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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Consumo de vinho melhora raciocínio



Um estudo realizado na Universidade de Tromso, na Noruega, indica que o hábito de ingerir álcool moderadamente faz bem para o raciocínio – melhor ainda se a bebida for vinho. Voluntários que bebiam com moderação (quatro vezes ou mais por semana) se saíram melhor em testes medindo funções cognitivas do que os totalmente abstêmios ou que bebiam pouco (uma vez ou menos no mesmo período).

Foram avaliadas mais de cinco mil pessoas, com 58 anos. Os autores da pesquisa, publicada na revista “Acta Neurologica Scandinavica”, admitem que outros fatores não testados, como dieta e profissão, podem ter influenciado.

Idade, nível de educação, peso e doenças foram considerados. Em mulheres, o fato de não beber esteve associado a desempenho cognitivo “significativamente” mais baixo. “O maior risco de função cognitiva pobre esteve em abstêmios. Entre homens, resultados sugerem menos disfunção cognitiva em consumidores de vinho e cerveja”, diz o artigo. Os autores anotavam só a frequência do consumo, não a quantidade. As diferenças entre os sexos podem estar ligadas a diferentes níveis de consumo.

sábado, 2 de outubro de 2010

100% TINTA CAIADA

A casta Tinta Caiada encontra-se em várias regiões vitícolas portuguesas e tem uma baixa qualidade vitícola e enológica, por isso não tem sido uma aposta nos novos encepamentos. A Tinta Caiada apresenta cachos e bagos de tamanho médio. É muito sensível à podridão e precisa de climas muito quentes para amadurecer convenientemente. É no Alentejo que a casta Tinta Caiada tem produzido vinhos mais interessantes, devido ao clima quente e elevado número de horas de sol, propício à correcta maturação dos bagos. Estes vinhos têm cor intensa, boa acidez e aromas agradáveis a fruta madura e vegetais.
Características Ampelográficas 


Ramo jovem: Aberto; pigmentação antociânica generalizada, de média intensidade; média densidade de pêlos aplicados e nula densidade de pêlos erectos.
Folha jovem Página superior verde com placas avermelhadas; média intensidade média da pigmentação antociânica das seis primeiras folhas; página inferior com muito forte densidade de pêlos aplicados entre as nervuras e forte sobre estas; nula densidade de pêlos erectos entre e sobre as nervuras.
Pâmpanos Com estrias vermelhas nas faces dorsal e ventral dos entre-nós e nós; pigmentação antociânica dos olhos forte.
GAVINHA
Gavinhas:Comprimento curto; distribuição regular descontínua .

Folha adulta:Grande, limbo pentagonal com cinco lóbulos; página superior verde-escuro, de perfil irregular; médio empolamento; enrugada; ausência de ondulação do limbo entre as nervuras principais; dentes longos e longos em relação à largura da base, rectilíneos; seio peciolar com lóbulos ligeiramente sobrepostos, com a base em V e sem particularidade; seios laterais superiores fechados com a base em U; nervuras principais da página superior sem pigmentação antociânica, bem como as da página inferior; nervuras principais da página superior sem pilosidade erecta; página inferior com muito forte densidade de pêlos aplicados entre as nervuras e fraca densidade de pêlos erectos; página inferior com forte densidade de pêlos aplicados das nervuras principais e nula densidade de pêlos erectos das mesmas; pecíolo mais curto que a nervura principal mediana, sem densidade de pêlos aplicados e erectos.

Cacho:Médio, cilíndrico-cónico, muito compacto; pedúnculo muito curto e de forte lenhificação.

Bago: Pequeno, uniforme; forma arredondada; secção transversal regular; epiderme negra-azul, de cor uniforme; forte pruína; película de média espessura, hilo aparente; polpa não corada, mole, pouco suculenta, sabor sem particularidades; pedicelo curto e de difícil separação.

Graínhas:  Com forte dureza dos tegumentos; peso de 100 grainhas muito elevado; 0,66 mm de comprimento.

Sarmentos: Secção transversal circular; superfície estriada; cor castanho-avermelhado; lentículas ausentes; muito fraca densidade de pêlos erectos dos nós e fraca extensão da pilosidade erecta dos entre-nós.

