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quarta-feira, 28 de março de 2012

Páscoa Com vinho para todos os pratos e para o o Ovo de Páscoa.



Para os pratos tradicionais da semana santa vamos em busca do que melhor casa com suas escolhas.
A tradicional bacalhoada, o chocolate e a colomba pascal não ficam nunca de fora dos especiais  almoços de páscoa. Para que a refeição fique ainda mais prazerosa, nada como harmonizar com bons vinhos as estrelas da mesa de semana santa. Sommelier Daniel Santos  dá algumas pitadas para quem quer acertar  na escolha dos vinhos servidos nesta data. As dicas são do sommelier da Decanter Londrina, Daniel Santos
Bacalhau - Tradicional na páscoa, o Bacalhau pode ser feito de diversas formas. As mais conhecidas - Gomes de Sá e bacalhau à Brasileira – são uma explosão de sabores. Graças à essa grande variedade de ingredientes e gostos, muitas vezes, o consumidor não sabe qual vinho escolher para harmonizar com a iguaria.
 “Nunca deixe de lado seu gosto pessoal ele com certeza se encaixa em algum vinho para seu prato". O Bacalhau pode ser harmonizado tanto com tinto quanto com vinho branco o que abre o leque de possibilidades, porém alguns pontos devem ser considerados, como os ingredientes da receita.” Daniel.
O Bacalhau com um toque mais condimentado, como é o caso do à moda Brasileira, pode ser harmonizado com um vinho mais estruturado e encorpado como o Marquês de Montemor Reserva VR  - o vinho passou 6 meses em barricas de carvalho francês, o que lhe garante toque de frutas maduras e especiarias. Já a tradicional receita do bacalhau à Gomes de Sá pode ser harmonizada com um chadornnay Piemontês o L' Altro Chardonnay Piemonte 2010 e perfeito para pratos com textura suave e delicados no paladar, ele descansa 5 meses em barricas novas de carvalho francês sobre as lias (25% do vinho) transferindo textura sedosa e aveludada ao corpo deste chardonnay.

Chocolate - Apesar de não ser muito freqüente, o vinho e chocolate rendem uma bela combinação. Amargo, preto, ao leite, branco, com castanhas ou frutas, o chocolate oferece um gosto só dele. “O sabor doce do chocolate pede um vinho potente e estruturado, como os vinhosfortificados ou um belo tannat maduro. Neste caso, o vinho potente diluirá a gordura do chocolate e ressaltará o açúcar” explica Daniel.
" Gosto muito do casamento do Tannat Bouza com chocolate amargo ou de 70% acima de cacau,fica tudo muito equilibrado e final de boca infinito"

Para os chocolates amargos a sugestão é o vinho do Porto estruturado e encorpado, o rótulo possui sabores complexos, graças aos 5 anos em barrica de carvalho. Para os chocolates brancos a indicação é do Porto Quinta da Gaivosa Vintage 2003 , perfeito para acompanhar receitas feitas com esse tipo de chocolate, pois possui corpo leve e intenso.

Colomba Pascal - Ao contrário do que se pensa, a colomba pascal é diferente do panetone. Com diferentes coberturas e recheios como amêndoas, chocolate e glacê, por exemplo, a colomba pascal também pode ser harmonizada com vinhos. Para a receita tradicional de colomba, o sabor suave da colomba combina perfeitamente com a doçura e delicadeza do vinho de sobremesa.


Gewurztraminer Granos Nobles 2008






Características Organolépticas:Coloração dourada muito luminosa. Seduz pela intensidade terpênica de lichia, rosas, gengibre e notas etéreas. Revela em boca delicada doçura, untuoso e equilibrado por ótimo frescor.

Graduação Alcoólica13° GL
Diretrizes Enogastronômicas Sobremesas à base de frutas assadas. Tarte tatin de Frutas da estação com gengibre ou amendoas. Foie gras com algumas reduções de frutas e destilados. Torta folhada de pêras ao roquefort ou só com queijos azuis, mas a estrela nesta a harmonização é colomba não deixe de prova la junto a este belo dessert wine!!!


Obrigado e uma bela páscoa  a todos!




sábado, 24 de março de 2012

Protecionismo e vinho: uma questão delicada








Mauricio Tagliari
De São Paulo



Ser brasileiro é uma aventura, sabemos. Já dizia o maestro soberano Tom Jobim que o Brasil é para profissionais. E quando um brasileiro brilha no exterior parece que desperta uma mescla do complexo de vira-latas com ufanismo irracional.

