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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Vodka Iceberg patrocina evento de lançamento sobre a tragédia do Titanic e acaba irritando os familiares dos sobreviventes!

























Parece uma brincadeira de mau gosto, mas não é. A vodka canadense Iceberg achou que seria uma boa ação de oportunidade patrocinar o evento de lançamento de um livro sobre dois sobreviventes do Titanic. Os familiares não gostaram da ideia, e agora a marca passa por uma situação delicada.

Os jogadores de tênis americanos Dick Williams e Karl Behr, que se conheceram a bordo de um navio de resgate e depois se tornaram companheiros de equipe na Copa Davis, são os personagens principais do livro “Titanic: The Tennis Story”, Lindsay Gibbs.

O patrocínio da bebida à festa que coloca o livro no mercado foi considerado inapropriado pelas duas famílias. Ao site New York Post, a neta de Williams, Lydia Williams Griffin, comentou que o envolvimento da Iceberg é "de mau gosto, desanimador e preocupante."

    Como se não bastasse a desastrosa ação de marketing, o livro de Gibbs está sendo acusado pela família de ser "impreciso, inaceitável e repugnante", de acordo com o site.

O Titanic, um dos mais luxuosos transatlânticos já construídos, afundou no Atlântico Norte em 15 de abril de 1912, depois de colidir com um iceberg.

Das mais de 2 mil pessoas que viajavam de Southampton, na Inglaterra, a Nova York, estima-se que 1.500 tenham morrido no naufrágio.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Europeus prometem reagir a barreiras ao vinho estrangeiro no Brasil



Os produtores de vinhos europeus consideram que a eventual adoção, pelo governo brasileiro, de medidas de salvaguarda ao produto nacional seria "inaceitável" e afirmam que farão "tudo" para proteger os interesses comerciais das vinícolas do continente.
O governo brasileiro estuda a possibilidade de aumentar os impostos de importação de vinhos (que têm atualmente alíquota de 27%) ou limitar sua entrada no país por meio de cotas.

"Estamos em contato com as autoridades europeias e faremos todo o necessário para impedir que o Brasil adote ações protecionistas", completa.A possível adoção da medida "é totalmente injustificável", disse à BBC Brasil José Ramón Fernandez, secretário-geral do Comitê Europeu das Empresas de Vinho (CEEV), que diz representar 90% das exportações europeias da bebida.
A Secretaria de Comércio Exterior abriu, em 15 de março, uma investigação para avaliar se o vinho brasileiro estaria ameaçado pela concorrência dos importados, que se tornaram mais competitivos com a valorização do real.
"O Brasil precisa ser sério e pensar duas vezes se deseja construir relações sérias com seus parceiros comerciais", diz o representante do CEEV, se referindo às negociações – que existem há anos - para a criação de uma área de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

Mercosul
Caso aplicadas, as medidas de salvaguarda do setor não afetariam os países do Mercosul por conta de acordos firmados, afirma o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o Chile continua na liderança no ranking dos maiores exportadores da bebida ao Brasil, com 26,7 milhões de litros vendidos em 2011.
O Chile e a Argentina (com 17,7 milhões de litros) representam sozinhos mais da metade do mercado de vinhos importados vendidos no Brasil em 2011, que foi de 77,6 milhões de litros.

Europa
Os produtores europeus, que também têm uma participação expressiva nas vendas de vinhos no Brasil, seriam os principais penalizados pela eventual medida.
Itália, Portugal, França e Espanha estão, respectivamente, no terceiro ao sexto lugar no ranking dos principais países exportadores de vinhos estrangeiros para o Brasil, segundo a Ibravin.
A Itália exportou 13,1 milhões de litros de vinho ao Brasil em 2011. Portugal totalizou 8,6 milhões de litros, com aumento de 6,2% no volume no ano passado.
Já a França e a Espanha tiveram um crescimento significativo em termos de volume em 2011: as vendas de vinhos franceses, que totalizaram 5,1 milhões de litros, aumentaram 20,4% e, a dos espanhóis (2,8 milhões de litros), subiram 31,7%, diz a Ibravin.