Monte Seis Reis Tinta Caiada 2004
Castas: 100% Tinta Caiada - Estágio: 12 meses carvalho francês e leste europeu - 13,5% Vol.

Tonalidade ruby de média concentração
Nariz com um perfil aromático de boa intensidade, consegue cativar de imediato o que é bom sinal, fruta (ameixa, frutos silvestres) bem presente com boa maturação em companhia de ligeiras compotas. Rebola-se no copo, mostra boa complexidade, marmelada acabada de fazer com aquele toque especiado que por vezes apresenta, a baunilha exibe o seu charme em conjunto com toque de caramelo de leite com cacau em pó. Está bem afinado, bem interligado qual teia de aranha, o toque vegetal (casca de árvore) em segundo plano intromete-se com algum fumo de fundo.
Boca com uma bela entrada, frescura aliada a passagem frutada, compota, especiaria, suave e redondo na passagem de boca. Final com toque especiado e boa persistência.


cervejas de hoje, complexidade na boca e nariz.

Cores e sabores

Os vários tipos e sabores de cervejas são um brinde completo ao paladar
“Mulher, você vai gostar
Tô levando uns amigos pra conversar
Eles vão com uma fome que nem me contem
Eles vão com uma sede de anteontem
Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão
E vamos botar água no feijão”
(Feijoada Completa de Chico Buarque - 1977)

O cancioneiro popular é sempre preciso ao expor a realidade do povo, e nas palavras singelamente poéticas do mestre Chico Buarque está escancarada a preferência nacional: cerveja estupidamente gelada. “Loira gelada”, como a maioria de nós a conhece. A cerveja mais consumida e apreciada no Brasil é a do tipo Pilsen (Lager), de baixa fermentação, mais leve, fresca e menos frutada, gelada a ponto de se opor às nossas inclementes temperaturas de verão. Mas essa preferência nacional infelizmente deixa de fora um mundo mais variado do que as partes do porco na feijoada de Chico Buarque. Gelar excessivamente a cerveja faz o mesmo com nossas papilas gustativas: gela nosso paladar e exclui variadas nuances que seriam interessantes de conhecer.

Tão complexa como a seara dos vinhos, o universo das cervejas tem cores, sabores e teores alcoólicos que a simples divisão Ale (de alta fermentação) e Lager (de baixa fermentação) não é capaz de contar. O Brasil conhece algumas delas e as produz em escala industrial, como a escura e doce Malzbier e a versão mais encorpada e amarga do inverno, a Bock. Mas ainda assim, quem no Brasil realmente é capaz de se aproximar da miríade de versões que as cervejas podem ter são as microcervejarias, dedicadas a fazer versões artesanais em pequena escala.

Verdade seja dita, algumas dessas pequenas empresas desfrutaram de tamanho sucesso no mercado que acabaram por ser anexadas a grandes corporações cervejeiras. Ainda assim, é delas o mérito de ter trazido aos balcões de bares e às mesas de restaurantes algumas das combinações entre água, cereais, malte e lúpulo mais interessantes que existem no Brasil no momento. Isso sem contar com a enorme variedade das estrangeiras, disponíveis na maior parte dos supermercados.
Os vários tipos e sabores de cervejas são um brinde completo ao paladar
A estatística não é oficial, mas acredita- se que nosso País de loiras geladas já tenha ao menos 60 microcervejarias que colocam no copo dos brasileiros líquidos muito diferentes daqueles que a grande maioria das pessoas pede somente pela marca de preferência, sem dar atenção ao estilo. Isso não quer dizer que a nossa Pilsen industrializada seja ruim, mas é verdade que ela está longe de representar fielmente o colorido quadro da cervejaria mundial.

Entre as cervejas do tipo Ale – em que as leveduras ficam boiando sobre o líquido –, muito populares na Inglaterra, estão as mais encorpadas e vigorosas, com marcante frutado, embora possam variar muito em estilo (doces ou amargas, claras ou escuras) como as Blond Ale, Pale Ale, Brown Ale, Bitter, as Porter e as Stouts (cervejas pretas fortes com creme muito denso), entre outras. Todas elas já encontradas no Brasil em mais de uma marca, que permite constatar as variações de álcool, cor e sabor.

