isso, a Síria produz arak, a bebida destilada tradicional nesta região do mundo, que deve ser consumida misturada à água.
Os principais produtores de arak são a Síria e o Líbano. Os dois vizinhos disputam o título de “melhor arak do mundo”. O que ninguém nega no Oriente Médio, porém, é sobre onde se produz o melhor vinho, outra bebida com história no mundo árabe. Iraquianos, egípcios, sírios e palestinos dirão com certeza que é em Zahle, no vale do Beqaa.

As marcas tradicionais são a Ksara, Kfraya e Musar. As vinículas podem ser visitadas ao longo de todo o ano, mas a melhor época é o outono. Lembra muito o sul da França. Inclusive, muitos frequentadores são franceses, além dos tradicionais imigrantes libaneses de Montreal (Canadá) que são fascinados por esta parte do Líbano, que tem crescido como destino de amantes do vinho. Sauditas e outros árabes provenientes de países onde impera a lei seca também aproveitam a liberdade dos cedros libaneses para beber um pouco.
Os visitantes se hospedam em Zahle, conhecida como a “noiva do Beqaa” e, sem dúvida, uma das cidades mais charmosas do Líbano. A cada dia, vão a uma vinícula diferente fazer degustação. À noite, podem sentar em um dos restaurante à beira do rio Bardauni e desfrutar de pratos da culinária libanesa enquanto consomem uma taça de Ksara. Sem correr o menor risco de “cometer uma gafe”.

Além do vinho e do Arak, não dá para esquecer de citar as cervejas árabes. A mais conhecida é a libanesa Almaza, que em 2008 ganhou a concorrência da 961 (uma alusão ao código de área libanês).
Para quem está em São Paulo, não é difícil encontrar os vinhos libaneses na cidade. Há uma distribuidora das principais marcas do Beqaa na capital paulista(Zahil). Por outro lado, para os cervejeiros, fica um pouco mais complicado encontrar a Almaza.

À passos de formiga minas começa migrar do "vinho de Jabuticaba" para o de UVA

  
BELO HORIZONTE [ ABN NEWS ] — O vinho de jabuticaba é um dos produtos mais conhecidos do município de Catas Altas, região Central de Minas Gerais. A atividade é uma importante fonte de renda para muitas famílias. E a necessidade de diversificar a produção e conquistar novos mercados tem levado alguns produtores a investir na fabricação de vinho de uva. A ideia ganhou um incentivo a mais com a implantação de duas unidades demonstrativas e um viveiro no município onde são cultivadas variedades adaptadas à região e de boa produtividade. 

O cultivo da uva já foi uma tradição no município, mas, nos últimos 50 anos perdeu força, o que favoreceu o desenvolvimento de um outro produto: o vinho de jabuticaba. Atualmente são produzidas cerca de 25 mil garrafas por ano deste produto.

Em 2001, a atividade ganhou mais força com a fundação da Associação de Produtores de Vinho, Agricultores Familiares e outros Produtos Artesanais de Catas Altas (Aprovart). “A criação da entidade foi uma segurança a mais para nós produtores”, disse a presidente Édina Pereira da Silva.

E foi com o surgimento da Aprovart que a ideia de retomar a produção de uva no município foi proposta. A partir daí a associação e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) iniciaram um trabalho de mobilização dos produtores.

Hoje, 10 produtores investem no vinho de uva. A produção do município chega a 5 mil garrafas por ano. O produto é comercializado apenas em Catas Altas. O aposentado Elias Lobão é um dos produtores que decidiram apostar na produção de vinho de uva. Por ano, ele produz 230 garrafas. O produtor fabrica vinho seco e suave. “O produto tem boa aceitação”, diz. Elias também trabalha com vinho de jabuticaba. São 500 garrafas produzidas no ano. Mas, o produtor espera aumentar a produção de vinho de uva. “O que falta é só espaço. Quem sabe mais pra frente isso é possível”, afirma. 

Viveiro

Em 2008, com o objetivo de estimular ainda mais a atividade, a Emater-MG, Aprovart e prefeitura implantaram no município duas unidades demonstrativas. No ano passado, foi a vez de um viveiro. Por meio dessas unidades a empresa tem levado aos produtores novas tecnologias.

No viveiro e nas unidades são cultivadas duas variedades de uva: niagra branca, indicada para o consumo in natura, e a bordô-folha de figo, mais utilizada para a fabricação de vinho. As mudas foram adquiridas na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). “Elas são resistentes, se adaptam sem dificuldades à nossa região e apresentam bom índice de produtividade”, explica o extensionista do escritório da Emater-MG de Catas Altas, Carlos Roberto Alves.

A ideia é que essas variedades de uva se tornem as mais cultivadas no município. Em dezembro, ocorre a primeira colheita em uma das unidades demonstrativas. A expectativa é colher uma tonelada de uva. A outra unidade só deve produzir no ano que vem.

Os extensionistas também orientam sobre o manejo correto das videiras. Os produtores aprendem cuidados básicos como adubação e controle de pragas e ervas daninha. “A capina evita que as ervas daninha concorram com as videiras quanto à absorção dos nutrientes do solo”, explica Carlos Alves. Outra orientação passada pelo técnico é com relação à poda. “É necessário fazer uma poda drástica no mês de agosto e outra leve em outubro”, diz o extensionista.

Elias Lobão comprou seis mudas da variedade bordô-folha de figo, que foram plantadas em setembro deste ano. “Eu comprei para produção de vinho. Elas estão desenvolvendo bem e se der certo eu plantarei mais”, afirma o produtor. Segundo a presidente da Aprovart, quatro associados já produzem vinho de uva. Mas, com a implantação das unidades demonstrativas esse número deve aumentar. Para Édina Pereira a diversificação é uma boa opção e deve abrir novos mercados. “Existem paladares variados. Então, basta oferecer o produto que vai ter comprador. E aqui, em Catas Altas, muita gente procura vinho de uva”, diz a presidente.