França
Os vinhos franceses, considerados mais prestigiosos, são os mais caros do mercado brasileiro, diz um estudo do Comitê Europeu do Vinho.
Em termos de faturamento, as vendas de vinhos franceses no Brasil, incluindo champanhes e outros espumantes, cresceram 161% entre 2002 e 2011, afirma Benoît Stenne, diretor-adjunto da Federação de Exportadores de Vinhos e Destilados (FEVS, na sigla em francês).
As vendas de vinhos franceses (incluindo champanhes) passaram de 14,2 milhões de euros em 2002 para 37,2 milhões de euros no ano passado, segundo a federação.
O mercado brasileiro ainda é minúsculo na comparação com as vendas globais de vinhos franceses (é apenas o 29° mercado do produto) mas "há um grande interesse das vinícolas da França em relação ao Brasil", afirma Stenne.
O porta-voz da entidade ressalta que o Brasil "é um dos países que registram maior crescimento nas vendas nos últimos anos".
As medidas em estudo pelo governo provocaram reações também no Brasil, com propostas de boicote ao vinho nacional para protestar contra as eventuais salvaguardas aos importados.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Manoel Beato anuncia " não compraremos mais vinhos Nacionais,assim que forem acabando não serão repostos nas cartas do Grupo Fasano"




 Manoel Beato, um dos mais conceituados sommeliers do Brasil, decidiu também tirar os vinhos brasileiros das cartas dos dez restaurantes do grupo Fasano. Os rótulos nacionais vão saindo das adegas das casas de Rogério Fasano conforme as cartas de cada restaurante forem sendo refeitas nos próximos meses. “Não vou mudar a carta agora, mas conforme os vinhos forem acabando, não vamos comprar mais. E nas novas cartas não teremos vinhos brasileiros”, afirma Beato.

O sommelier tomou a decisão de tirar todos os vinhos brasileiros das cartas como forma de pressionar a Ibravin e demais associações que apóiam a salvaguarda a desistirem do projeto. “Sei que a medida é forte, pela imagem do Fasano, mas é como conseguimos reagir ao projeto de limitar a diversidade do vinho”, diz Beato. “A salvaguarda é um retrocesso, em um momento em que a imagem de qualidade do vinho brasileiro está crescendo”, acrescenta. Dos mais de 350 rótulos da carta do Fasano, os brasileiros representam 10 rótulos – é um volume pequeno, mas importante para a imagem de qualidade do vinho nacional.

Mais: Beato é um sommelier conhecido por valorizar a produção nacional. Não raro, ele coloca tintos brasileiros em provas às cegas com grandes marcas européias para clientes e enófilos. São sempre vinhos que ele provou, gostou e se surpreendeu. E faz um trabalho importante para diminuir (ou acabar) com o preconceito de muitos consumidores com os vinhos elaborados em nosso país.


Além do Fasano, várias casas de alta gastronomia anunciaram que estão tirando os vinhos das vinícolas brasileiras que apóiam a salvaguarda de suas adegas. Roberta Sudbrack, Claude Troisgros e Felipe Bronze, no Rio de Janeiro, e a Tasca da Esquina, em São Paulo, são os principais. Ontem, o D.O.M. e o Dalva e Dito, em São Paulo, anunciaram que estão tirando todos os rótulos, e não apenas os das vinícolas que apóiam a salvaguarda, de suas cartas.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Páscoa Com vinho para todos os pratos e para o o Ovo de Páscoa.



Para os pratos tradicionais da semana santa vamos em busca do que melhor casa com suas escolhas.
A tradicional bacalhoada, o chocolate e a colomba pascal não ficam nunca de fora dos especiais  almoços de páscoa. Para que a refeição fique ainda mais prazerosa, nada como harmonizar com bons vinhos as estrelas da mesa de semana santa. Sommelier Daniel Santos  dá algumas pitadas para quem quer acertar  na escolha dos vinhos servidos nesta data. As dicas são do sommelier da Decanter Londrina, Daniel Santos
Bacalhau - Tradicional na páscoa, o Bacalhau pode ser feito de diversas formas. As mais conhecidas - Gomes de Sá e bacalhau à Brasileira – são uma explosão de sabores. Graças à essa grande variedade de ingredientes e gostos, muitas vezes, o consumidor não sabe qual vinho escolher para harmonizar com a iguaria.
 “Nunca deixe de lado seu gosto pessoal ele com certeza se encaixa em algum vinho para seu prato". O Bacalhau pode ser harmonizado tanto com tinto quanto com vinho branco o que abre o leque de possibilidades, porém alguns pontos devem ser considerados, como os ingredientes da receita.” Daniel.
O Bacalhau com um toque mais condimentado, como é o caso do à moda Brasileira, pode ser harmonizado com um vinho mais estruturado e encorpado como o Marquês de Montemor Reserva VR  - o vinho passou 6 meses em barricas de carvalho francês, o que lhe garante toque de frutas maduras e especiarias. Já a tradicional receita do bacalhau à Gomes de Sá pode ser harmonizada com um chadornnay Piemontês o L' Altro Chardonnay Piemonte 2010 e perfeito para pratos com textura suave e delicados no paladar, ele descansa 5 meses em barricas novas de carvalho francês sobre as lias (25% do vinho) transferindo textura sedosa e aveludada ao corpo deste chardonnay.