As cervejas do tipo Lager – que, em geral, têm um aroma mais floral e sabor final mais seco e fresco – formam um grupo bastante grande em que estão as nossas populares Pilsen, variando de sabor e peso mesmo entre as industrializadas; as Bock, bastante maltadas e um pouco mais alcoólicas; as Eisbock, uma bock extra-forte; e as Munchner, nome das cervejas da cidade de Munique, fortemente maltadas; entre outras.

Apesar de não terem uma classe definida com exatidão, existem algumas cervejas que estão entre as mais interessantes produzidas no mundo, com forte presença belga, como a cerveja de trigo, não filtrada, muito saborosa e por vezes leve (a versão holandesa mais conhecida leva casca de laranja e especiarias), a cerveja feita como o Champagne, em que a fermentação ocorre dentro da garrafa e tem alto teor de álcool e mais gás do que a maioria, além da classe conhecida como “cervejas trapistas”, preparadas somente em seis mosteiros belgas, um na Alemanha e um nos Países Baixos. Essa ordem religiosa (que formou em 1997 a International Trappiste Association para regular a produção de suas cervejas) produz bebidas de alta fermentação, do tipo Ale, ricas e complexas, com a quantidade de malte indicada pelas expressões dubbel, trippel e quadruppel, que significa dupla, tripla e quádrupla, respectivamente.


O creme da cerveja protege o líquido e conserva aromas
Para completar esse quadro tão diverso da nossa cerveja de cada dia, existem ainda cervejas apimentadas, aromatizadas com frutas, sem álcool, adoçadas com mel ou açúcar, com gengibre e até mesmo uma escura, do tipo Stout, que leva ostras em sua composição. Nesse mundo tão diverso, com mais de 30 mil estilos catalogados, vale a pena se arriscar e provar marcas, países e sabores distintos.

Um copo para cada estilo
Muito mais que marketing, a existência de variados tipos de copos valoriza o líquido que vamos beber. Para as Lagers (como a nossa popular Pilsen) é ideal que sejam servidas em copos altos, em formato de cone ou flauta com pé, para que o gás e o creme, ou espuma, tenham espaço para crescer e mostrar seu caráter. O creme tem muita importância para as cervejas, ele protege o líquido e conserva alguns dos aromas da bebida, evitando também o contato excessivamente rápido com o ar, que causa a oxidação.
Cores e sabores

Os vários tipos e sabores de cervejas são um brinde completo ao paladar
Adicionar legenda
Na Bélgica, onde cerveja é assunto “pra lá” de sério, todas as marcas têm seus copos específicos para cada estilo de bebida, tornando praticamente impossível falar de todos. Mas existem copos que são encontrados quase que no mundo inteiro e são capazes de realçar sua bebida. A caneca, pesada e larga, é perfeita para algumas das Pilsens e para as Ales não muito fortes. Ela permite bastante oxigenação e pode ser bem utilizada para o chope. O copo para as cervejas de trigo é alongado, grande, alto e com a parte de cima mais volumosa que a de baixo, permitindo a cerveja se misturar com elegância. Os populares copos cilíndricos são ideais para os líquidos mais delicados e claros.

Atualmente, no Brasil, estão se popularizando os copos que parecem uma versão mais robusta dos copos de conhaque, com um pé baixo. Eles são perfeitos para cervejas fortes (como algumas Ales e Porters) e encorpadas e para aquelas que produzem bastante creme. O copo americano baixo, ícone exemplar do boteco brasileiro, tem uma só vantagem: como sua capacidade é pouca, permite que se beba rápido e o líquido não esquente.