É engraçado, por exemplo, ver um jornalista esportivo, que lida com conteúdo, defender a ida de Neymar para o exterior. O que deseja este cidadão? Trabalhar num mundo pior e sem beleza? Dirigentes, empresários, que defendam seus interesses. Nós, meros mortais, representantes do típico cidadão-consumidor-eleitor, nada temos a ganhar com isso. Mas é assim. Parece que para muita gente, se o Neymar não brilhar na Europa, não vale muita coisa. Lá será respeitado.

Recebi a informação de que Ricardo Castilho, diretor da "Prazeres da Mesa" e expert em vinhos, está em Madri para participar do júri do Bacchus, principal concurso internacional, num grupo seleto de especialistas que elegerá os melhores vinhos do mundo. Dias atrás, o chef Alex Atala, glória da gastronomia nacional, foi o primeiro brasileiro convidado a ser presidente de honra do evento gastronômico mais prestigiado do mundo, o Bocuse d'Or, considerado o "Oscar" do ramo, em Bruxelas, na Bélgica. O Bocuse d'Or reúne profissionais do mundo inteiro há mais de 20 anos.

Minha caixa postal vive repleta de informações sobre as conquistas do vinho brasileiro mundo afora. Crescimento das exportações. Espumantes elogiados porJancis Robinson, Julia Harding e Adam Strum, Oz Clarke, os mais renomados críticos do mundo. O anúncio da inclusão do ótimo Quinta do Seival Castas Portuguesas na lista dos vinhos oficiais da Olimpíada de Londres.

E qual a razão de tanto sucesso da enogastronomia brasileira no mundo? A sua inegável evolução qualitativa. Os vinhos são muito melhores do que nos anos 80. Foram anos de trabalho duro, investimento e pesquisa por parte dos produtores. O mesmo aconteceu com a explosão de criatividade dos chefs. Muita gente estudou fora e voltou com vontade de aplicar as técnicas aprendidas na matéria-prima brasileira.

No âmbito dos vinhos, aumentou-se a exposição a produtos de qualidade do mundo todo, e tanto produtores quanto consumidores brasileiros, escudados por um exército crescente de profissionais (sommelliers, enólogos, críticos, blogueiros, etc.), saíram ganhando e estão aptos a distinguir um vinho de qualidade como nunca antes neste país...

Futebol, vinho, gastronomia, música. Formas culturais. Nossa seleção brasileira, antes orgulho e fonte de identidade nacional, hoje não tem identificação com o torcedor, pois a maioria dos jogadores está na Europa. A música ainda resiste como um elemento cultural forte mesmo diante de todo o investimento da poderosa indústria de entretenimento anglo-americana. Apesar das várias e riquíssimas culinárias regionais, ainda nos falta uma identidade gastronômica. Ela se constroi, ainda. O mesmo ocorre com nosso vinho.

Passei o ano de 2011 escrevendo sobre minhas surpresas positivas, descobertas e esperanças no que tange ao vinho brasileiro. Em meio a elogios, sempre apontei a dificuldade concorrencial diante, principalmente, do vinho do Cone Sul. Desvantagens tributárias imensas, sendo a principal delas a substituição tributária do ICMS, quase uma taxa de importação dentro do próprio país. Um vinho de R$ 15 no Rio Grande do Sul acaba saindo quase o dobro em São Paulo, o principal mercado consumidor. Isto é perverso.

Há que se encontrar solução para estes desequilíbrios. E aí vem o nosso susto semanal. O anúncio de estudo de salvaguardas por parte do governo brasileiro, pleiteado pelo Ibravin em nome de produtores nacionais, caiu como uma bomba no meio enófilo.

Das redes sociais aos blogs e jornais, ninguém se furtou a um debate acirrado. Não é para menos. Salvaguarda pode ser muita coisa. De aumento de imposto a imposição de cotas por país. Resultado óbvio é o prejuízo ao bolso do consumidor. Ou pior: restrição à sua liberdade de escolha.

A reação foi intensa. Muitos, mais viscerais, propuseram boicote imediato ao vinho brasileiro! Importadores se posicionaram e colocaram seus argumentos. Ciro Lilla, um dos grandes responsáveis pela chegada de vinhos de qualidade ao mercado, escreveu uma carta aberta. Houve da parte de vários jornalistas questionamento aos dados apresentados sobre a possível ameaça que sofre a indústria vitivinícola nacional.

Aos poucos, algumas posições mais serenas apareceram e nota-se um intenso jogo de xadrez na frente de batalha de corações e mentes. E um importante player, a Salton, retirou seu apoio à demanda (leia aqui: Suzana Barelli:http://revistamenu.terra.com.br/2012/03/22/salton-volta-atras/).