Chocolate - Apesar de não ser muito freqüente, o vinho e chocolate rendem uma bela combinação. Amargo, preto, ao leite, branco, com castanhas ou frutas, o chocolate oferece um gosto só dele. “O sabor doce do chocolate pede um vinho potente e estruturado, como os vinhosfortificados ou um belo tannat maduro. Neste caso, o vinho potente diluirá a gordura do chocolate e ressaltará o açúcar” explica Daniel.
" Gosto muito do casamento do Tannat Bouza com chocolate amargo ou de 70% acima de cacau,fica tudo muito equilibrado e final de boca infinito"

Para os chocolates amargos a sugestão é o vinho do Porto estruturado e encorpado, o rótulo possui sabores complexos, graças aos 5 anos em barrica de carvalho. Para os chocolates brancos a indicação é do Porto Quinta da Gaivosa Vintage 2003 , perfeito para acompanhar receitas feitas com esse tipo de chocolate, pois possui corpo leve e intenso.

Colomba Pascal - Ao contrário do que se pensa, a colomba pascal é diferente do panetone. Com diferentes coberturas e recheios como amêndoas, chocolate e glacê, por exemplo, a colomba pascal também pode ser harmonizada com vinhos. Para a receita tradicional de colomba, o sabor suave da colomba combina perfeitamente com a doçura e delicadeza do vinho de sobremesa.


Gewurztraminer Granos Nobles 2008






Características Organolépticas:Coloração dourada muito luminosa. Seduz pela intensidade terpênica de lichia, rosas, gengibre e notas etéreas. Revela em boca delicada doçura, untuoso e equilibrado por ótimo frescor.

Graduação Alcoólica13° GL
Diretrizes Enogastronômicas Sobremesas à base de frutas assadas. Tarte tatin de Frutas da estação com gengibre ou amendoas. Foie gras com algumas reduções de frutas e destilados. Torta folhada de pêras ao roquefort ou só com queijos azuis, mas a estrela nesta a harmonização é colomba não deixe de prova la junto a este belo dessert wine!!!


Obrigado e uma bela páscoa  a todos!




sábado, 24 de março de 2012

Protecionismo e vinho: uma questão delicada








Mauricio Tagliari
De São Paulo



Ser brasileiro é uma aventura, sabemos. Já dizia o maestro soberano Tom Jobim que o Brasil é para profissionais. E quando um brasileiro brilha no exterior parece que desperta uma mescla do complexo de vira-latas com ufanismo irracional.

É engraçado, por exemplo, ver um jornalista esportivo, que lida com conteúdo, defender a ida de Neymar para o exterior. O que deseja este cidadão? Trabalhar num mundo pior e sem beleza? Dirigentes, empresários, que defendam seus interesses. Nós, meros mortais, representantes do típico cidadão-consumidor-eleitor, nada temos a ganhar com isso. Mas é assim. Parece que para muita gente, se o Neymar não brilhar na Europa, não vale muita coisa. Lá será respeitado.

Recebi a informação de que Ricardo Castilho, diretor da "Prazeres da Mesa" e expert em vinhos, está em Madri para participar do júri do Bacchus, principal concurso internacional, num grupo seleto de especialistas que elegerá os melhores vinhos do mundo. Dias atrás, o chef Alex Atala, glória da gastronomia nacional, foi o primeiro brasileiro convidado a ser presidente de honra do evento gastronômico mais prestigiado do mundo, o Bocuse d'Or, considerado o "Oscar" do ramo, em Bruxelas, na Bélgica. O Bocuse d'Or reúne profissionais do mundo inteiro há mais de 20 anos.

Minha caixa postal vive repleta de informações sobre as conquistas do vinho brasileiro mundo afora. Crescimento das exportações. Espumantes elogiados porJancis Robinson, Julia Harding e Adam Strum, Oz Clarke, os mais renomados críticos do mundo. O anúncio da inclusão do ótimo Quinta do Seival Castas Portuguesas na lista dos vinhos oficiais da Olimpíada de Londres.