A música ocupa um lugar sagrado e definitivo na vida de Ed Motta, mas duas obsessões tomam cada vez mais o seu tempo: o vinho e as cervejas belgas.
Por que essa rivalidade entre a turma do vinho e da cerveja?
O preconceito de ambas é uma ignorância sem fim. O grupo da cerveja fica mais na seara populista e na defensiva por causa do esnobismo do mundo do vinho. E olha que tem muito mais vinho ruim do que cerveja. As duas têm complexidade de sabor, degustação, potencial de envelhecimento.
Você é fã das duas bebidas, mas qual é a sua turma?O meu negócio é muito mais o vinho, mas o pessoal é muito chato. Se bem que eu não gosto de conviver com ninguém. No vinho, me incomoda essa soberba de acharem que são superiores. Mas também não tenho paciência pra tomar uma cerveja qualquer: eu defendo as belgas. A nacional não dá pra falar, está abaixo da água que bebemos. Com raríssimas exceções, como a Eisenbahn Lust.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O LENDÁRIO CHATEAU PETRUS,NOTA DA SAFRA 1982 DEGUSTADO POR MIM!

Proveniente  de um solo excepcional e único em sua região uma argila azulada o Chateau Petrus é merecidamente o pico de muitas listas de vinhos em diversas categorias.feito quase que totalmente de merlot uma das tintas mais famosas do mundo.
Nos EUA os vinhos elaboras com esta casta são best-sellers ,conhecidos como "cant't go wrong wines",ou seja uma compra que sempre agrada,muitos enófilos dali o chamam de "cabernet sauvignon without the pain" cabernet sauvignon sem a dor,referindo se a adstringência relacionada a esta cepa.E oara mulhers que gostam de vinhos mais macios,aveludados e com boa extrutura sem ser pesado nem agressivo sempre é uma boa dica,além de acompanhar bem não só pratos mas também uma boa conversa e também livros .
Esta uva é plantada em todo o mundo,mas sua expressão máxima mesmo é dentro de Bordeaux mais exatamente em pomerol na França.é de lá que nasce o lendário Petrus o vinho que todo merlot gostaria de ser.Qualquer lista de vinhos top premiuns  obrigatoriamente tem que ter um Petrus.
curiosamente vindo de uma das regiões mais famosas em vinho do mundo Bordeaux,sua história em meio aos vinhos "gran crus" é recente .A primeira vez que se destacou foi 1878,quando ganhou medalha de ouro no concurso internacional em Paris,ainda assim não foi dada a verdadeira atenção até as safras excepcionais de 1945 e 1947.


História
Propriedade da família Arnaud durante a maior parte de 200 anos até o final da Segunda Guerra Mundial, Pétrus foi então vendido à Sra. Loubat, quem tinha ido adquirindo a propriedade progressivamente desde 1925. A sua morte em 1961, a finca passou a sua família, quem com o tempo vendeu a metade em 1964 a Jean-Pierre Moueix. O próprio Moueix tinha criado uma empresa intermediária Établissements Jean-Pierre Moueix, com sede em Libourne e gradualmente começou a adquirir châteaux da orla direita. Após a morte de Jean-Pierre Moueix em 2003, seu filho maior, Jean-François é o gérant de Château Pétrus, enquanto o segundogénito, Christian Moueix, dirige a produção. O vinho é elaborado pelo enólogo Jean-Claude Berrouet. Este último cedeu seu posto no final de 2007 a seu filho Olivier Berrouet

Não há nenhum autêntico château fisicamente na finca, o que explica por que o vinho normalmente é chamado Pétrus, e não Château Pétrus.

Viñedo
As 11,4 hectares de viñedo de Pétrus encontram-se sobre uma meseta na porção oriental de Pomerol, plantado com as variedades de uva de 95% merlot e 5% cabernet franc. A finca está entre as primeiras de Bodeaux que realizou a colheita em verde para diminuir os rendimentos da colheita e elevar a qualidade das uvas restantes, chegando em alguns anos a eliminar até um 50% da colheita. A colheita está entre as menores de Bordeux em parte através deste éclaircissage ou colheita em verde.