Coloco aqui os links de alguns dos textos mais isentos e informativos:

Luiz Horta -http://www.estadao.com.br/suplementos/paladar/not_sup4898,0.shtm
Beto Gerosa- http://colunistas.ig.com.br/vinho/2012/03/22/a-salvaguarda-azedou-o-mundo-do-vinho-e-deve-aumentar-o-preco-do-importado-saiba-por-que/
Paul Medder - http://www.jancisrobinson.com/articles/a201203232.html


Salvaguardas não constituem pecados mortais. Os EUA, assim como a União Europeia, agem de maneira extremamente protecionista. São inerentes ao capitalismo a disputa e a proteção de mercados e empregos. Mas numa democracia a regra permite oposição a tais ideias. A bola está em jogo. A próxima semana será crucial, pois o Ibravin deverá encontrar blogueiros e jornalistas para explicar suas posições e, espera-se, ouvir a opinião de todos. O mercado (produtores, consumidores, profissionais da área, importadores, formadores de opinião, apaixonados por vinho em geral) precisa se entender e se unir. Sob risco de um belíssimo trabalho de imagem e posicionamento de mercado em defesa do crescimento e da qualidade do vinho brasileiro sofrer um golpe de consequências imprevisíveis.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Noemía, simplesmente o "Top Wine" da Argentina para a Wine Spectator








A edição de 15 de dezembro da revista Wine Spectator publicou a maior degustação de vinhos argentinos já realizada pela revista, com nada menos que 700 vinhos provados. Com 96 pontos, o "maravilhoso" Noemía 2009 foi apontado como o melhor vinho do país para a revista, sendo eleito o "Top Wine" da Argentina entre todos os vinhos provados. Com uma minúscula produção de pouco mais de 3.000 garrafas, o cultuado Noemía é elaborado com uvas Malbec de vinhedos plantados em 1932 e cultivados de maneira biodinâmica nas frias terras da Patagônia. Incrivelmente complexo, elegante e repleto de finesse, é um vinho capaz de envelhecer em garrafa por mais de 20 anos!




R$ 308,88

 A Bodega Noemía também elabora com uvas de outros excepcionais vinhedos na Patagônia, dois excelentes tintos de vinhedo único com base na uva Malbec: o J. Alberto – um vinho "notável" na opinião da Wine Spectator, que mereceu 92 pontos de Robert Parker na safra de 2008; e o delicioso A Lisa, apontado como "uma excelente introdução à região da Pagônia e à casta Malbec" pela Wine Spectator. Robert Parker concedeu 91 pontos para a safra 2008, descrevendo o vinho como "concentrado, sedoso, elegante e cheio de camadas de fruta".
Descubra também porque a Patagônia está sendo apontada como uma das maiores descobertas da América do Sul com os vinhos do melhor produtor da região.



R$ 121,26






R$ 87,12







terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Um pouco mais de Malbec




A Malbec é hoje uma das uvas mais famosas da atualidade, de tons negros, aromas de frutos escuros e muitos estilos atraentes de vinhos,mas nem sempre foi assim,a muito tempo atrás remontando sua historia ela o patinho feio saiu enxotada de sua terra natal (Cahors) para vir brilhar além mar,na América do sul.


Em Cahors 
era chamada de "Cot" ou "Auxerrois". Após uma explosão de fama na Argentina e outros paises, os franceses passaram a chamá-la de Malbec.

Fala-se que o nome Malbec teve origem a partir de um produtor húngaro chamado Malbeck, que levava as uvas e plantas desta cepa para vendê-las em Bordeaux.

Nessa época o vinho originado da uva Malbec era chamado de "Vinho preto de Cahors", isso graças a cor intensa que a uva dá aos seus vinhos. Fatos históricos contam, que durante o reinado de Napoléon, Pedro o Grande curou-se de uma úlcera de estômago bebendo o tal "Vinho preto de Cahors". Muito feliz com isso, ele ordenou que essa uva fosse levada e plantada na península de Crimea, junto com outras variedades como Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc.Talvez iniciando se ai sua difusão para o mundo,essa é uma das inúmeras histórias relacionadas a essa cepa.



AOC Cahors

Cahors é a região onde existe o centro de produção mais antigo dessa cepa e possui uma lei específica para produção de vinhos originados dela, conhecida como a lei de Cahors AOC, (Apelação de Origem Controlada). Nesta apelação, as vinícolas devem utilizar uma quantidade mínima de 70% de Malbec e os outros 30% de Merlot ou Tannat permitidas pela lei local.