E qual a razão de tanto sucesso da enogastronomia brasileira no mundo? A sua inegável evolução qualitativa. Os vinhos são muito melhores do que nos anos 80. Foram anos de trabalho duro, investimento e pesquisa por parte dos produtores. O mesmo aconteceu com a explosão de criatividade dos chefs. Muita gente estudou fora e voltou com vontade de aplicar as técnicas aprendidas na matéria-prima brasileira.

No âmbito dos vinhos, aumentou-se a exposição a produtos de qualidade do mundo todo, e tanto produtores quanto consumidores brasileiros, escudados por um exército crescente de profissionais (sommelliers, enólogos, críticos, blogueiros, etc.), saíram ganhando e estão aptos a distinguir um vinho de qualidade como nunca antes neste país...

Futebol, vinho, gastronomia, música. Formas culturais. Nossa seleção brasileira, antes orgulho e fonte de identidade nacional, hoje não tem identificação com o torcedor, pois a maioria dos jogadores está na Europa. A música ainda resiste como um elemento cultural forte mesmo diante de todo o investimento da poderosa indústria de entretenimento anglo-americana. Apesar das várias e riquíssimas culinárias regionais, ainda nos falta uma identidade gastronômica. Ela se constroi, ainda. O mesmo ocorre com nosso vinho.

Passei o ano de 2011 escrevendo sobre minhas surpresas positivas, descobertas e esperanças no que tange ao vinho brasileiro. Em meio a elogios, sempre apontei a dificuldade concorrencial diante, principalmente, do vinho do Cone Sul. Desvantagens tributárias imensas, sendo a principal delas a substituição tributária do ICMS, quase uma taxa de importação dentro do próprio país. Um vinho de R$ 15 no Rio Grande do Sul acaba saindo quase o dobro em São Paulo, o principal mercado consumidor. Isto é perverso.

Há que se encontrar solução para estes desequilíbrios. E aí vem o nosso susto semanal. O anúncio de estudo de salvaguardas por parte do governo brasileiro, pleiteado pelo Ibravin em nome de produtores nacionais, caiu como uma bomba no meio enófilo.

Das redes sociais aos blogs e jornais, ninguém se furtou a um debate acirrado. Não é para menos. Salvaguarda pode ser muita coisa. De aumento de imposto a imposição de cotas por país. Resultado óbvio é o prejuízo ao bolso do consumidor. Ou pior: restrição à sua liberdade de escolha.

A reação foi intensa. Muitos, mais viscerais, propuseram boicote imediato ao vinho brasileiro! Importadores se posicionaram e colocaram seus argumentos. Ciro Lilla, um dos grandes responsáveis pela chegada de vinhos de qualidade ao mercado, escreveu uma carta aberta. Houve da parte de vários jornalistas questionamento aos dados apresentados sobre a possível ameaça que sofre a indústria vitivinícola nacional.

Aos poucos, algumas posições mais serenas apareceram e nota-se um intenso jogo de xadrez na frente de batalha de corações e mentes. E um importante player, a Salton, retirou seu apoio à demanda (leia aqui: Suzana Barelli:http://revistamenu.terra.com.br/2012/03/22/salton-volta-atras/).

Coloco aqui os links de alguns dos textos mais isentos e informativos:

Luiz Horta -http://www.estadao.com.br/suplementos/paladar/not_sup4898,0.shtm
Beto Gerosa- http://colunistas.ig.com.br/vinho/2012/03/22/a-salvaguarda-azedou-o-mundo-do-vinho-e-deve-aumentar-o-preco-do-importado-saiba-por-que/
Paul Medder - http://www.jancisrobinson.com/articles/a201203232.html


Salvaguardas não constituem pecados mortais. Os EUA, assim como a União Europeia, agem de maneira extremamente protecionista. São inerentes ao capitalismo a disputa e a proteção de mercados e empregos. Mas numa democracia a regra permite oposição a tais ideias. A bola está em jogo. A próxima semana será crucial, pois o Ibravin deverá encontrar blogueiros e jornalistas para explicar suas posições e, espera-se, ouvir a opinião de todos. O mercado (produtores, consumidores, profissionais da área, importadores, formadores de opinião, apaixonados por vinho em geral) precisa se entender e se unir. Sob risco de um belíssimo trabalho de imagem e posicionamento de mercado em defesa do crescimento e da qualidade do vinho brasileiro sofrer um golpe de consequências imprevisíveis.