Produção
As uvas colectam-se totalmente a mão ao longo de um período de dois ou três dias e fermentan em cubas de cemento a temperatura controlada. O vinho jovem envelhece em barrica nova de roble francês durante 20 meses. Leva-se a cabo uma severa selecção prévia ao ensamblaje em cuba e alguns lotes recusam-se para o Grand Vin. A produção, em comparação com outros burdeos, é pequena e em um ano médio pode produzir quando muito 2.500 caixas. Em colheitas recentes como 2003 esta média se reduziu drasticamente


A degustação
Estou com este blog a pouco tempo e se empenhando em buscas por notícias e em passar bom conteúdo,nas minhas fuçanças na net não encontrei nenhuma nota do aclamado Petrus 1982 uma safra simplesmente excepcíonal,pode ser por que o vinho tenha ainda muito tempo de vida, mas como tem enófilo por ai que já teve o prazer de prova-lo vale uma nota ai na net,Poís então eu vou faze la,isso mesmo tive um enorme prazer de provar nada menos que 4 amostras da safra de 1982,quando Sommelier no Restaurante Paris 6 na hadock lobo,em uma noite especial para o Dr Junior Furlan,proprietario da importadora Bruck,responsável por ícones Chilenos como o "Caballo Loco" num belo jantar reservado a 10 pessoas maioria médicos do hospital albert einstein,confesso que no ìnicio do jantar ao chegarem as garrafas de sua adega pessoal (Dr Junior Furlan) fiquei meio em dúvida pois não é todo dia que se coloca à mesa 4 Petrus 1982 e estavam 3 garrafas sem rótulo algum e uma com metade dele,perguntei o que havia acontecido e ele " as

traças comeram na outra adega que eu tinha pois não era fechada "


logo fui decantando a 1° e depois  passando o menu e indicando o prato,missão de responsabilidade pois poderia colocar a perder um jantar no valor acima de US$ 20.000 então indiquei um filé mignon alto,com Foie Grass grelhado  por cima,batas rústicas assadas ao azeite e molho bourguignonne à base de vinho tinto,deu muito certo todos aprovaram e ai então veio a recompensa,Dr Junior me" disse  quero que você prove e me fale dos Vinhos as 4 garrafas" maravilha o senhor é quem manda,só me convenci do vinho quando introduzi o garfo(abridor especial para vinhos envelhecidos)e  puxei devagar a rolha e la estava impresso chateau Petrus 1982 de gelar o couro,tentei ficar com a garrafa que tinha o rótulo pela metade mas ai ja era demais,não sobrou rolha,capsula e nem memso as garrafas sem rótulo,mas para mim sobrou um enorme prazer de servir bem,de ter saído tudo perfeito e o mais importante ter este conhecimento de um ícone de bordeaux uma vinho lendário já espetacular mas com ,muita vida pela frente vamos la as notas então.

 o preço traduz os  cuidados com esta jóia liquida : uma garrafa de Petrus da safra de 1995 custa, no mercado brasileiro, US$2.800, chegando a US$5.200 para a safra de 1982.




primeira parte da  degustação é uma vertical da revista adega da qual não tem o Petrus 1982,este por minha conta!







Vertical de Petrus


A importadora Vitis Vinífera promoveu, no Rio de Janeiro, uma vertical deste mítico vinho. Foram degustadas as safras de 1981, 1987, 1988, 1999, 1998. Por coincidência, a primeira vertical realizada pela importadora foi relatada no número 1 desta revista, enfocando o Château Mouton Rothschild. ADEGA também esteve na de Petrus e avaliou os vinhos degustados:
1. Petrus 1981 
Granada entre claro e escuro, com reflexos alaranjados, límpido e brilhante. Delicado e complexo no nariz, mostrando ainda muita (e ótima) madeira, toque picante, vegetal, musgo, cogumelos porcini, tartufos, fundo mineral. Paladar seco, de médio corpo, taninos muito finos, grande elegância e equilíbrio, muito longo, cresceu muito e se abriu ao longo da prova. Mais complexo no nariz e mais aberto da prova. Pode ser guardado, embora não deva crescer mais.
2. Petrus 1987 
Granada entre claro e escuro, com reflexos alaranjados, límpido e brilhante. Aroma ainda com toque de frescor mentolado (que se foi depois de alguns minutos no copo), toques animais, couro, toques vegetais de folhas de chá e tabaco, madeira presente de ótima qualidade. Paladar de bom corpo, taninos ainda presentes, extremamente finos, muito longo. O vinho com mais carácter animal da prova. Pode ser guardado, embora não deva crescer mais.
3. Petrus 1988 
Granada escuro, com reflexos ainda na transição para alaranjados. Aromas exuberantes de tabaco, frutas secas com toque de doçura, chocolate, couro, muita madeira boa, ainda jovem e um pouco fechado. Paladar encorpado, taninos finíssimos, menos presentes que no 1987, mas mais volumosos, grande elegância e equilíbrio, muito longo. Na prova, foi o vinho mais fino, encorpado, equilibrado na boca e persistente. Para guarda.
4. Petrus 1999 
Granada escuro, denso na cor. Nariz expressivo, com muito café, muitas frutas (cerejas, amoras), tostados, tabaco, leve toque animal de couro novo, frutas secas, muito carvalho novo de boa qualidade, toque de outras madeiras e especiarias. Bom corpo, elegante, taninos finos, redondo, longo. O mais frutado, redondo e fácil de beber da prova. Embora esteja bem aberto ainda deve evoluir na garrafa.