Malbec pelo mundo 

Nos dias atuais não é só na Argentina que podemos encontrar vinhos Malbec, a França, Crímea, Itália, Geórgia, Austrália, Hungria, África do Sul, Chile, EUA e até o Brasil também cultivam essa cepa.

As condições de clima e solo ideais para a produção de Malbec

O clima desértico continental da Argentina, com seus solos secos e pobres, suas intensas horas de sol, baixa umidade, terras de elevada altitude, com constantes ventos para refrescar e manter a sanidade dos frutos, contribuíram para o total desenvolvimento da Malbec por lá, pois só nessas condições a uva atinge seu ápice. Em locais com influência marítima como Chile e Califórnia podem até atrapalhar o desenvolvimento dessa cepa, porém cultivam bons exemplares.

Desde 2005, o Governo Nacional da Argentina aprovou a lei que cria a primeira Denominação de Origem Controlada da América do Sul para essa uva, trata-se do Lujan de Cuyo DOC (Denominação de Origem Controlada), com mais de 6,000 Has de Malbec. Essa iniciativa que já tinha sido criada em 1999, por algumas vinícolas famosas da Argentina, tais como Nieto Senetiner e Luigi Bosca.

Por essas e muitas outras, a Malbec se tornou a uva emblemática da Argentina, a uva mais plantada, valorizada e exportada do país, para todo o mundo.

As características organolépticas desta cepa

Seus vinhos costumam apresentar aromas de ameixa, tâmara secas,cereja em compota,Cassis, mentol ,notas florais e, além do perfume, são densos e escuros. Com taninos menos potentes que os da Cabernet Sauvignon e Syrah, por exemplo, a uva tem boa acidez e pode ganhar complexidade se amadurecida em carvalho. Apesar de os melhores vinhos apresentarem potencial de envelhecimento por vários anos, a Malbec fica pronta para consumo mais rapidamente que outras cepas, deixando a critério do degustador envelhece la ou não.

Como destacado também sobre as outras uvas, a Malbec tem características distintas de país para país onde é cultivada:



Na Argentina, a Malbec tem a maior superfície entre as uvas finas tintas, ultrapassando a clássica Cabernet Sauvignon. Os vários Terroirs argentinos oferecem vários estilos e as principais áreas produtoras são Mendonza, Salta, San Juan e Patagônia. Em Mendonza, o vinho é estruturado e pleno, com sabor vivo e taninos maduros. Salta e San Juan originam vinhos de bom corpo, porém menos estruturados que os mendoncinos. Da região da Patagônia têm origem os vinhos mais moderados, de aromas condimentados, notas florais e de pimenta seca, embora o aroma de fruta madura seja o que mais se sobressai.



Na região Francesa de Cahors é denominada Cot. Os vinhos da região são encorpados e densos, com amadurecimento obrigatório em madeira. Com bom potencial de envelhecimento, podem evoluir por mais de 15 anos em garrafa.



No Chile, onde muitos acreditam não haver o cultivo da uva Malbec, ela origina vinhos mais encorpados, ácidos e taninosos que os argentinos. Os vinhos são geralmente loteados com Cabernet Sauvignon, Carménère ou Syrah.







Saúde e Muitos Goles!!!

TASTEVIN SAVENNIÈRES COULEE DE SERRANT 2005 1° PARTE



Muitas vezes ouvi falar em degustações ou roda de bebedores de vinhos deste fenômeno que é o vinho branco top do produtor Joly no Vale do Loire, o Coulée de Serrant,Joly diz que esse seu vinho (branco) atinge o ápice gustativo depois de 03a 05) dias de aberto. O jornalista de vinhos do Estado de São Paulo, Luiz Horta, fez esse TasteVin e publicou no caderno Paladar de 09/09/10.VEREMOS!!!


Nosso cliente aqui da Decanter Londrina também o fez e disse que o vinho estava mesmo espetacular e não saberia degustalo novamente se não desta forma,acho que após esta conversa do fim semana passado despertamos nele  o desejo de repetir o feito e ele acabou de trazer e abrir aqui no caixa da loja um 2005 (nada como bons amigos no portfólio, Rss) pois bem degustamos uma humilde taça ISO para não ficar desfalcado para sábado próximo.Posso dizer que é um vinho  de adoração no olfativo é de um abacaxi desidratado  escoltado por notas minerais elegantes,mel,parafina,flores brancas murchas e doce de marmelo,na boca é sem exagero um chute do Anderson Silva,potente,cheio,largo,carnoso,com acidez magnifica e final de boca amplo com mel e pera cozida em calda.

Vamos aguardar agora a segunda parte do TasteVin um Grande abraço a todos ,Sommelier Daniel Santos