Chateau Petrus 1982,by Sommelier Daniel santos.   

coloração média de púrpura para o atijolado já com alo aquoso bem definido,límpido e penetrante a luz.com boa fruta em compota "ameixas e morangos' um mentol aparente,mas em uma volatizada na taça(giro) muda para o espetáculo de leque de aromas complexos que tomam a taça como,madeira podre,cogumelos secos,trufas negras,notas terrosas e carvão molhado.
Na boca tem um tanino fino mas presente,paladar cheio,elegante e de uma persistência absurda!!!
por seu potencial ele tem muita vida pela frente,e com muita sorte nos encontraremos novamente.



BY SOMMELIER DANIEL SANTOS

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

ROLHA VIDE BULA


Os rótulos das garrafas de vinho devem passar a indicar qual o material de que são feitas as rolhas, para ajudar os consumidores que queiram a exigir rolhas de cortiça, material amigo do Ambiente, anunciou o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, ontem em São Brás de Alportel.
“Queremos que os consumidores possam identificar se o vinho tem o invólucro que desejam para poder escolher”, afirmou Rui Pedro Barreiro, apelando a que os consumidores exijam rolhas de cortiça para potenciar um “produto que é nosso”.

“Temos que proteger esta fileira essencial à economia”, afirmou o secretário de Estado, sublinhando que a cortiça é um material mais ecológico pois além de ser reciclável contribui para a fixação de carbono.

O governante falava à margem da inauguração da nova unidade de laminagem de cortiça aglomerada da Nova Cortiça, unidade que começará a funcionar em breve e que representa um investimento de 500 mil euros. Além disso, Rui Pedro Barreiro presidiu à assinatura de um contrato entre o ministério da Agricultura e a empresa para a construção de uma nova unidade de granulagem. O investimento nas duas novas unidades é superior a um milhão de euros, estando a unidade de granulação, orçada em 518 mil euros, ainda em fase de concepção, disse aos jornalistas António Correia, da administração da empresa. Cerca de 45 por cento do investimento é feito pelo Estado através de verbas provenientes de fundos comunitários (Programa de Desenvolvimento Rural do Continente - PRODER) e de uma pequena verba do orçamento geral do Estado. 




A campanha de promoção das rolhas de cortiça, em contraponto às de plástico, - “I Love Natural Cork” - está esta semana em destaque num festival sobre sustentabilidade a decorrer em Londres. O festival “A Garden Party to Make a Difference”, de 8 a 19 de Setembro, é iniciativa do programa Start, do Príncipe de Gales. A Associação Portuguesa da Cortiça, citada pelo “Diário Económico”, considera que este evento “permitirá uma boa promoção da cortiça, já que por este espaço vão passar personalidades e celebridades que se podem juntar à causa da cortiça”.

Segundo o “Diário de Notícias”, as exportações de cortiça valeram a Portugal 263 milhões de euros, de Janeiro a Abril deste ano. Este valor traduz-se num aumento de dez por cento em relação ao período homólogo de 2009, segundo dados da Síntese Estatística de Comércio Internacional, elaborada pelo Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, Inovação e Competitividade. Em 2008, esse valor foi de 311 milhões de euros.